Gestordemarketing.com e o Grupo Diferente

Diferente e Gestordemarketing

Essa reportagem me chamou muito a atenção. Foi aquele “click” de tomada, como quando surge uma lâmpada na cabeça dos personagens da Turma da Mônica, ou seja, uma grande ideia. E, pela primeira vez na vida, pude pensar: “tá ai algo que eu gostaria de fazer”. A partir desse momento, me envolvi totalmente, me tornei um verdadeiro hunter de reportagens e matérias sobre o assunto. Assistia vídeos relacionados durante quase todo o meu tempo livre. Iniciei um curso de “Gestão Estratégica de Marketing Digital & Mídias Sociais” (ainda em curso) online, do professor Olímpio Araújo,  e me entranhei pelas vielas, praças e shoppings da internet, uma espécie de fanático digital. Foram dezenas de vídeos, palestras e aulas. Curti, provavelmente, todas as fanpages relacionadas do país (e algumas estrangeiras). Lia blogs, matérias (como mercado de trabalho ascendente, existe muita coisa sobre Marketing Digital na rede) e tudo que pude sobre o assunto e, em um mês, eu já sabia muito sobre as ferramentas existentes, mas não como utilizá-las.

Descobri também que em Belo Horizonte, capital do Estado e a 15 minutos de Lagoa Santa, existia um dos melhores cursos da América Latina de Marketing Digital, recém lançado pela Fundação Getúlio Vargas, uma referência em MBA no país. Assim, fiz minha inscrição, ao passo em que ingressava no primeiro emprego que me apareceu após o acidente de carro e posteriores discussões com meu pai: o de recepcionista bilíngue no hotel Ramada, aqui mesmo em Lagoa Santa. Não me envergonho de ter trabalhado lá, onde fiz bons amigos, mas é lamentável que um profissional formado não consiga encontrar oportunidades no ramo. Não durei um mês. A carga horária de 12/36, recepcionando turistas e fazendo checkins e checkouts era extremamente estressante e o fato de ter que fazer tudo isso de pé não ajudava nem um pouco.

Saí antes mesmo de conseguir o meu próximo emprego, dessa vez oficialmente como jornalista. O Grupo Diferente de Comunicação é um veículo daqui de Lagoa Santa. É uma empresa pequena que possui mídia indoor, outdoor, um guia comercial, jornal, revista, entre outros empreendimentos. Fui contratado como jornalista e, pela primeira vez, me envolvi profundamente com a política local. Antes de mais nada, é preciso esclarecer que Lagoa Santa é muito mais do que uma cidade do interior. É o maior alvo de investimentos do governo do Estado, pois fica na primeira fronteira com o Aeroporto Internacional Tancredo Neves. O Vetor Norte de Minas Gerais foi estrategicamente selecionado para o foco de crescimento econômico nas próximas décadas e a paisagem das cidades mudou drasticamente de dez anos para cá. Grandes empresas do setor hoteleiro, imobiliário, aeronáutico, entre muitos outros, fazem investimentos pesados na região, escolhida para ser a primeira Aerotrópole (conceito que explicarei posteriormente) da América Latina. Então a política em Lagoa Santa é visada por pessoas do alto escalão (incluindo o governador do Estado e mais gente graúda). E passava-se, à época, por uma intensa crise, em que o prefeito estava sob acusação de corrupção, o que não foi comprovado e, mesmo assim, pasmem, foi cassado. A situação era (e ainda é) crítica para o município, mas foi ótimo para mim participar ativamente desse processo e entender como funciona a política pública. E a influência de um jornal, por menor que seja, tem um impacto fundamental na sociedade.

Estive nesse emprego até pouco tempo atrás, quando terminava o meu período de treinamento e me foi oferecido um salário abaixo do piso. Não me magoei, pois sei que existem muitas pessoas que aceitam esses termos de serviço. Mas não pra mim, que sei de todas as dificuldades pelas quais os jornalistas passam para terem condições ideais de trabalho e os esforços aplicados pela sindicância. Assim, despedi-me de lá, mas não sem a promessa de fazer alguns trabalhos freelancers para a empresa. Atualmente, estou aqui, inaugurando este blog, e desempregado. Confesso que, em outras circunstâncias, estaria desesperado, mas não dessa vez. Tenho um conforto peculiar por saber que estou me envolvendo com o que gosto. E espero que possa, também, ajudar a quem estiver um passo atrás e quiser aprender com as minhas experiências.

Nas próximas postagens, iniciarei a divulgação dos meus estudos no ramo. Não deixem de comentar!

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Um pequeno resumo sobre mim

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Bom, como prometido, vou tentar falar um pouco de mim, tarefa das mais difíceis. Todo mundo já teve que escrever uma redação falando sobre si na escola, mas como adulto é outra história, pois quando se é criança as falhas parecem importunar menos do que deveriam. Mas tentarei, filtrando humildade e supervalorização, explicar o melhor que puder.

Nascido em Belo Horizonte, estudante de uma escola católica, embora tenha me rebelado e me tornado ateu na maioridade. Me considero um neogeek. A concepção de geek ou nerd, para a maioria das pessoas, é direcionada para aquele cara com espinhas, totalmente anti-social e que sabe tudo de informática e outras matérias, o que nem sempre é verdade. Honestamente, eu nunca fui um bom aluno,  apesar de nunca ter tido dificuldades para passar de ano. Sempre fiz apenas o suficiente para conseguir as médias das notas, não cedendo uma gota de suor a mais para um desempenho acima disso. Gostava de RPG, Magic, literatura medieval, Star Wars, Dragon Ball, vídeo games, atividades típicas do nerd anteriormente citado. Mas também jogava bola, embora sem perícia, um verdadeiro pereba, e sempre fui muito sociável, o que difere daquela tradicional concepção. Perceberam a sutil diferença? Tenho muitos amigos que se inserem nessa mesma categoria. Que saem, se divertem, bebem uma cervejinha, têm muitos amigos e, ao mesmo tempo, são estudiosos em seus próprios recantos.

A minha fixação pelo futebol veio através do meu pai, um fanático cruzeirense. Eu sempre fui torcedor do Cruzeiro, mas quanto mais eu me desenvolvia (e me envolvia com os aspectos táticos, técnicos e históricos do esporte), mais eu me desprendia do fanatismo, o que às vezes me é prejudicial. Hoje, eu gosto de futebol, embora, claro, continue vibrando a cada gol do meu time. Esse interesse exacerbado, juntamente ao fato de eu sempre ter gostado muito de ler e escrever, me fizeram optar pelo jornalismo. Isso aconteceu quatro anos após me mudar para Lagoa Santa, uma cidade próxima da capital, com cerca de 50 mil habitantes, onde fica o único Aeroporto Internacional de Minas Gerais.

No próximo post, falarei sobre como me infiltrei, como um espião, no mundo do Marketing Digital, quase que por coincidência, sem saber o que era aquilo.

Lucas Amaral Nunes