As Redes Sociais

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Bom, de uma forma popular, esse termo é utilizado para se referir ao Facebook, ao Twitter, ao Instagram, entre outras ferramentas digitais. Porém, segundo a renomada professora e pesquisadora Raquel Recuero, autora do excelente livro “Redes Sociais na Internet”, as Redes Sociais são metáforas para as praças virtuais. O que isso significa? As Redes Sociais são, então, estruturas sociais, onde os internautas estão conectadas, ou seja, são formadas pelos agentes pessoas/empresas e suas conexões. O Facebook, Twitter, Instagram, etc., são, na verdade, plataformas de Redes Sociais.

Devido a isso, acho que não é um equívoco chamarmos, por exemplo, aplicativos como o Whatsapp, o WeChat e o Line de Redes Sociais. As pessoas estão conectadas em rede, afinal. No post de hoje, listarei uma série de plataformas utilizáveis, resumindo cada uma delas, algumas bem famosas, outras nem tanto. Há de se frisar, no entanto, que elas interagem também entre si, o que é uma tendência nos dias atuais. Vamos a elas:

Facebook: A maior rede global do mundo, tanto que virou filme (A Rede Social, 2010) indicado ao Oscar. A teia de Mark Zuckerberg funciona com um algoritmo que leva em consideração suas preferências e relacionamentos, o que significa que quanto mais você interage com alguém, mais a plataforma incentivará essa relação. Possui ferramentas extremamente interessantes como “curtir”, “compartilhar” e “cutucar” e o sistema de linha do tempo, em que você recebe atualizações em tempo real o tempo todo.

Twitter: Uma plataforma cuja grande força é permitir que o usuário tenha apenas 140 caracteres por postagem, o que traz um dinamismo impressionante à rede. No mundo atual, onde a agilidade é ferramenta chave na vida das pessoas, estabeleceu-se como uma das maiores do mundo. O sistema de “seguidores” é bastante popular, uma espécie de “assinatura” para receber atualizações específicas de determinado usuário.

LinkedIn: A rede de negócios. Utilizada por profissionais de diferentes ramos para troca de experiências, debates, e quaisquer outros canais de negócio. Nela, o perfil exalta dados curriculares do usuário, sendo uma grande ferramenta de relacionamento para cliente/empresa e funcionário/empresa.

MySpace: Uma rede social bastante interativa, contando com serviços de blogs, fotos, e-mails e fóruns. Chegou a ser a plataforma mais popular do mundo, mas no Brasil não pegou.

Orkut: A primeira grande febre no país, perdeu força com o crescimento do Facebook. Possui um bom sistema de busca por interesses  em comunidades (o que o Facebook, por exemplo, não faz com propriedade) e um sistema de fóruns extremamente eficaz.

Instagram: Um aplicativo focado no compartilhamento de imagens. Nela, os usuários interagem através da divulgação de fotos, também com o sistema de “curtir” embutido. Uma das principais características é a permissão para editar as fotos no momento de postá-la, com a aplicação de filtros e outros recursos.

Foursquare: Baseado localização, basicamente incentiva os usuários a fazerem “checkins” a partir dos locais onde estiveram. Em uma interface bastante simples, os usuários ganham pontos e abrem novas opções de atualização ao conquistarem objetivos propostos pela plataforma.

SlideShare: Uma das mais famosas plataformas da atualidade, permite aos usuários compartilharem slides e apresentações. É utilizada principalmente no meio acadêmico.

Tumblr: O Tumblr é uma plataforma de blogs em que as postagens são curtas, incentivando bastante a interação entre os usuários. É uma mistura entre plataforma de blogs e o Twitter.

Flickr: Uma plataforma também baseada na troca de imagens, porém, utiliza as tags para categorização das imagens, facilitando assim o sistema de buscas.

Google +: A Rede Social da maior e mais influente empresa de serviços de internet e softwares do mundo. Ainda não pegou no Brasil, mas certamente já cresceu muito. Baseia-se (como todos os serviços do Google) na interação entre accounts, ou seja,  a sua conta de e-mail. É um sistema excepcional, que leva em consideração suas preferências de acordo com o que você curte (nessa plataforma chamado de “mais um”). Possui um sistema excelente de Hangouts (conversas coletivas através de vídeo), comunidades (revivendo o Orkut), organização por círculos, detalhando níveis de relacionamento, entre outros.

YouTube: Uma das grandes revoluções da rede, permite ao usuário compartilhar vídeos. Torna-se, assim, uma biblioteca infindável de vídeos em que o internauta pode carregar de vídeos amadores e profissionais.

Reddit: Nessa plataforma social, os votos  fazem você aparecer ou não. De acordo com as análises positiva ou negativa, o conteúdo são mostrados ou não para os outros usuários. Quanto mais análises positivas, mais visibilidade ao seu conteúdo.

Filmow: Uma rede social que eu, particularmente, gosto muito. Nela, o usuário classifica os filmes que já assistiu e seleciona aqueles que ainda quer assistir, contando ainda com a classificação e análise de outros  usuários. Essencial para os fãs de cinema.

Skoob: Semelhante ao Filmow, mas para livros. Você pode, ainda, comprar e encontrar downloads e meios para compra de obras que você queira.

Pinterest: Baseado na divulgação de imagens e quadros, com o diferencial de “coleções”. Esse sistema foi eleito pela revista Time como um dos melhores disponíveis na web. De fácil interação e utilização, vem crescendo exponencialmente em diversos países.

Badoo: Uma rede que incentiva os relacionamentos (amorosos ou não). Aqui, incentiva-se a interação entre pessoas desconhecidas, diferente das maioria das Redes Sociais, que se direcionam a pessoas que já se conhecem.StumbleUpon: Aqui, você só recebe conteúdo de seu interesse, ou seja, só vai interagir com pessoas que gostem de coisas que você também goste.

Whatsapp: Um dos aplicativos melhor avaliados no Brasil, é um chat para mobile, onde é possível também a criação de grupos.

WeChat: Similar ao Whatsapp, porém sem a criação de grupos e o diferencial “olhe ao redor”, onde você encontra pessoas próximas a você que também tenham o aplicativo.

Down: Um aplicativo voltado apenas para relacionamentos físicos. Nele, você avalia os seus amigos do Facebook com quem você teria relações e só fica sabendo se os seus amigos teriam relações com você caso eles também te marquem.

Snapchat: Voltado para o compartilhamento de fotos pessoais e vídeo de curto prazo. Depois de um tempo determinado por quem enviou (de 1 a 10 segundos), o arquivo simplesmente desaparece e nunca mais pode ser recuperado.

Vine: É a rede de vídeos do Twitter. Com ela, você pode fazer vídeos de no máximo seis segundos. A ideia é fazer um Instagram em movimento, sem demoras para carregamento.

Blogger/Wordpress: As melhores ferramentas para blogs existentes. Com elas, você pode seguir outros blogs de interesse e divulgá-los. Possuem diversas ferramentas para personalização da sua página.

Ask.fm: A Rede Social de perguntas e respostas. Nela, o usuário é perguntado por pessoas (identificadas ou não) e respondem em seu mural. O nível de interação é enorme, pois as pessoas tendem a fazer perguntas que normalmente não fariam frente à frente.

Bom, isso não é nada quando tratamos de Redes Sociais na internet. Citei algumas das mais importantes e utilizadas em nosso país, mas, claro, existem milhares de outras redes que, inclusive, são criadas diariamente. Assim é o ambiente virtual, mutante. A moda de hoje, pode não ser a moda de amanhã (e provavelmente não será).

Lucas Amaral Nunes

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Disciplina “Fundamentos do Marketing Digital” – Pt. 7 (Final)

Sociedade em Rede

Frameworks de Marketing Digital

Frameworks, em uma tradução ao pé da letra, são quadros de trabalho, ou seja, são modelos de organização de negócio já consagrados pelo mercado. São utilizados de maneiras distintas pelos profissionais da Tecnologia da Informação (no caso deles, usa-se no desenvolvimento de softwares) e do Marketing (com base na análise de mercado), o que usaremos aqui.

Digital como Estratégia

O Marketing Digital não está separado de outras formas de mídia, pelo contrário, ele interage e impulsiona a criação de demanda através do poder da internet. Sendo assim, o Digital conversa com as mídias tradicionais (TV, Rádio), com a comunicação externa (off-line), estimula o boca a boca e incentiva as promoções e eventos.

The F-Factor

O framework F-Factor, cuja lema leva a letra F pela tríade de temáticas Friends, Fans & Followers (Amigos, fãs e seguidores), leva em consideração que esses agentes influenciam na decisão de compra dos consumidores. É aquilo citado antes, o que acontece no ZMOT, quando o consumidor procura a opinião de outros clientes antes do Primeiro Momento da Verdade.

Framework de Marketing Digital

Um modelo de framework foi apresentado na aula, e tentarei resumi-lo aqui. O centro do quadro seria o website da empresa e os sites parceiros, ou seja, todos os segmentos aqui apresentados trabalham em prol do desenvolvimento dessas plataformas.

Marketing de Busca (SEO, Links Patrocinados, Pagos por clique/PPC);

Representação Online (Mídias Sociais, blogs, comunidades, manutenção da imagem, proteção da marca);

Parceiros Online (Patrocinadores, comarcas, parcerias);

Comunicação off-line (Panfletagem, exibições, merchandising);

Marketing viral (Criação de mídia espontânea, buzz marketing, fofoca, hit);

Opt-in e-mail/intenção do usuário em receber informações (Newsletter, listas de e-mail, cadastros);

Anúncios interativos (Compras pelo site, serviços de anúncios pagos, segmentação por comportamento, links patrocinados)

Comunicação (Propaganda, vendas, promoções, relações públicas).

Ou seja, nesse contexto, a marca utiliza de recursos de Páginas Digitais (Sites, Portais e Blogs), Buscas (Google, Bing, Yahoo), Mídias Sociais (Facebook, Twitter, Slideshare, RSS Feeds, Pinterest, Instagram, Flickr, Tumblr, YouTube), Games e Entretenimento, E-Commerce, Tecnologias Emergentes (Web TV’s, Podcasts), Mobile (Bluetooth, SMS, MMS, Aplicativos), Realidades Mistas (Second Life) e E-mail (texto, imagem e vídeo).

Em resumo, pode-se concluir que o Marketing Digital é a promoção de marcas utilizando as múltiplas Mídias Digitais citadas acima para:

1-      Alcançar o cliente (através de email, redes sociais, mecanismos de busca, etc.);

2-      Converter o cliente (torná-lo um visitador frequente do site, seguidor, fã, fazer com que ele faça um cadastro, compre o seu produto);

3-      Reter o cliente (fazer com que ele se torne fiel, assine a newsletter e acompanhe constantemente o desenvolvimento da empresa, programas de fidelidade, personalização e conteúdo direcionado).

Modelo SOSTAC

O modelo SOSTAC é um norteador para guiar as ações, baseado nessas seis letras. De uma maneira bem resumida, significa:

S (Situation Analyses/Análise da Situação) – Pesquisas de audiência e ferramentas disponíveis;

O (Objectives/Objetivos) – Definição dos objetivos da campanha;

S (Stategies/Estratégias) – Que estratégias utilizar para alcançar os objetivos;

T (Tactics/Táticas) – Quais os meios serão utilizados;

A (Action/Ação/Implementação) – Colocar em prática o que foi definido;

C (Control/Controle) – Mensurar, analisar, compreender, averiguar, vigiar e concluir sobre as ações que estão sendo executadas.

8 P’s do Marketing Digital

Como vimos, no Marketing Tradicional temos os quatro P’s. Já no Digital, um paradigma aumenta esse número para oito, que serão listados aqui.

Pesquisa (análise do mercado)

Planejamento (preparação para as ações a serem executadas)

Produção (produção através das ferramentas digitais disponíveis)

Publicação (divulgação do conteúdo)

Promoção (promover o conteúdo planejado)

Propagação (usar estratégias para difusão da marca)

Personalização (entender o usuário e suas preferências)

Precisão (atingir diretamente o comprador)

Bom, amigos, é isso. Espero que tenha ajudado e peço, desde já, desculpas por alguma falha ou erro (seja ele de digitação ou interpretativo) que possa ter ocorrido durante a compilação feita por mim.

Agradeço também ao excelente professor Fábio Albuquerque pela paciência e atenção cedida a nós, alunos, e também aos colegas de classe, que vêm me ajudando a entender esse novo mundo. Pra mim foi um prazer realizar essa tarefa (que me traz muito mais benefícios do que trabalho) e divulgá-la, usando o nosso maior objeto de estudo: a rede.

Lucas Amaral Nunes

Um pequeno resumo sobre mim

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Bom, como prometido, vou tentar falar um pouco de mim, tarefa das mais difíceis. Todo mundo já teve que escrever uma redação falando sobre si na escola, mas como adulto é outra história, pois quando se é criança as falhas parecem importunar menos do que deveriam. Mas tentarei, filtrando humildade e supervalorização, explicar o melhor que puder.

Nascido em Belo Horizonte, estudante de uma escola católica, embora tenha me rebelado e me tornado ateu na maioridade. Me considero um neogeek. A concepção de geek ou nerd, para a maioria das pessoas, é direcionada para aquele cara com espinhas, totalmente anti-social e que sabe tudo de informática e outras matérias, o que nem sempre é verdade. Honestamente, eu nunca fui um bom aluno,  apesar de nunca ter tido dificuldades para passar de ano. Sempre fiz apenas o suficiente para conseguir as médias das notas, não cedendo uma gota de suor a mais para um desempenho acima disso. Gostava de RPG, Magic, literatura medieval, Star Wars, Dragon Ball, vídeo games, atividades típicas do nerd anteriormente citado. Mas também jogava bola, embora sem perícia, um verdadeiro pereba, e sempre fui muito sociável, o que difere daquela tradicional concepção. Perceberam a sutil diferença? Tenho muitos amigos que se inserem nessa mesma categoria. Que saem, se divertem, bebem uma cervejinha, têm muitos amigos e, ao mesmo tempo, são estudiosos em seus próprios recantos.

A minha fixação pelo futebol veio através do meu pai, um fanático cruzeirense. Eu sempre fui torcedor do Cruzeiro, mas quanto mais eu me desenvolvia (e me envolvia com os aspectos táticos, técnicos e históricos do esporte), mais eu me desprendia do fanatismo, o que às vezes me é prejudicial. Hoje, eu gosto de futebol, embora, claro, continue vibrando a cada gol do meu time. Esse interesse exacerbado, juntamente ao fato de eu sempre ter gostado muito de ler e escrever, me fizeram optar pelo jornalismo. Isso aconteceu quatro anos após me mudar para Lagoa Santa, uma cidade próxima da capital, com cerca de 50 mil habitantes, onde fica o único Aeroporto Internacional de Minas Gerais.

No próximo post, falarei sobre como me infiltrei, como um espião, no mundo do Marketing Digital, quase que por coincidência, sem saber o que era aquilo.

Lucas Amaral Nunes