Disciplina “Fundamentos do Marketing Digital” – Pt. 7 (Final)

Sociedade em Rede

Frameworks de Marketing Digital

Frameworks, em uma tradução ao pé da letra, são quadros de trabalho, ou seja, são modelos de organização de negócio já consagrados pelo mercado. São utilizados de maneiras distintas pelos profissionais da Tecnologia da Informação (no caso deles, usa-se no desenvolvimento de softwares) e do Marketing (com base na análise de mercado), o que usaremos aqui.

Digital como Estratégia

O Marketing Digital não está separado de outras formas de mídia, pelo contrário, ele interage e impulsiona a criação de demanda através do poder da internet. Sendo assim, o Digital conversa com as mídias tradicionais (TV, Rádio), com a comunicação externa (off-line), estimula o boca a boca e incentiva as promoções e eventos.

The F-Factor

O framework F-Factor, cuja lema leva a letra F pela tríade de temáticas Friends, Fans & Followers (Amigos, fãs e seguidores), leva em consideração que esses agentes influenciam na decisão de compra dos consumidores. É aquilo citado antes, o que acontece no ZMOT, quando o consumidor procura a opinião de outros clientes antes do Primeiro Momento da Verdade.

Framework de Marketing Digital

Um modelo de framework foi apresentado na aula, e tentarei resumi-lo aqui. O centro do quadro seria o website da empresa e os sites parceiros, ou seja, todos os segmentos aqui apresentados trabalham em prol do desenvolvimento dessas plataformas.

Marketing de Busca (SEO, Links Patrocinados, Pagos por clique/PPC);

Representação Online (Mídias Sociais, blogs, comunidades, manutenção da imagem, proteção da marca);

Parceiros Online (Patrocinadores, comarcas, parcerias);

Comunicação off-line (Panfletagem, exibições, merchandising);

Marketing viral (Criação de mídia espontânea, buzz marketing, fofoca, hit);

Opt-in e-mail/intenção do usuário em receber informações (Newsletter, listas de e-mail, cadastros);

Anúncios interativos (Compras pelo site, serviços de anúncios pagos, segmentação por comportamento, links patrocinados)

Comunicação (Propaganda, vendas, promoções, relações públicas).

Ou seja, nesse contexto, a marca utiliza de recursos de Páginas Digitais (Sites, Portais e Blogs), Buscas (Google, Bing, Yahoo), Mídias Sociais (Facebook, Twitter, Slideshare, RSS Feeds, Pinterest, Instagram, Flickr, Tumblr, YouTube), Games e Entretenimento, E-Commerce, Tecnologias Emergentes (Web TV’s, Podcasts), Mobile (Bluetooth, SMS, MMS, Aplicativos), Realidades Mistas (Second Life) e E-mail (texto, imagem e vídeo).

Em resumo, pode-se concluir que o Marketing Digital é a promoção de marcas utilizando as múltiplas Mídias Digitais citadas acima para:

1-      Alcançar o cliente (através de email, redes sociais, mecanismos de busca, etc.);

2-      Converter o cliente (torná-lo um visitador frequente do site, seguidor, fã, fazer com que ele faça um cadastro, compre o seu produto);

3-      Reter o cliente (fazer com que ele se torne fiel, assine a newsletter e acompanhe constantemente o desenvolvimento da empresa, programas de fidelidade, personalização e conteúdo direcionado).

Modelo SOSTAC

O modelo SOSTAC é um norteador para guiar as ações, baseado nessas seis letras. De uma maneira bem resumida, significa:

S (Situation Analyses/Análise da Situação) – Pesquisas de audiência e ferramentas disponíveis;

O (Objectives/Objetivos) – Definição dos objetivos da campanha;

S (Stategies/Estratégias) – Que estratégias utilizar para alcançar os objetivos;

T (Tactics/Táticas) – Quais os meios serão utilizados;

A (Action/Ação/Implementação) – Colocar em prática o que foi definido;

C (Control/Controle) – Mensurar, analisar, compreender, averiguar, vigiar e concluir sobre as ações que estão sendo executadas.

8 P’s do Marketing Digital

Como vimos, no Marketing Tradicional temos os quatro P’s. Já no Digital, um paradigma aumenta esse número para oito, que serão listados aqui.

Pesquisa (análise do mercado)

Planejamento (preparação para as ações a serem executadas)

Produção (produção através das ferramentas digitais disponíveis)

Publicação (divulgação do conteúdo)

Promoção (promover o conteúdo planejado)

Propagação (usar estratégias para difusão da marca)

Personalização (entender o usuário e suas preferências)

Precisão (atingir diretamente o comprador)

Bom, amigos, é isso. Espero que tenha ajudado e peço, desde já, desculpas por alguma falha ou erro (seja ele de digitação ou interpretativo) que possa ter ocorrido durante a compilação feita por mim.

Agradeço também ao excelente professor Fábio Albuquerque pela paciência e atenção cedida a nós, alunos, e também aos colegas de classe, que vêm me ajudando a entender esse novo mundo. Pra mim foi um prazer realizar essa tarefa (que me traz muito mais benefícios do que trabalho) e divulgá-la, usando o nosso maior objeto de estudo: a rede.

Lucas Amaral Nunes

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Disciplina “Fundamentos do Marketing Digital” – Pt. 6

Internet

Marketing Digital

O desenvolvimento da tecnologia está diretamente conectado à evolução da sociedade e, consequentemente, do Marketing, que estuda o consumidor. A tecnologia conecta as pessoas de maneira rápida e eficiente.

Método POST

O método POST consiste em quatro passos de estratégia social.

P (People/Pessoas) é a avaliação das atividades sociais do seu cliente;

O (Objectives/Objetivos) é a decisão do que você quer efetuar;

S (Strategy/Estratégia) é o planejamento de relacionamento adotado com os clientes;

T (Technology/Tecnologia) é a decisão sobre quais tecnologias digitais utilizar.

Princípios do Marketing Digital

Encontrabilidade: Como os sites são encontrados pelos mecanismos de busca. Envolve SEO (natural), Links Patrocinados (orgânico), etc.

Usabilidade (UX): É a experiência do usuário na sua página. É influenciado por diversos fatores, entre eles o design da página, se ela tem informações e recursos úteis, conteúdo relevante e alguma função para o usuário.

Credibilidade: Qualidade de algo em que se pode confiar. Isso pode ser gerado pelo próprio usuário, via depoimentos. Instigue o cliente a opinar sobre a compra.

Vendabilidade: São critérios antes da venda do produto, ou seja, as informações acerca dele. É o convencimento, a persuasão, a segurança que o cliente sente em poder comprar o seu produto. Existem alguns elementos de persuasão como por exemplo a escassez (restam apenas 2 unidades!), números  (678 pessoas já compraram esse produto!), autoridade (celebridades falando sobre o produto), prova social (pessoas comuns falando sobre o produto), reciprocidade (para baixar o nosso e-book, publique no Twitter!) e envolvimento (interação com a loja, eventos, conversação via Redes Sociais).

Triângulo de Serviços

Os serviços oferecidos pela empresa são todos os recursos de sustentação do negócio, por exemplo, a entrega, suporte, garantias, atendimento, etc. O bom serviço gera valor para o cliente. O Triângulo de serviços é a correlação entre a diretoria, os clientes e os funcionários. A relação da diretoria com o cliente (marketing externo/gera promessas), do cliente com os funcionários (marketing interativo/cumpre as promessas) e da direção com os funcionários (marketing interno/faz com que as promessas sejam possíveis)

Gaps em Serviços

Gap é, na realidade, a diferença do que se espera para o que se tem, ou seja, a expectativa e a realidade do serviço. Muitas vezes o que a organização pensa que uma ação é o desejo do cliente, mas não o é. O serviço esperado muitas vezes é divergente do serviço percebido. Existem cinco tipos: Knowledge (compreensão do que é serviço para o cliente x percepção para a empresa), Standards (padrão do cliente x padrão da empresa), Delivery (serviço prestado na visão do cliente x na visão da empresa), Communication (o que a empresa comunica x o serviço fornecido) e Expectation e Perception (expectativa e percepção do cliente x expectativa e percepção da empresa).

Uma imagem interessante que encontrei na internet e achei que deveria colocar aqui como um complemento é a seguinte, que mostra o Iceberg do Marketing Digital, um complemento ao Iceberg do Marketing visto na primeira aula.

Iceberg Marketing Digital