And Oscar goes to… Samsung! Selfie na maior festa do cinema.

Samsung Ellen

Que o Oscar é a maior festa do cinema mundial, não há dúvidas. Deixemos os questionamentos com relação à credibilidade dos prêmios para uma outra ocasião e nos concentremos no case. O Oscar 2014 nos trouxe a noção do quão efetiva pode ser uma ação simples na internet. Muitos viram apenas uma foto reunindo estrelas de Hollywood, mas o que está estampado à frente de todas elas é “Samsung”.

Durante toda a apresentação, a apresentadora Ellen DeGeneres perambulou com seu Galaxy entre as mais célebres personalidades do cinema, exibindo a marca para 40 milhões de pessoas apenas nos Estados Unidos. Mas isso não é tudo. Abusando dos recursos de seu celular, entre piadas e apresentações, Ellen fazia tweets, observados por internautas de todo o globo. Mas um, em especial, fez com que qualquer dinheiro investido tenha valido a pena.

O selfie é uma espécie de autorretrato, que se popularizou muito em plataformas como o Facebook e o Instagram. E foi exatamente o que fez a apresentadora do evento. Ao lado de celebridades como Bradley Cooper, Meryl Streep, Brad Pitt, Kevin Spacey e outros, ela publicou em seu Twitter pessoal aquele que foi o tweet de maior sucesso de todos os tempos com simplesmente mais de 3,5 milhões de retweets.

E a Samsung, se saiu bem? Os números falam por si só. Na foto em questão o texto que a acompanhava dizia: “Se ao menos o braço do Bradley fosse mais longo. Melhor foto de todos os tempos”, devido ao fato de ter sido cortado um pedaço do rosto de Jared Leto (vencedor do prêmio de Melhor Coadjuvante). O braço de Cooper não foi longo o suficiente para abranger a todos na foto, mas o alcance dessa ação da Samsung… ah, isso sim foi o bastante.

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Foto original que resultou em milhões de compartilhamentos.

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Da série “a foto da foto”: marca Samsung por detrás do selfie.

Roberto Carlos é Friboi. Mas e quem não é? – O comportamento da marca no ambiente virtual

Roberto Carlos Friboi

Há pouco tempo, a empresa do ramo frigorífico JBS Friboi anunciava o seu novo garoto propaganda, um antigo conhecido do público brasileiro que dispensa apresentações independentemente do público-alvo. Proclamado como rei, Roberto Carlos parece não ter agradado tanto assim a uma fatia dos súditos. Vegetariano há 30 anos, um dos cantores mais populares do Brasil utilizou o refrão de um de seus grandes hits, “eu voltei”, para anunciar seu retorno ao status de carnívoro.

Até aí tudo bem, embora a comunidade vegana tenha se voltado contra o cantor e metralhado as redes sociais da empresa com críticas e questionamentos quanto ao posicionamento de Roberto. Estabeleceu-se, então, um duelo entre tiranossauros e brontossauros, cada qual defendendo seu ponto de vista. Um adendo: dentro do ambiente virtual da Friboi. E o pior: as avaliações negativas superaram as positivas em dez vezes no canal da empresa no YouTube. E aí, como proceder?

Acontece que a estratégia escolhida foi a de simplesmente bloquear momentaneamente os comentário no vídeo, ainda que os ads ainda estejam ativos para o vídeo. Será mesmo que isso resolveria o problema? De fato, existem diversas outras páginas com o mesmo vídeo, onde os usuários discutem o referido tema, invariavelmente. E, claro, em diversos outros canais como o Facebook, Twitter e demais Redes Sociais, os debates prosseguiram. Em nota, o frigorífico diz que classificou alguns comentários como “ofensivos à credibilidade dos envolvidos”. Na minha opinião, essa é mais uma tentativa tola de tentar censurar o incensurável. É como escrever na face do consumidor: “Se você é Friboi, seja bem-vindo”. E quem não é?

 

Bônus: Na postagem sobre o vídeo na fanpage da Friboi, a empresa responde apenas aos comentários positivos. Ainda assim, é bem melhor do que outras famosas fanpages conhecidas, que simplesmente apagam esse tipo de comentário.

Friboi ignora os comentários negativos na fanpage...

Friboi ignora os comentários negativos na fanpage…

...enquanto enfatiza os comentários elogiosos.

…enquanto enfatiza os comentários elogiosos.

Orkut 10 anos: a Rede Social que mudou o Brasil

Orkut

No dia 24 de Janeiro de 2004, nascia uma rede social revolucionária, criada pelo engenheiro turco de mesmo nome: Orkut Büyükkökten. Com o objetivo de incentivar o encontro entre pessoas com interesses semelhantes, possuía uma interface bastante simples, onde o usuário podia adicionar amigos e debater sobre diversificados temas, desde os mais abrangentes (Política, Futebol, Brasil, Música Popular Brasileira) aos mais específicos (3º ano do colégio Ximboquinha, Eu conheço o Pedro, Clube de Pintura do Bairro Zequinha, Já zerei Pokemon Red).

Não é fácil dimensionar a importância dessa rede para o Brasil especificamente, já que ela não obteve tamanho sucesso em países como os Estados Unidos, apesar de ter alcançado bons índices na Índia, por exemplo. Embora muita gente não saiba, menos de duas semanas depois seria fundada a rede que domina atualmente a demanda de usuários brasileiros: o Facebook de Mark Zuckerberg, que mais tarde substituiria o Orkut como rede social favorita dos internauta por aqui.

Entre as várias novidades da plataforma, o Orkut possuía algumas vantagens em relação aos serviços de interação entre usuários mais utilizados na época, como o MSN Messenger, o ICQ, salas de bate-papo, e-mails e fóruns específicos. A seguir, uma pequena lista de alguns recursos fantásticos que fizeram com que grande parte dos usuários brasileiros aderissem os serviços da rede:

Perfil

Embora alguns servidores de e-mail já possuíssem tal função, o Orkut ascendeu com força no mercado devido ao fato de possuir um formato de perfil sistemático e ao mesmo tempo detalhado. Nele eram encontradas informações como idade, formação, signo e até um pequeno resumo sobre o usuário. Além disso, a rede germinou ao passo em que crescia o mercado de câmeras digitais no país, por isso grande parte dos perfis eram compostos também por fotos. Era o fim da era dos anônimos (pelo menos em tese), onde as pessoas com quem você conversava agora possuíam rosto e uma identidade explicada.

Exclusividade

Uma das sacadas mais geniais do Orkut foi o acesso exclusivo para convidados. É claro que isso não passou de uma jogada de marketing, mas com certeza ajudou a engrenar o sucesso da rede. Apenas usuários do serviço podiam convidar, através do e-mail, outros internautas. Essa sensação de “eu sou exclusivo” ou “VIP” (pessoa muito importante) durou apenas até a rede emplacar, já que depois o acesso foi totalmente liberado.

Comunidades

Essa ferramenta sensacional permite que o usuário busque e interaja com pessoas com interesses semelhantes. Gosta de miniaturas e maquetes? Com certeza você encontrará uma comunidade no Orkut a respeito. Prefere jardinagem? Futebol europeu? Receitas de bolo? Sim, os criadores das comunidades do Orkut eram os próprios usuários, o que fazia com que uma infinidade de fóruns de discussão sobre os mais variados temas fossem criados diariamente.

Fóruns

Muitas pessoas se surpreendem quando eu digo que ainda acesso o Orkut. A resposta, amigos, está neste tópico. O sistema de fóruns é infinitamente superior a qualquer outra rede social que eu conheça (e são muitas). Funciona assim: qualquer um pode criar um tópico, que pode ser comentado pelo mesmo ou por outros usuários. O último tópico comentado, fica acima na interface da comunidade, uma espécie de feed por atualização. Assim, você não corre o risco de entrar em um tópico desatualizado, a não ser que queira. Além disso, um sistema de buscas (que mais tarde foi alterado sem nenhuma explicação) bastante apurado, permitindo ao orkuteiro encontrar tópicos antigos em comunidades sem muita dificuldade.

Depoimentos

Falar de si não é uma das tarefas mais fáceis. Mas e se você transferisse essa responsabilidade para outras pessoas? No Orkut era assim: na sua página inicial, depoimentos dos seus amigos podiam ser visualizados. Obviamente, a maioria deles falavam bem do usuário em questão.

O Orkut para o marketing

À época, as empresas ainda não estavam totalmente antenadas aos novos costumes do consumidor e não investiam tanto nas redes sociais, mas algumas das mais espertas se saíam bem na divulgação no Orkut. Imagine que cada marca possui uma comunidade oficial, às vezes administrada por profissionais internos, outras por usuários, fãs ou odiadores. Era comum existirem comunidades de polos opostos (“Eu amo Coca-Cola” e “Eu odeio Coca-Cola”, por exemplo). Isso nada mais é do que feedback gratuito, uma pesquisa de mercado sem custos. Além disso, as comunidades concentravam números consideráveis de usuários interessados em temas específicos, o que as tornavam espaços de divulgação e interação fabulosos. Se ainda tivesse a mesma força, acredito que o Orkut seria muito melhor utilizado pelas empresas e profissionais de marketing hoje em dia.

A queda do Orkut

Muito se especula sobre os motivos pelos quais ocorreu a queda drástica de usuários do Orkut (hoje menos de 1% dos internautas brasileiros acessam a rede, ainda mais popular que o Google +, por exemplo). Além da “Era Facebook”, período em que um número considerável de pessoas converteram à plataforma de Zuckerberg, outros motivos contribuíram para o enfraquecimento da rede.

Uma mudança radical de interface e design, que ficou conhecida como o Orkut Novo, foi um dos pontos que fez com que alguns dos usuários abandonassem a rede. Outros recursos gráficos como a permissão da utilização de gifs (imagens em movimento) e letras coloridas poluíam as páginas de fóruns e scrapbooks (murais). O filtro de spams do Orkut também não era muito seguro, o que fazia com que vários usuários recebessem dezenas de recados indesejados e robóticos. Soma-se a isso o fato de aparecerem muitos fakes (perfis falsos), necessitando apenas de uma conta de e-mail em qualquer servidor para a criação de um perfil. Nesse momento, redes como o Facebook e o Twitter pareciam opções mais atraentes, e foi justamente para onde migraram grande parte dos usuários, uma espécie de êxodo virtual.

Esse é um efeito comum e cotidiano na rede, onde constantemente aparecem novas opções de Mídias Sociais com diferente objetivos e recursos. Há quem diga que as plataformas mobile como WhatsApp, WeChat e Instagram são a maior ameaça à rede de Zuckerberg atualmente. E você, o que acha do assunto?

Análise de aplicativo: Snapchat

Snapchat

Aplicativo: Snapchat

Funcionalidade: Redes Sociais

Nota: 8

Há alguns dias, noticiou-se que os criadores do aplicativo conhecido como Snapchat recusaram uma proposta feita pelo Facebook de nada menos que 3 bilhões de dólares. Para se ter uma ideia, esse valor é três vezes maior do que o preço pelo qual foi vendido o Instagram há algum tempo.

Mas o que seria esse aplicativo tão polêmico? O Snapchat é um sistema simples e rápido de troca de imagens e vídeos curtos (além de pequenas mensagens e edições no bom e velho estilo “paint” que podem ser inseridas nas fotos). O detalhe e principal diferencial é que é possível determinar o tempo de exibição desses arquivos, entre 1 e 10 segundos. Após o tempo corrido, a foto ou o vídeo enviado é automaticamente destruído e nunca mais poderá ser acessado.

O que o usuário ganha com isso? Bom, acredito que a força da plataforma esteja em você poder enviar arquivos para pessoas específicas, mas não fiquem registrados para a posterioridade. Pode ser aquela foto “queimação de filme” de um amigo dormindo bêbado no chão da praça ou uma imagem de si mesmo fazendo uma careta bem feia. Além disso, fotos íntimas e pessoais (que geraram grande polêmica no país recentemente, devido à “pornografia de vingança” e o “caiu na net“) podem ser transferidas tranquilamente, sem preocupações de algum dia serem visualizadas por outras pessoas.

Mas cuidado, nem tudo são flores. Já existem outras plataformas criadas para gravar arquivos enviados pelo Snapchat. Portanto, cuidado ao divulgar qualquer tipo de conteúdo através do aplicativo.

Netflix: atendimento ao consumidor – parte III

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CASO 2 – Um presente sincero – O agradecimento

Você sabe que o cliente ficou satisfeito quando ele faz uma boa avaliação, não é mesmo? Já é muito difícil o consumidor esperar na linha para fazer a análise do atendimento pelo pelo telefone, ou mesmo ir a sites como o Reclame Aqui! para recomendar como positiva uma marca, pois essa é uma ação que requer tempo, e hoje em dia, é algo que não sobra às pessoas. Além disso, estar satisfeito é um estímulo menos atraente (já que os serviços prestados são pagos) do que o contrário, a vontade de retaliar. Mas o que dizer quando, de tão agraciado, o cliente envia um presente para o atendente?

Pois é, no segundo caso da série Netflix, isso ocorreu. Dorothy ficou tão satisfeita com a maneira com a qual foi tratada pelo profissional Kirsten de atendimento ao consumidor da Netflix através do chat que lhe perguntou se poderia lhe enviar um saboroso pão assado. Porém, Kirsten se encontrava na Jamaica, ao passo em que Dorothy estava na California, portanto, ao invés disso, enviou-lhe um cachecol. Pegando uma carona na piadinha do dia, isso agrega valor à marca, não é verdade? =p

Bom, o pessoal do Netflix me mandou uma foto, mas confesso que fiquei confuso com relação a quem seria a pessoa com o cachecol, já que ambas as envolvidas me parecem ser mulheres.

Cliente envia cachecol de presente a profissional de atendimento

Cliente envia cachecol de presente a profissional de atendimento

5 motivos para acreditar que as Redes Sociais são um jogo de RPG

Gnomo ProfileNa semana passada, recebi por indicação de um amigo um texto deveras brilhante, não apenas por se tratar de um tema bastante interessante que é a geração Y (a qual pertenço e também a maioria dos leitores desse blog), mas também por trazer uma metodologia de postagem bastante interessante e dinâmica (clique aqui). De maneira bem sintética, ela explica o porquê de os profissionais dessa geração não estarem satisfeitos com seus desempenhos, que é o fato de criarem expectativas demais acerca de si mesmos e, ao falharem em alcançá-las, acabam frustrados.

De fato, é característica dos internautas que viram nascer e se adaptaram à era da internet acharem que são especiais, o que, como é frisado no texto, é resultante, também, da imagem nas Redes Sociais. Você sempre tem a impressão de que a vida das pessoas é melhor do que a sua quando visita um perfil alheio não é mesmo? Pois é, amigos, isso não reflete exatamente a realidade. O que acontece é que as Redes Sociais possibilitam a camuflagem, o disfarce dos problemas rotineiros típicos de qualquer ser humano. Ali, claro, as pessoas compartilham seus momentos mais felizes, o que passa a falsa impressão de que os outros não passam por adversidades. Mas a realidade é bem diferente, e foi exatamente esse ideal de simulacro que me trouxe a ideia da comparação com o RPG.

Eu sei que o público do The Socialpedia é, no geral, bastante segmentado, por isso explicarei aqui do que se trata um RPG para aqueles que não estão aclimatados com a expressão. Há alguns (muitos) anos, fui apresentado a um jogo fantástico chamado Dungeons & Dragons (aquele mesmo que inspirou o desenho Caverna do Dragão), no qual o jogador interpreta personagens fantasiosos em um mundo imaginativo e a criatividade é o limite. É, na verdade, uma paródia da vida real em um ambiente medieval, contando com um mestre (onipotente e que cria as histórias) e os jogadores (cada um com uma história, características e habilidades únicas). Esse jogo ficou  muito popular ao redor do mundo e até hoje é uma referência em RPG’s (Role Playing Game ou Jogo de Interpretação de Personagens). Existem outras plataformas e cenários, mas acredito que o D&D seja o que tenha alcançado maior número de adeptos. Hoje, ainda existem fãs, mas a grande maioria migrou para o MMORPG, que é o similar aos jogos de imaginação e interpretação, mas online. Na rede, essas plataformas se tornaram um grande recurso interativo, com milhões de jogadores em games como World of Warcraft, Tibia, Ragnarok, Mu, Rune Scape e Diablo. A grande diferença, aqui, é a não necessidade de presença física e a existência de recursos sensitivos como a visão e a audição, mas limita a jogabilidade aos recursos do jogo. Os chamados Millenials, uma geração após a Y, que são crianças que nasceram nesse século, são totalmente viciadas nesse tipo de jogo. Personagens, evolução, combates… veja agora por que as Redes Sociais são como um jogo de RPG:

1- As pessoas são personagens: De fato, nas Redes Sociais, as pessoas vivem de aparência. Acalme-se, isso não é algo ruim ou que represente falsidade, é algo extremamente natural. Mas o receptor tende, na maioria das vezes, a acreditar que a rotina do emissor se restringe ao que ele demonstra nas redes sociais. Nem sempre aquela postagem de “Feliz demais!” realmente significa isso, ou que a vida profissional daquele cara que só posta fotos em festas é realmente perfeita. O que é isso? Criação de personagens e, muitas vezes, interpretação. Uma das principais características das Redes Sociais é a camuflagem de sentimentos, assim como nos jogos. Vista sua armadura (social ou de ferro fundido) e vamos para a batalha!

Menino PC

2- PvP (Player vs Player): Em quantos embates você já entrou nas Redes Sociais? Sempre tem aquela cutucada, uma disputa intelectual ou uma discussão de dois pontos de vista distintos. Ok, nos RPG’s os combates geralmente envolvem brigas mesmo, com clavas e machados, mas o objetivo das duas geralmente é alcançar o próximo item.

Meninos

3- Reputação: Quanto mais experiente é o jogador de um RPG, mais respeitado ele é. Quando você cria um blog e começa a ter seus seguidores, você pode, inclusive, virar um líder. Esse é o espírito das Redes Sociais, a sua credibilidade conta muito para que você tenha uma boa imagem e, consequentemente, a sua voz seja ouvida. Isso chama-se Valor Social, o que no RPG é comumente conhecido como XP (experiência). Eu diria que o Porta dos Fundos, o Felipe Neto e o Rafinha Bastos são, atualmente, personagens de nível épico.

Orc

4- Negociação: Nos jogos de tabuleiro e online, há um intensa circulação de comerciantes que vendem e compram itens mágicos, poções, espadas e pergaminhos. No ambiente digital isso é chamado de E-Commerce, a plataforma de vendas que mais cresce no mundo. A diferença é que a internet é como uma grande e extensa taberna global e você não corre o risco de ter sua cabeça cortada por um bárbaro.

Ragnarok

5- Final Boss: Infelizmente, nas Mídias Sociais também existem os chefões, mas aqui eles não são como Bowser, Robotnik ou Ganondorf. São compostos por quaisquer fatores que te façam acabar com a sua vida online, seja aquele vírus que não te deixa conectar à internet, aquela fazenda longe onde não tem sinal 3G ou até mesmo a namorada ciumenta que te faz deletar o Facebook. Aqui os vilões são outros, mas também assustam bastante, não é verdade?

Dragão Vermelho

Espero que tenham gostado do post, amigos. Tentarei fazer algumas postagens nesse estilo de hoje em diante com objetivo de descontração, mas seguirei com matérias sérias e didáticas. Um abraço!

Social CRM e a personalização dos clientes

Hoje falarei sobre um tema que vi nessa postagem do Brainstorm9, que, aliás, é um dos sites mais completos e interessantes de que tenho conhecimento. O Daniel Sollero fala sobre um termo que eu até então desconhecia, que é o Social CRM. CRM significa Customers Relationship Management (em português Gerenciamento do Relacionamento com o Cliente), que significa, estrategicamente, antecipar o que determinada empresa necessita ou o potencial que tem para atingir metas. Geralmente esse termo é utilizado em softwares que fazem colhem e organizam dados dos clientes. Antes de mais nada, vejam a imagem abaixo, retirada do SlideShare disponível na própria postagem.

Gary Vaynerchuk

O texto em questão fala sobre a inclusão dos dados dos perfis de usuários das Redes Sociais. Como visto no texto da imagem, a utilização dos recursos cedidos por elas é muito importante para o entendimento do cliente. Entramos, novamente, na questão da personalização. Saber o que o seu cliente quer é muito importante. E a coleta desses dados é algo que poucas empresas fazem atualmente.

De que modo as organizações podem se beneficiar desses recursos e extraírem o máximo de informações acerca de seus consumidores para gerar lucratividade? A mim, parece que a utilização do banco de dados criado via Mídias Sociais é extremamente relevante, apesar de no próprio texto o Daniel dizer que há um limite entre a personalização e a invasão de privacidade, citando um caso muito interessante. Uma garota recebeu um catálogo da Target falando sobre o universo das novas mães. Ela estava grávida. Como a empresa sabia disso? Simples, segundo a base de dados inteligente deles, mulheres que compram loções sem cheiro provavelmente estão em período de gestação. Genial, não é mesmo? Mas o que acontece é que ela não havia contado para a família ainda, o que gerou uma situação de extremo mal-estar entre cliente e organização.

Essa é uma circunstância que exige timing e cuidado para ser executada, mas o que as empresas não podem fazer é deixar de utilizar esse tipo de informação.

Geek, nerd e neogeek

Nerd

Há aproximadamente um mês, eu inaugurava orgulhosamente este blog, fruto de indicação do professor Olímpio Araújo para os meus estudos digitais. A primeira dúvida que eu tive foi com relação ao nome. “Socialpedia” parecia bom, mas já havia um registro. Acrescentei o “The” e os resultados vêm sendo satisfatórios (embora ainda planeje tirar o artigo posteriormente). Logo depois, tive que escolher entre o WordPress e o Blogspot. Acabei optando pela plataforma na qual eu já tinha algum conhecimento. Depois, problemas com design, formatação, testes, análises, etc. Enfim, embora possa parecer um processo simples, as opções oferecidas pela web são tão vastas que é difícil ter certeza de algo.

Mas nenhuma dessas dúvidas me deixou tão desconcertado quanto a pequena descrição exigida pelo perfil. Falar sobre mim sempre foi difícil, ora por acreditar que eu poderia superestimar minhas habilidades, ora pelo contrário, que eu poderia subestimar-me. Eu não sou bom eu auto-descrição, no entanto, o blog precisava refletir um pouco da minha essência.

Eu não queria ser confundido com um nerd, aquele sujeito estranho, anti-social, tímido e estudioso (como o cara da foto), adjetivos que definitivamente não se aplicam a mim (embora sob determinada perspectiva, todos sejamos estranhos). E mais: como uma pessoa anti-social poderia trabalhar com Mídias Sociais? Um termo contemporâneo que vem sendo utilizado para designar uma nova espécie de nerd, um rapaz já não tão esquisito que vai a festas, pratica esportes, interagem com alguma naturalidade, possuem senso de humor e não têm o rosto coberto por espinhas e óculos de fundo de garrafa. Este é o geek, termo que se aplica aos viciados em computadores e tecnologia, fãs de games, aficionados por ficção e fantasia, otakus, entre outros, como você confere neste artigo do Tecmundo. Ser geek não é motivo de vergonha. De um certo modo, eu diria que toda a geração Y é Geek, afinal, somos, em grande maioria, reféns de nossos smartphones, computadores e etc.

Ainda assim, não era suficiente. Essa pequena confusão entre os dois termos me incomodava, e o fato de sermos todos dependentes da tecnologia o tornava muito genérico. Portanto, em um ato de genialidade digno do Dr. Frankenstein (com direito a relâmpagos ao fundo) criei um novo termo: Neogeek. Soava importante, ao passo em que designa um novo profissional, moderno, engajado, dinâmico… bem, olha eu ai, me superestimando. Satisfeito com este simples gesto, criei a minha pequena descrição, que você pode ler bem ao lado, abaixo da minha foto. Mais tarde, em uma pesquisa intensa e estudos meticulosos, o que significa que apenas joguei a palavra no Google, descobri que minha invenção na verdade se tratava de plágio. Mas não pensem que me frustrei. Muito pelo contrário, me senti representado por uma classe, eu havia uma Definição no Google (com D maiúsculo, pra frisar a importância)!

O Urban Dictionary é uma espécie de Dicionário Informal, uma Wikipedia de semântica. Lá, o neogeek, já fazendo a tradução, é definido como:

Neogeeks são geeks que, em todos os sentidos, deveriam ser classificados como macho/fêmea alfa, pois eles têm qualidades (boa aparência, habilidades avançadas de socialização, humor, etc.), mas escolheram abandonar essa vida para dar prioridade ao que eles gostam, sendo ou não coisas de geek. Mas na maioria das vezes geek.

Garota 1: Ó, meu Deus. Aquele cara é tão bonito, mas ele é viciado em Dungeons and Dragons!
Garota 2: É, ele totalmente neogeek.
Bom, eu não abandonei completamente a minha vida social, mas continuo assistindo séries, fascinado por literatura medieval e alguns HQ’s (principalmente Alan Moore), entre outras atividades geekys.
Espero que tenham gostado dessa matéria, um pouco mais leve e que sai um pouco da temática didática do Marketing Digital!

Rodrigo Faro é o novo garoto propaganda da Pepsi no Facebook

Rodrigo Faro/Pepsi

Hoje falarei sobre um tema bastante recente, que é a contratação do ator e apresentador Rodrigo Faro pela Pepsi (saiba mais clicando aqui). Mas o que isso tem a ver com Marketing Digital? Tudo. Explico o porquê. Acontece que essa celebridade, um ícone quando se trata de comunicação em televisão no país, foi contratada junto à marca de refrigerantes para dialogar, principalmente, com o público das Redes Sociais, principalmente no Facebook e YouTube.

Não consigo pensar em ninguém melhor do que o Rodrigo para falar com o público alvo da Pepsi. O apresentador possui uma altíssima taxa de aceitação do público e foi reconhecido por isso. Ao longo da carreira, são mais de 400 peças publicitárias de sucesso. Ele venceu por cinco vezes seguidas o Troféu Imprensa como Melhor Apresentador, representando o programa O Melhor do Brasil. Além de ator, Rodrigo é dançarino, cantor e comediante. Soma-se a isso o fato de ele ser uma celebridade extremamente conhecida e carismática, que comunica tanto para o menino de dez anos quanto para aposentada. Consegue entender as razões para a escolha?

Há ai, também, um importante ponto a se frisar. Alguém com esse currículo, não pode ser barato para a empresa, certo? Corretíssimo. Tamanho investimento é apenas mais uma das muitas ações que comprovam que o mercado de Social Media cresce abruptamente  no país e no mundo. Percebam quão importante é o setor, tanto que uma das maiores marcas do mundo resolve abalroar exatamente nessa área.

Aguardemos para a estreia do quadro, que acontece na quarta-feira, dia 16 de Outubro, para vermos qual será o formato de programação utilizada para interagir com o internauta.

A viralização em mobiles e a pornografia de vingança: o caso Fran

Revenge Porn

Aproveitando o gancho da nossa última postagem, onde fiz uma análise do aplicativo WhatsApp, falarei hoje sobre um tema um tanto quanto polêmico, que é a pornografia de vingança, ou como o termo ficou conhecido ao redor do mundo, “revenge porn“. O momento é propício para a discussão, devido a um viral repassado através das tecnologias mobile, em que uma jovem identificada como Fran (leia sobre o caso aqui) foi vítima da divulgação de vídeos íntimos dela com o ex-namorado, reconhecido como Sérgio. Em um deles, a garota faz um sinal de “ok” com uma das mãos, o que gerou diversas manifestações nas Redes Sociais de pessoas repetindo o gesto. Essa é apenas mais uma das muitas pessoas que foram vítimas do que se popularizou como “caiu na net”.

Vídeo de Fran circulou por aplicativos mobile de todo o país

Vídeo de Fran circulou via tecnologia mobile

Bom, em primeiro lugar, gostaria de tratar da questão ética, a moralidade, frisando, claro, que trata-se de uma análise, portanto, sem caráter julgador ou opinativo. Afinal, não há como afirmar que Sérgio divulgou os vídeos na intenção de denegrir a imagem da ex-namorada (existem ,sim, casos de furto de imagens pessoais, como no caso da atriz Carolina Dieckmann), mas existem, comprovadamente, casos semelhantes e propositais na internet.

Retornando às raízes dos estudos freudianos, podemos afirmar que nós, seres humanos, temos dois instintos naturais: o sexual e o agressivo. Como animais racionais, os seres humanos tentam inibir esses impulsos para conviver em sociedade. Mas esses estímulos são naturais do nosso organismo e incontroláveis. As reações produzidas por eles é que podem ser reprimidas através do pensamento racional. Este é o requisito para viver em harmonia e de maneira organizada. Para isso, criamos leis (poder jurídico), mas também conceitos de moral e ética que nos regulam as ações e nos permitem viver em um ambiente de cooperação, correlação e reciprocidade.

No caso em questão, tratamos dos instintos sexuais, para os quais a sociedade (baseada em princípios e eventos culturais, religiosos, psicosociais, éticos, econômicos, entre outros) convencionou uma regra: se entregar aos estímulos é algo ruim, imoral e até motivo de piada. Ora, na intimidade de um indivíduo ou de um casal, na peculiaridade de cada ser, todos têm seus estímulos, sejam eles incomuns ou nem tanto. Portanto, esse julgamento coletivo pelo qual passa a jovem Francyelle, é fruto de uma análise coletiva e de processos experimentais pelos quais todos nós passamos, tendo em vista na intimidade do ser possuímos momentos de libertação, quando exprimimos vontades e desejos que jamais expressaríamos publicamente.

Assim, entramos mais uma vez na questão do escrúpulo, do caráter, do padrão e da regra. No momento da soltura do “eu”, existe um ponto em que a confiança no outro ser é tamanha a ponto de ignorar as convenções da sociedade diante de uma presença adicional . E é nessa etapa que acontecem os equívocos, pois o ser humanos tem a natureza rancorosa e, se em um momento consegue passar segurança e conforto para a libertação, no momento seguinte, por circunstâncias distintas, pode alterar radicalmente a própria conduta. E libera-se o instinto agressivo, vingativo, capaz de desmoralizar a imagem alheia perante a família, os círculos de amigos e conhecidos, diante de todo o país, muitas vezes sem refletir ou imaginar as consequências para ambos. Imagino que seja o que aconteça nos casos de pornografia de vingança.

Viralização: usuários imitam o gesto em Redes Sociais

Viralização: usuários imitam o gesto em Redes Sociais

Não houveram relatos de exposição em plataformas de web, como o Facebook e o Instagram (embora as imagens feitas pelos usuários tenham sido divulgadas principalmente por essas redes). Ou seja, trata-se de um fenômeno criado e compartilhado em plataformas móveis, os smartphones. E, invariavelmente, surgem debates sobre até onde vai a liberdade de divulgação. O WhatsApp e outros aplicativos mobile pregam a total liberdade de troca de arquivos entre os usuários, mas isso facilita a superexposição de imagem e a pornografia. Tendo isso em vista, o governo da Califórnia já assinou uma lei que proíbe a transferência de arquivos que violem a privacidade do usuário sem a autorização do mesmo.

Em questões de legalidade, o ato de divulgação das imagens aplica-se à lei Maria da Penha, podendo findar em até um ano de cadeia ao infrator. Mas isso traz à tona uma questão importante, pela qual passou também a internet em seus primórdios, que é a impossibilidade de controle em irregularidades como essa. Aos poucos, a web se adaptou e, embora grande parte de seu conteúdo ainda seja pornográfico, existem meios para controlá-la e direcioná-la por opção do próprio usuário. Foi possível até mesmo extinguir ações ilegais (como a pedofilia e a necrofilia). A questão é: o governo deve interferir ou em questões de transferência em tecnologias mobile?