Vídeo: O povo brasileiro é um só – Pós-eleições 2014

Diante das manifestações separatistas nas Redes Sociais após apuradas as urnas, resolvi deixar meu recado para o povo brasileiro. Abaixo, o texto na íntegra:

Não se ofenda nordestino
Não se sinta agredido sulista
Gaúcho, acreano, paulista, mineiro
Porque aqui, a raça é mista
É tudo povo, é brasileiro
Vejo tanto ódio nas redes
Tanto fogo no palheiro
Mato-grossense, baiano, carioca, capixaba
Humano
Trabalhador é companheiro
No batente, na enxada
É tudo povo, é brasileiro
Co-irmãos de sofrimento
Tiradentes, herói
João de Deus, salvador
Bento, visionário
Toledo, vanguardeiro
Caneca, humanitário
Zumbi, libertador
Antônio, conselheiro
Batista Campos, inovador
É tudo povo, é brasileiro
É tudo povo, é brasileiro
Nossa gente, gente igual
Gente rica, gente pobre
Acordeão, berimbau
Ouro, prata, ferro e cobre
Tapioca, pirão
Chimarrão, caipirinha
E pão de queijo do bão
Abacaxi, mandioquinha
Bambu, seringueira
Ipê, café, jacarandá
Salgueiro, coqueiro, oliveira
Imbuia, cajueiro
É tudo povo, é brasileiro
Não me venha com essa prosa
De visão separatista
De tão ruim, joga pro lado
Dói a mente, dói a vista
A sua terra é a minha
Tchê, uai, vixe mainha
Abra os olhos, não se acanhe
Deixe de lado o dinheiro
E perceba, que aqui tudo é igual
É tudo povo, é brasileiro
Tudo isso é egoísmo,
É olhar pro próprio umbigo
“Se eu não melhoro de vida
Quem melhora é inimigo”
Repare mais nos canteiros
Desvie um pouco o olhar
“Quem se importa com comida
Se eu tiver meu caviar?”
Não desista de um país
Devido ao vencedor da eleição
Candidato não é anjo
Nem renega a ti o pão
É preciso ter coragem,
E começar tudo de novo
Dilma, Aécio ou Marina?
O que importa é o povo
Tenho ouvido muitas críticas
Às manifestações do ano passado
Que todos que eram vítimas
As eram por vinte centavos
Na verdade, a mensagem
“Somos vivos, somos bravos”
Vale pra qualquer político
Vale pra qualquer situação
A revolução não foi prática
Na verdade, é ideológica
Se antes calavam a imprensa
E impediam inovação
Hoje são milhões conectados
Só mostrou pros governantes
Que estamos acordados
Não caiamos na pilha
De divisão de nações
Somos filho, somos filha
Uma voz, mil corações
E entender de vez
Que o interior e o praieiro
O filho da terra e o imigrante
É tudo povo, é brasileiro

Por favor, Google, não acabe com o Orkut

Não Mate o Orkut

Hoje me surpreendi ao ler uma matéria vinculada na Folha (link aqui) que dizia que o Google vai acabar definitivamente com as atividades do Orkut. Diante disso, resolvi escrever uma pequena carta que, espero eu, possa chegar aos olhos de alguém capaz de lutar pela causa. A seguir.

Por favor, Google, não acabe com o Orkut

Caro Orkut,

eu ainda era um adolescente quando ouvi seu nome pela primeira vez. Era uma combinação pouco comum, que mais tarde eu descobriria ser o nome de seu criador. O Orkut, até então, era um serviço para o qual só se tinha acesso via convite. Sim, ter um perfil era algo destinado apenas para pessoas escolhidas, um serviço cujos usuários eram pessoas importantes e selecionadas. Puro marketing, imagino eu.

Quem diria que você fosse crescer tanto? Eu me lembro de ter descoberto um mundo totalmente novo na mesma data do ingresso. Foi em você que eu encontrei as primeiras pessoas que, assim como eu, gostavam de construir maquetes, pequenos projetos que, exatamente como você, mais tarde se tornariam grandes.

Me recordo como se fosse ontem. Eram nichos pouco comuns. À época, era difícil encontrar indivíduos que eram tão aficionadas por futebol europeu quanto eu. Em meu grupo particular de amigos, eram poucos os que acompanhavam. Mas graças a você meu mundo se expandiu. Encontrei milhares de outras pessoas com gostos semelhantes nesse e em diversos outros setores. Através das comunidades, conversava com pessoas que gostavam dos mesmos esportes, das mesmas músicas, dos mesmos filmes e tratavam sobre os mais variados assuntos em diferentes níveis de especialização.

E era também construtor de identidades. Todos sabiam quais eram meus gostos e preferências, era como gritar ao mundo quem era eu, mais até do que dizia o modo se vestir, por exemplo. Geeks, skatistas, amantes da literatura, partidários políticos. Qualquer que fosse sua tribo, você foi um elemento cultural que auxiliou na criação e desenvolvimento de grupos, tal qual suas individualidades coletivas. Digo, sem medo, que você mudou meu país.

Foi a primeira vez que reconheci novos amigos. Os serviços de mensagens instantâneas e salas de bate-papo pouco tinham a oferecer diante do novo universo trago pela plataforma. Com os perfis, não eram mais anônimos. Todos tinham nomes e rostos. Evoco a emoção de enviar o primeiro scrap, receber o primeiro depoimento. Ainda me lembro das primeiras fotos postadas, ainda na era das câmeras antigas, quando se tinha que usar um scanner para transportá-las ao computador, algo extremamente raro de se achar à época. E as conexões discadas não eram de grande auxílio nos demorados uploads. Mas por você tudo valia a pena.

Nem todos os adolescentes tinham ou têm facilidade de entrosamento. Mas você permitiu que se fizesse novos amigos, aproximando até mesmo usuários com quem não se tinha uma amizade tão intensa, ampliando o leque de camaradagens e paqueras. Os aplicativos de jogos como o Buddy Poke viraram febre, e eram incentivo ao flerte juvenil.

Mas um dia você mudou. Colocaram um layout diferente, que não agradou muita gente. Alguns o abandonaram por isso, mas vários se mantiveram fieis. Assim como quando apareceu outra rede social, com um feed de notícias um tanto quanto atraente e em evidência nos países mais desenvolvidos. Mas jamais, eu repito, jamais, houve algo que incentivasse tanto às novas amizades quanto o Orkut. O Facebook e outras redes são ótimas para aqueles que já são amigos, mas deixam a desejar quando se busca informação especializada, e embora o sistema de fóruns não seja nem de perto tão prático e eficiente.

Até dezembro do ano passado, éramos ainda 6 milhões de usuários mensais. E agora, após tanto tempo, a Google quer simplesmente apagá-lo. Sim, ainda há vida no Orkut. Eu não faço ideia do que vocês perderiam com a manutenção da rede social, mas não migrarei para o Google + por isso, e também não é por isso que deixarei de usá-lo.

Caro Orkut, em nome de uma velha amizade que até hoje permanece, eu lhe digo: Te segui por tanto tempo, então não me abandone agora.

 

Relembre mais sobre o Orkut clicando no aqui: Orkut, a Rede Social que mudou o Brasil.

Widbook, a Rede Social para autores

Widbook Face

Como todos sabem, este analista e blogueiro trata dos mais diversos temas sobre mídia online, mas, principalmente, sobre as Redes Sociais. Embora tenha conhecimento sobre diversas delas, inclusive as segmentadas (uma tendência contemporânea sobre a qual falarei mais tarde), como o Filmow  e o Skoob, ambas já comentadas no blog, esta, especialmente, não foi reconhecida via trabalho. Portanto, a análise é feita a partir de um heavy user da plataforma, diferente das outras comparações feitas a partir de um usuário relativamente novo. Este blogueiro é, também, um escritor amador (link para o meu projeto aqui), de modo que essa rede, especialmente, foi encontrada com objetivos próprios em mecanismos de busca.

O Widbook é uma plataforma para autores e leitores compartilharem conteúdo. Mas, a partir disso, é possível descobrir novas funcionalidades que podem ser úteis desde professores e escritores de diário a grandes celebridades da dramaturgia e literatura. É uma agradável mixagem, algo entre Google Drive, Evernote e Facebook. Essa ferramenta é revolucionária justamente por agregar os conceitos de Rede Social (compartilhável, interativa) e Ferramenta (útil, facilitadora).

Alguns dos aspectos que a tornam única:

Composição / Design

No Widbook é possível visualizar o livro prontinho, no formato em que ele ficaria caso fosse editorado. Não sei se funcionará como catalisador para outras pessoas, mas pessoalmente, a visualização do livro ajuda muito no processo criativo. Escrever no papel pode ser a melhor saída para alguns, mas eu tentei iniciá-lo por mais diversas vezes, sempre com rascunhos imperfeitos. Na noite em que ingressei no Widbook, meu primeiro capítulo ficou pronto. Embora a ideia já estivesse lá, sofri um estímulo imediato que me fez mudar de um escritor mudo para um tagarela digital.

Além disso, fica muito mais organizado. É só clicar nos capítulos e nas páginas para ir imediatamente aonde você precisa. \o/

Livro1

Vídeo e Imagem

É possível anexar vídeos e imagens aos seus manuscritos. Mais um recurso que você jamais teria naquele seu velho caderno de papel. E um recurso que, imagino eu, deva ser bastante útil para professores, quase como uma apresentação em Powerpoint, mas sem aquela limitação de espaço que fazem pirar quando há muito texto. =)

Interação com outros autores/leitores

Como explicado no conceito de Redes Sociais, esse é o aspecto principal para defini-la como tal. Os leitores podem opinar na criação da sua obra, lhe dando o feedback necessário para que o autor possa compreender seus erros e acertos. É um combustível social, que faz com que muitos dos escritores desestimulados com suas obras retomem as rédeas da narrativa. Não há nada melhor do que saber que existem pessoas lendo aquilo que você escreve!

Compartilhável

Há como vincular a sua conta ao Facebook, ao Twitter e ao Evernote, fazendo com que a divulgação do seu livro seja bastante prática. Sabe aquele resumão que você fez no Word da última prova? Que tal compartilhá-lo com os seus amigos para que todos possam estudar juntos. E eles podem até editar o conteúdo.

Móvel

O WidbMovel2ook possui um aplicativo integrado à versão online. Pare e pense. Se você tem que pagar por grande parte do conteúdo no seu Kindle, aqui as pessoas comuns e grandes autores fornecem, gratuitamente, algo que pode vir a ser igual ou melhor a algo que você pagaria. A ferramenta mobile é perfeita para aquele momento na fila de espera do banco ou no trajeto de ônibus até o trabalho.

Perenidade

Seu PC estragou? Não se preocupe, o que você escreveu no Widbook é perene. 😉

Colaborativo

Como citado, há a possibilidade de convites a outros autores. Existem livros que são escritos no sistema de crowdfunding, ou seja, por dois ou mais escritores, fazendo com que obras coletivas se apresentem aos usuários. Além disso, é possível comentar, marcar determinadas passagens dos livros (um verdadeiro marca texto digital), entre outros recursos de interação.

Conteúdo automaticamente indexável

Uma das principais características do Widbook, e algo que a torna simplesmente magnífica, é o fato de todo o conteúdo nos livros divulgado é automaticamente indexável aos resultados de SEO. Isso significa que se alguém for no Google ou Yahoo! e fizer uma busca, é possível que o seu livro apareça nos resultados. Sensacional, né?

Busca

É possível fazer um filtro entre gêneros para ler o que você gosta ou conhecer sobre novos assuntos. Afora isso, você tem sua própria estante, na qual você coloca seus livros favoritos separados por temáticas.

Utilidade pessoal

Constantemente, eu utilizo o Widbook para textos que eu não pretendo publicar. Explicando: eu, como todos os autores de fantasia, tenho um complexo mundo criado com culturas, religiões, personagens, aspectos sociais, de personalidade, entre outros, que às vezes podem fazer com que até mesmo o mais atento dos criadores se perca. Portanto, desenvolvi minha própria enciclopédia, a qual consulto quando me perco em meu próprio mundo. Claro que isso não é apenas para autores de fantasia! Você pode, por exemplo, criar poesias com quem você não quer compartilhar, ou até mesmo fazer uma colinha pra estudar nos minutos antes da prova final. Ache a sua utilidade! 😮

Prazer da leitura

Tanto para quem lê os livros no desktop quanto no aplicativo móvel, a plataforma proporciona uma leitura bastante agradável. O sistema de leitura noturna (com fundo preto e letras brancas) é sensacional.

Conclusões finais

O Widbook é uma ferramenta extremamente útil nos conceitos contemporâneos de experiência do usuário, pois facilita seja qual for o tema ou o nicho escolhido pelo usuário, incentivando constantemente a alimentação à imensa biblioteca virtual que é a internet. Acredito que recomendações são dispensáveis diante de tantas informações a respeito da plataforma.

Vestígios

Comentários e críticas são sempre bem-vindos.

And Oscar goes to… Samsung! Selfie na maior festa do cinema.

Samsung Ellen

Que o Oscar é a maior festa do cinema mundial, não há dúvidas. Deixemos os questionamentos com relação à credibilidade dos prêmios para uma outra ocasião e nos concentremos no case. O Oscar 2014 nos trouxe a noção do quão efetiva pode ser uma ação simples na internet. Muitos viram apenas uma foto reunindo estrelas de Hollywood, mas o que está estampado à frente de todas elas é “Samsung”.

Durante toda a apresentação, a apresentadora Ellen DeGeneres perambulou com seu Galaxy entre as mais célebres personalidades do cinema, exibindo a marca para 40 milhões de pessoas apenas nos Estados Unidos. Mas isso não é tudo. Abusando dos recursos de seu celular, entre piadas e apresentações, Ellen fazia tweets, observados por internautas de todo o globo. Mas um, em especial, fez com que qualquer dinheiro investido tenha valido a pena.

O selfie é uma espécie de autorretrato, que se popularizou muito em plataformas como o Facebook e o Instagram. E foi exatamente o que fez a apresentadora do evento. Ao lado de celebridades como Bradley Cooper, Meryl Streep, Brad Pitt, Kevin Spacey e outros, ela publicou em seu Twitter pessoal aquele que foi o tweet de maior sucesso de todos os tempos com simplesmente mais de 3,5 milhões de retweets.

E a Samsung, se saiu bem? Os números falam por si só. Na foto em questão o texto que a acompanhava dizia: “Se ao menos o braço do Bradley fosse mais longo. Melhor foto de todos os tempos”, devido ao fato de ter sido cortado um pedaço do rosto de Jared Leto (vencedor do prêmio de Melhor Coadjuvante). O braço de Cooper não foi longo o suficiente para abranger a todos na foto, mas o alcance dessa ação da Samsung… ah, isso sim foi o bastante.

Oscar2

Foto original que resultou em milhões de compartilhamentos.

Oscar1

Da série “a foto da foto”: marca Samsung por detrás do selfie.

Roberto Carlos é Friboi. Mas e quem não é? – O comportamento da marca no ambiente virtual

Roberto Carlos Friboi

Há pouco tempo, a empresa do ramo frigorífico JBS Friboi anunciava o seu novo garoto propaganda, um antigo conhecido do público brasileiro que dispensa apresentações independentemente do público-alvo. Proclamado como rei, Roberto Carlos parece não ter agradado tanto assim a uma fatia dos súditos. Vegetariano há 30 anos, um dos cantores mais populares do Brasil utilizou o refrão de um de seus grandes hits, “eu voltei”, para anunciar seu retorno ao status de carnívoro.

Até aí tudo bem, embora a comunidade vegana tenha se voltado contra o cantor e metralhado as redes sociais da empresa com críticas e questionamentos quanto ao posicionamento de Roberto. Estabeleceu-se, então, um duelo entre tiranossauros e brontossauros, cada qual defendendo seu ponto de vista. Um adendo: dentro do ambiente virtual da Friboi. E o pior: as avaliações negativas superaram as positivas em dez vezes no canal da empresa no YouTube. E aí, como proceder?

Acontece que a estratégia escolhida foi a de simplesmente bloquear momentaneamente os comentário no vídeo, ainda que os ads ainda estejam ativos para o vídeo. Será mesmo que isso resolveria o problema? De fato, existem diversas outras páginas com o mesmo vídeo, onde os usuários discutem o referido tema, invariavelmente. E, claro, em diversos outros canais como o Facebook, Twitter e demais Redes Sociais, os debates prosseguiram. Em nota, o frigorífico diz que classificou alguns comentários como “ofensivos à credibilidade dos envolvidos”. Na minha opinião, essa é mais uma tentativa tola de tentar censurar o incensurável. É como escrever na face do consumidor: “Se você é Friboi, seja bem-vindo”. E quem não é?

 

Bônus: Na postagem sobre o vídeo na fanpage da Friboi, a empresa responde apenas aos comentários positivos. Ainda assim, é bem melhor do que outras famosas fanpages conhecidas, que simplesmente apagam esse tipo de comentário.

Friboi ignora os comentários negativos na fanpage...

Friboi ignora os comentários negativos na fanpage…

...enquanto enfatiza os comentários elogiosos.

…enquanto enfatiza os comentários elogiosos.

Orkut 10 anos: a Rede Social que mudou o Brasil

Orkut

No dia 24 de Janeiro de 2004, nascia uma rede social revolucionária, criada pelo engenheiro turco de mesmo nome: Orkut Büyükkökten. Com o objetivo de incentivar o encontro entre pessoas com interesses semelhantes, possuía uma interface bastante simples, onde o usuário podia adicionar amigos e debater sobre diversificados temas, desde os mais abrangentes (Política, Futebol, Brasil, Música Popular Brasileira) aos mais específicos (3º ano do colégio Ximboquinha, Eu conheço o Pedro, Clube de Pintura do Bairro Zequinha, Já zerei Pokemon Red).

Não é fácil dimensionar a importância dessa rede para o Brasil especificamente, já que ela não obteve tamanho sucesso em países como os Estados Unidos, apesar de ter alcançado bons índices na Índia, por exemplo. Embora muita gente não saiba, menos de duas semanas depois seria fundada a rede que domina atualmente a demanda de usuários brasileiros: o Facebook de Mark Zuckerberg, que mais tarde substituiria o Orkut como rede social favorita dos internauta por aqui.

Entre as várias novidades da plataforma, o Orkut possuía algumas vantagens em relação aos serviços de interação entre usuários mais utilizados na época, como o MSN Messenger, o ICQ, salas de bate-papo, e-mails e fóruns específicos. A seguir, uma pequena lista de alguns recursos fantásticos que fizeram com que grande parte dos usuários brasileiros aderissem os serviços da rede:

Perfil

Embora alguns servidores de e-mail já possuíssem tal função, o Orkut ascendeu com força no mercado devido ao fato de possuir um formato de perfil sistemático e ao mesmo tempo detalhado. Nele eram encontradas informações como idade, formação, signo e até um pequeno resumo sobre o usuário. Além disso, a rede germinou ao passo em que crescia o mercado de câmeras digitais no país, por isso grande parte dos perfis eram compostos também por fotos. Era o fim da era dos anônimos (pelo menos em tese), onde as pessoas com quem você conversava agora possuíam rosto e uma identidade explicada.

Exclusividade

Uma das sacadas mais geniais do Orkut foi o acesso exclusivo para convidados. É claro que isso não passou de uma jogada de marketing, mas com certeza ajudou a engrenar o sucesso da rede. Apenas usuários do serviço podiam convidar, através do e-mail, outros internautas. Essa sensação de “eu sou exclusivo” ou “VIP” (pessoa muito importante) durou apenas até a rede emplacar, já que depois o acesso foi totalmente liberado.

Comunidades

Essa ferramenta sensacional permite que o usuário busque e interaja com pessoas com interesses semelhantes. Gosta de miniaturas e maquetes? Com certeza você encontrará uma comunidade no Orkut a respeito. Prefere jardinagem? Futebol europeu? Receitas de bolo? Sim, os criadores das comunidades do Orkut eram os próprios usuários, o que fazia com que uma infinidade de fóruns de discussão sobre os mais variados temas fossem criados diariamente.

Fóruns

Muitas pessoas se surpreendem quando eu digo que ainda acesso o Orkut. A resposta, amigos, está neste tópico. O sistema de fóruns é infinitamente superior a qualquer outra rede social que eu conheça (e são muitas). Funciona assim: qualquer um pode criar um tópico, que pode ser comentado pelo mesmo ou por outros usuários. O último tópico comentado, fica acima na interface da comunidade, uma espécie de feed por atualização. Assim, você não corre o risco de entrar em um tópico desatualizado, a não ser que queira. Além disso, um sistema de buscas (que mais tarde foi alterado sem nenhuma explicação) bastante apurado, permitindo ao orkuteiro encontrar tópicos antigos em comunidades sem muita dificuldade.

Depoimentos

Falar de si não é uma das tarefas mais fáceis. Mas e se você transferisse essa responsabilidade para outras pessoas? No Orkut era assim: na sua página inicial, depoimentos dos seus amigos podiam ser visualizados. Obviamente, a maioria deles falavam bem do usuário em questão.

O Orkut para o marketing

À época, as empresas ainda não estavam totalmente antenadas aos novos costumes do consumidor e não investiam tanto nas redes sociais, mas algumas das mais espertas se saíam bem na divulgação no Orkut. Imagine que cada marca possui uma comunidade oficial, às vezes administrada por profissionais internos, outras por usuários, fãs ou odiadores. Era comum existirem comunidades de polos opostos (“Eu amo Coca-Cola” e “Eu odeio Coca-Cola”, por exemplo). Isso nada mais é do que feedback gratuito, uma pesquisa de mercado sem custos. Além disso, as comunidades concentravam números consideráveis de usuários interessados em temas específicos, o que as tornavam espaços de divulgação e interação fabulosos. Se ainda tivesse a mesma força, acredito que o Orkut seria muito melhor utilizado pelas empresas e profissionais de marketing hoje em dia.

A queda do Orkut

Muito se especula sobre os motivos pelos quais ocorreu a queda drástica de usuários do Orkut (hoje menos de 1% dos internautas brasileiros acessam a rede, ainda mais popular que o Google +, por exemplo). Além da “Era Facebook”, período em que um número considerável de pessoas converteram à plataforma de Zuckerberg, outros motivos contribuíram para o enfraquecimento da rede.

Uma mudança radical de interface e design, que ficou conhecida como o Orkut Novo, foi um dos pontos que fez com que alguns dos usuários abandonassem a rede. Outros recursos gráficos como a permissão da utilização de gifs (imagens em movimento) e letras coloridas poluíam as páginas de fóruns e scrapbooks (murais). O filtro de spams do Orkut também não era muito seguro, o que fazia com que vários usuários recebessem dezenas de recados indesejados e robóticos. Soma-se a isso o fato de aparecerem muitos fakes (perfis falsos), necessitando apenas de uma conta de e-mail em qualquer servidor para a criação de um perfil. Nesse momento, redes como o Facebook e o Twitter pareciam opções mais atraentes, e foi justamente para onde migraram grande parte dos usuários, uma espécie de êxodo virtual.

Esse é um efeito comum e cotidiano na rede, onde constantemente aparecem novas opções de Mídias Sociais com diferente objetivos e recursos. Há quem diga que as plataformas mobile como WhatsApp, WeChat e Instagram são a maior ameaça à rede de Zuckerberg atualmente. E você, o que acha do assunto?

A diferença entre a Rede de Pesquisas e a Rede de Display do Google

Redes Display e Pesquisas

A melhor maneira de se trabalhar com o Google Adwords é fazendo campanhas distintas nas duas redes, já que elas funcionam de maneiras diferentes. Saiba quais são as principais diferenças entre elas:

A Rede de Pesquisas

Quando você pensa em fazer uma pesquisa no seu computador, seja pro seu trabalho de escola ou apenas para se informar, no que você pensa? A resposta imediata, para cerca de 85% da população brasileira (leia mais aqui), é a mesma: Google. Quando o usuário faz uma busca, aparecem dois tipos de resultados:

1- os orgânicos (resultados não pagos, onde o Google utiliza um algoritmo secreto com critérios diversos para determinar a relevância. É ai que trabalha o profissional de SEO, ou Searching Engine Optimization).

2- os links patrocinados (resultados através de cruzamentos de palavras-chave. Os anunciantes as escolhem e pagam por clique em suas páginas).

Google Adwords - Rede de Pesquisa

Observe essa busca feita através da combinação de palavras-chave “carro novo”. Os anúncios foram destacados em vermelho. Note que os resultados pagos que aparecem centralizados ficam em uma caixa com uma cor rosa levemente diferente do branco no restante da página (nesse caso, os três primeiros) e também aparecem na barra lateral. Repare também que o próprio buscador avisa que se trata de resultados patrocinados.

Observações importantes:

– Os resultados das buscas são independentes, ou seja, uma não influencia na outra.

– Os resultados são diferentes em plataformas móveis (será tratado mais tarde).

– Outras plataformas do Google também estão vinculadas à Rede de Pesquisa, como o Gmail, o YouTube, o Orkut e o Blogger.

A Rede de Display

Existem plataformas associadas e cadastradas no Google Adsense que são parceiras do Google. Elas vão desde grandes portais (G1, Último Segundo, etc.) a pequenos sites e blogs. O que isso quer dizer? Significa que essas plataformas autorizam a veiculação de anúncios em seus sites, e são financeiramente recompensadas por isso. Dessa maneira, o anúncio pode aparecer apenas em sites específicos e direcionados por temas. Por exemplo: se você entrar em um site sobre cães, possivelmente os anúncios que aparecerão serão relacionados a animais, como rações, coleiras, etc. Mas não necessariamente, isso quem determina é o autor da campanha. Grandes anunciantes como a Saraiva, o Submarino e o Decolar.com investem nos mais diversificados ramos da internet.

Google - Rede de Display

Google Adwords - Rede de Display

Observe as imagens feitas através do site Doentes por Futebol. Perceba que, em destaque, há dois anunciantes: o CCAA, uma escola de inglês muito popular no Brasil e a Samsumg, a gigantesca corporação de tecnologia da informação. Isso quer dizer que essas empresas fizeram amplas pesquisas e decidiram investir em anúncios em diversos tipos de sites, incluindo o site em questão, especializado em esportes, mais especificamente o futebol. Cada vez que o usuário entrar na página, aparecerão, muito provavelmente, anúncios diferentes. Porém, há a opção de segmentação, como vemos abaixo:

Google - Rede de Display 2

Nesse caso, um grande anunciante, a Netshoes, segmentou seu público, ou seja, decidiu veicular sua marca e produtos esportivos em um dos grandes parceiros da Google, o globoesporte.com (vinculado ao portal G1).

O Google oferece um mundo totalmente novo para quem quer investir em publicidade na internet, os quais podem ser utilizados em prol de campanhas de marketing de variados tipos e dimensões, dependendo da estratégia escolhida. Mas se há algo inquestionável, é a eficiência desses sistema.

Como se tornar um especialista em Google Adwords

Google Adwords

Primeiramente, gostaria de desejar um ótimo 2014 a todos os amigos e seguidores do blog. Digo mais: que sirva como uma alavanca profissional na carreira de cada um.

No mês de Novembro, tive o prazer de participar do Google Expert: Training Day (treinamento completo aqui). Fiz a promessa de divulgar meus estudos, mas como o final de ano foi muito mais apertado do que eu esperava, não foi possível fazê-lo no ano passado. Portando, iniciarei o ano ao passo em que faço o mesmo com os estudos para a prova de especialista em Google Adwords. Aos que querem me seguir nessa empreitada, fica o convite para leitura e discussão, pois divulgarei aqui alguns elementos de estudo pessoais que facilitarão aos leitores que também tenham o mesmo objetivo.

Inicialmente, divulgarei aqui o aprendido no Google Expert: Training Day. Espero que aproveitem!

Introdução

O Google Expert: Training Day aconteceu no mês de Novembro, em 2013, em várias salas ao redor do Brasil, visando ensinar a profissionais e empresários de todo o Brasil sobre as ferramentas do Adwords e incentivá-los ao uso do mesmo. Foi apresentado por Vince Vader, Isabel Furtado, Jovem Nerd e Azaghal, pessoas notáveis do mundo dos anúncios.

Para se tornar um especialista em Google Adwords, é necessário ser aprovado em, no mínimo, duas provas: uma básica e uma avançada. Existem 4 provas (2 da rede de busca e 2 da rede de display) e é altamente recomendado que o profissional faça as quatro provas. Se o candidato passar pela prova básica de uma das redes, está consequentemente qualificado para fazer a prova avançada da mesma. Caso tenha sucesso na segunda prova, ele recebe o reconhecimento do Google, um certificado mundialmente valorizada e prova que o candidato domina as ferramentas, práticas e técnicas do Adwords.

Para fazer a prova, basta acessar o link: http://www.google.com/partners

Os estudos podem ser feitos através da plataforma criada para este fim, encontrada em: http://www.expertbrasil.withgoogle.com.

Até a próxima postagem!

Análise de aplicativo: Snapchat

Snapchat

Aplicativo: Snapchat

Funcionalidade: Redes Sociais

Nota: 8

Há alguns dias, noticiou-se que os criadores do aplicativo conhecido como Snapchat recusaram uma proposta feita pelo Facebook de nada menos que 3 bilhões de dólares. Para se ter uma ideia, esse valor é três vezes maior do que o preço pelo qual foi vendido o Instagram há algum tempo.

Mas o que seria esse aplicativo tão polêmico? O Snapchat é um sistema simples e rápido de troca de imagens e vídeos curtos (além de pequenas mensagens e edições no bom e velho estilo “paint” que podem ser inseridas nas fotos). O detalhe e principal diferencial é que é possível determinar o tempo de exibição desses arquivos, entre 1 e 10 segundos. Após o tempo corrido, a foto ou o vídeo enviado é automaticamente destruído e nunca mais poderá ser acessado.

O que o usuário ganha com isso? Bom, acredito que a força da plataforma esteja em você poder enviar arquivos para pessoas específicas, mas não fiquem registrados para a posterioridade. Pode ser aquela foto “queimação de filme” de um amigo dormindo bêbado no chão da praça ou uma imagem de si mesmo fazendo uma careta bem feia. Além disso, fotos íntimas e pessoais (que geraram grande polêmica no país recentemente, devido à “pornografia de vingança” e o “caiu na net“) podem ser transferidas tranquilamente, sem preocupações de algum dia serem visualizadas por outras pessoas.

Mas cuidado, nem tudo são flores. Já existem outras plataformas criadas para gravar arquivos enviados pelo Snapchat. Portanto, cuidado ao divulgar qualquer tipo de conteúdo através do aplicativo.

#Galaxy11, jogadores de futebol ajudam a salvar a Terra

Galaxy11

Bom, galera, primeiramente, peço desculpas pela ausência. Ando extremamente sem tempo nesse fim de ano, tanto que ainda nem pude realizar a minha prova do Google Adwords (a promessa de divulgar aqui meus estudos continua de pé).

Passo rapidamente aqui para falar de uma campanha da Samsung, envolvendo o Galaxy 11. Trata-se de uma campanha baseada em futebol. É o seguinte: eles começaram a lançar vídeos esporádicos de sinais gigantes ao redor do mundo e, mais tarde, revelaram se tratar de um desafio de alienígenas à seleção de jogadores da Terra. Quem vencer, leva o planeta. Pode parecer meio bobo, mas a estratégia de divulgação contínua e a longo prazo realmente contagia os torcedores a menos de um ano da Copa do Mundo.

O encarregado por formar o time é o ex-jogador Franz Beckenbauer, que escolheu jogadores como Messi, Oscar e Falcao Garcia para representar os terráqueos. Quem serão os próximos? Você pode ver todos os vídeos nesse Tumblr: http://thegalaxy11.tumblr.com/