Doentes por Futebol, a resistência do Orkut e o momento crucial

Doentes por Futebol

Ainda em 2012, ajudei a fundar a fanpage Doentes por Futebol, fruto de uma parceria entre amigos que participam de uma comunidade do Orkut há muitos anos. Sim, ela existe até hoje e é bastante ativa e, de lá, surgiram vários contatos, conselhos, amigos e referências. E é, acreditem, um poço de cultura segmentada e geral, em variados assuntos. O sistema de fórum da rede social mais usada no mundo, o Facebook, não se compara ao do Orkut, e essa, pra mim, é a razão de ela ainda se sustentar tão fortemente. Volto a falar sobre a página: os amigos Filipe Frossard Papini (também mineiro, belo-horizontino e jornalista) e Felippe Garcia (publicitário e empreendedor digital) perceberam que as discussões sobre futebol ali eram de alto nível, e decidiram compartilhar isso com o mundo. A princípio, com a fanpage e, pouco tempo depois, com o brilhante site www.doentesporfutebol.com.br.

Recomendo, não por ter feito parte da equipe, mas por trazer material de excelência mesmo, onde a moçada realmente demonstra conhecimento no futebol especializado. Foram definidas equipes de arte, redação, revisão e alguns cargos administrativos, e eu fiquei responsável por coordenar a equipe do futebol mineiro e a minha coluna, “Lendas do Futebol”, na qual falava sobre históricos jogadores. Esse modelo já se dissipou, mas a abrangência da cobertura era algo impressionante. Campeonatos africanos, asiáticos, na Oceania. Futebol alternativo, de salão, feminino. Estaduais, nacionais, continentais. Só pra começar. É coisa de fanático mesmo e, eu garanto, com muita propriedade. Eu não estaria sendo justo caso não citasse o brilhante cronista Wagner Sarmento (autor da biografia do Popó) e o sensacional editor de vídeos Pedro Heil (HeilRJ no Youtube). Esses dois tiveram um destaque maior na mídia nacional, mas, em geral, a equipe é composta por gente de altíssimo nível. Ali, começava a me identificar com o formato de fanpage e, por mera curiosidade, visualizava o sistema de métricas e alcance das publicações, ainda diferentes do atual Facebook Insights.

Voltando à minha carreira, assim que saí do meu último estágio, por uma questão financeira e comodismo, passei a trabalhar com meu pai, que é empresário no ramo de Representação Comercial. Era óbvio que não ia dar certo. Embates normais entre pai e filho aconteceram, principalmente por meu progenitor não querer aquela área de atuação pra mim. Sabia que eu não seria feliz com aquilo (o que eu não concordava) e estava certo, no fim das contas.

O momento crucial veio quando, em Abril de 2013, bati um dos carros do meu pai, em um acidente que envolveu outros três automóveis. Não houveram vítimas, nem mesmo lesões, mas o carro estava sem seguro e, durante duas das piores semanas da minha vida, vivi sob a tensão da possibilidade de precisar arcar com o pagamento de todos os carros envolvidos, o que, com certeza, não seria possível pra mim. Hoje, acredito que isso tenha trazido mais benefícios do que o contrário, já que aquele foi o estopim para que eu decidisse que não queria mais aquela pasmaceira. Em meio a tudo isso, uma leitura. Na Veja, salvo engano, uma reportagem enumerava uma série de jobs que seriam os profissionais do futuro. Entre elas, estava o profissional do Marketing Digital, citando Gerentes de E-Commerce, Social Media Managers (Gestor de Comunidades), Gestor de Big Data, entre outros.

Lucas Amaral Nunes

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