Round 1: laços fortes vs laços fracos e o Heavy User

Heavy User

Hoje tratarei de um tema que vem sendo bastante discutido pela mídia e pela sociedade em geral: os Heavy Users. Bom, os Heavy Users possuem diferentes significações na área do Marketing. Alguns especialistas utilizam o termo para determinar aqueles que são potenciais clientes para a marca, que eu prefiro chamar de prospects. Os usuários sobre os quais falaremos aqui são os Heavy Users de internet, termo usado mais comumente, ou seja, os viciados em navegação na rede.

Provavelmente quando você era pequeno, seus pais ou seu professor  já demonstram preocupação com o tempo que você passava na computador, e certamente já ouviu a famosa frase: “Vai brincar na rua, com seus amigos”. Isso acontece porque há um choque de gerações quando diferentes tecnologias se aplicam ao contexto social das pessoas. Como sabemos, a tecnologia evolui todos os dias e, possivelmente, alguns dos usuários que escutavam dos pais para usarem menos o computador são os mesmos que hoje se preocupam com os filhos passando muito tempo com seus smartphones. Esse impacto torna-se cada vez mais sutil, uma vez que as novas gerações se acostumam com essa nova realidade. Isso ocorre pois a tecnologia não tem um padrão de avanço: à medida que a própria evolui, a velocidade que se desenvolve também progride gradualmente. Por exemplo, do invento da televisão para o do computador, foram anos de pesquisas, mas hoje a convergência ocorre corriqueiramente. Atualmente, as tecnologias se desenvolvem constantemente e em ritmo acelerado, podendo se tornar descartáveis em questão de dias.

A questão que fica é: isso nos torna mais ou menos sociais? Nossos pais achavam que o fato de estarmos no computador iria acabar com a nossa vida social e nossos relacionamentos, quando na verdade o que pode acontecer é justamente o contrário. Essa intrigante pergunta é respondida por Manuel Castells no livro “A Sociedade em Rede”. Na cultura da virtualidade real (em que não separamos a vida online da offline), a rede incentiva a criação de laços, isso é inegável. Ou seja, uma criança nos dias de hoje tem muito mais amigos do que antigamente. Porém, segundo ele, esses laços são muito mais suscetíveis ao desgaste. Na Sociedade em Rede, as pessoas possuem menos laços fortes (aqueles amigos verdadeiros, confiáveis) e mais laços fracos (amizades que se desfazem facilmente). Mais conexões superficiais, menos relações consistentes. Essa é a nova realidade. Dirige-se, então, a questões morais e éticas, ou seja, opiniões pessoais. A mim, os laços fracos são algo benéfico para a consistência da rede e coexistência dos usuários.

E você, o que acha?

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