Análise de aplicativo: Snapchat

Snapchat

Aplicativo: Snapchat

Funcionalidade: Redes Sociais

Nota: 8

Há alguns dias, noticiou-se que os criadores do aplicativo conhecido como Snapchat recusaram uma proposta feita pelo Facebook de nada menos que 3 bilhões de dólares. Para se ter uma ideia, esse valor é três vezes maior do que o preço pelo qual foi vendido o Instagram há algum tempo.

Mas o que seria esse aplicativo tão polêmico? O Snapchat é um sistema simples e rápido de troca de imagens e vídeos curtos (além de pequenas mensagens e edições no bom e velho estilo “paint” que podem ser inseridas nas fotos). O detalhe e principal diferencial é que é possível determinar o tempo de exibição desses arquivos, entre 1 e 10 segundos. Após o tempo corrido, a foto ou o vídeo enviado é automaticamente destruído e nunca mais poderá ser acessado.

O que o usuário ganha com isso? Bom, acredito que a força da plataforma esteja em você poder enviar arquivos para pessoas específicas, mas não fiquem registrados para a posterioridade. Pode ser aquela foto “queimação de filme” de um amigo dormindo bêbado no chão da praça ou uma imagem de si mesmo fazendo uma careta bem feia. Além disso, fotos íntimas e pessoais (que geraram grande polêmica no país recentemente, devido à “pornografia de vingança” e o “caiu na net“) podem ser transferidas tranquilamente, sem preocupações de algum dia serem visualizadas por outras pessoas.

Mas cuidado, nem tudo são flores. Já existem outras plataformas criadas para gravar arquivos enviados pelo Snapchat. Portanto, cuidado ao divulgar qualquer tipo de conteúdo através do aplicativo.

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#Galaxy11, jogadores de futebol ajudam a salvar a Terra

Galaxy11

Bom, galera, primeiramente, peço desculpas pela ausência. Ando extremamente sem tempo nesse fim de ano, tanto que ainda nem pude realizar a minha prova do Google Adwords (a promessa de divulgar aqui meus estudos continua de pé).

Passo rapidamente aqui para falar de uma campanha da Samsung, envolvendo o Galaxy 11. Trata-se de uma campanha baseada em futebol. É o seguinte: eles começaram a lançar vídeos esporádicos de sinais gigantes ao redor do mundo e, mais tarde, revelaram se tratar de um desafio de alienígenas à seleção de jogadores da Terra. Quem vencer, leva o planeta. Pode parecer meio bobo, mas a estratégia de divulgação contínua e a longo prazo realmente contagia os torcedores a menos de um ano da Copa do Mundo.

O encarregado por formar o time é o ex-jogador Franz Beckenbauer, que escolheu jogadores como Messi, Oscar e Falcao Garcia para representar os terráqueos. Quem serão os próximos? Você pode ver todos os vídeos nesse Tumblr: http://thegalaxy11.tumblr.com/

A viralização em mobiles e a pornografia de vingança: o caso Fran

Revenge Porn

Aproveitando o gancho da nossa última postagem, onde fiz uma análise do aplicativo WhatsApp, falarei hoje sobre um tema um tanto quanto polêmico, que é a pornografia de vingança, ou como o termo ficou conhecido ao redor do mundo, “revenge porn“. O momento é propício para a discussão, devido a um viral repassado através das tecnologias mobile, em que uma jovem identificada como Fran (leia sobre o caso aqui) foi vítima da divulgação de vídeos íntimos dela com o ex-namorado, reconhecido como Sérgio. Em um deles, a garota faz um sinal de “ok” com uma das mãos, o que gerou diversas manifestações nas Redes Sociais de pessoas repetindo o gesto. Essa é apenas mais uma das muitas pessoas que foram vítimas do que se popularizou como “caiu na net”.

Vídeo de Fran circulou por aplicativos mobile de todo o país

Vídeo de Fran circulou via tecnologia mobile

Bom, em primeiro lugar, gostaria de tratar da questão ética, a moralidade, frisando, claro, que trata-se de uma análise, portanto, sem caráter julgador ou opinativo. Afinal, não há como afirmar que Sérgio divulgou os vídeos na intenção de denegrir a imagem da ex-namorada (existem ,sim, casos de furto de imagens pessoais, como no caso da atriz Carolina Dieckmann), mas existem, comprovadamente, casos semelhantes e propositais na internet.

Retornando às raízes dos estudos freudianos, podemos afirmar que nós, seres humanos, temos dois instintos naturais: o sexual e o agressivo. Como animais racionais, os seres humanos tentam inibir esses impulsos para conviver em sociedade. Mas esses estímulos são naturais do nosso organismo e incontroláveis. As reações produzidas por eles é que podem ser reprimidas através do pensamento racional. Este é o requisito para viver em harmonia e de maneira organizada. Para isso, criamos leis (poder jurídico), mas também conceitos de moral e ética que nos regulam as ações e nos permitem viver em um ambiente de cooperação, correlação e reciprocidade.

No caso em questão, tratamos dos instintos sexuais, para os quais a sociedade (baseada em princípios e eventos culturais, religiosos, psicosociais, éticos, econômicos, entre outros) convencionou uma regra: se entregar aos estímulos é algo ruim, imoral e até motivo de piada. Ora, na intimidade de um indivíduo ou de um casal, na peculiaridade de cada ser, todos têm seus estímulos, sejam eles incomuns ou nem tanto. Portanto, esse julgamento coletivo pelo qual passa a jovem Francyelle, é fruto de uma análise coletiva e de processos experimentais pelos quais todos nós passamos, tendo em vista na intimidade do ser possuímos momentos de libertação, quando exprimimos vontades e desejos que jamais expressaríamos publicamente.

Assim, entramos mais uma vez na questão do escrúpulo, do caráter, do padrão e da regra. No momento da soltura do “eu”, existe um ponto em que a confiança no outro ser é tamanha a ponto de ignorar as convenções da sociedade diante de uma presença adicional . E é nessa etapa que acontecem os equívocos, pois o ser humanos tem a natureza rancorosa e, se em um momento consegue passar segurança e conforto para a libertação, no momento seguinte, por circunstâncias distintas, pode alterar radicalmente a própria conduta. E libera-se o instinto agressivo, vingativo, capaz de desmoralizar a imagem alheia perante a família, os círculos de amigos e conhecidos, diante de todo o país, muitas vezes sem refletir ou imaginar as consequências para ambos. Imagino que seja o que aconteça nos casos de pornografia de vingança.

Viralização: usuários imitam o gesto em Redes Sociais

Viralização: usuários imitam o gesto em Redes Sociais

Não houveram relatos de exposição em plataformas de web, como o Facebook e o Instagram (embora as imagens feitas pelos usuários tenham sido divulgadas principalmente por essas redes). Ou seja, trata-se de um fenômeno criado e compartilhado em plataformas móveis, os smartphones. E, invariavelmente, surgem debates sobre até onde vai a liberdade de divulgação. O WhatsApp e outros aplicativos mobile pregam a total liberdade de troca de arquivos entre os usuários, mas isso facilita a superexposição de imagem e a pornografia. Tendo isso em vista, o governo da Califórnia já assinou uma lei que proíbe a transferência de arquivos que violem a privacidade do usuário sem a autorização do mesmo.

Em questões de legalidade, o ato de divulgação das imagens aplica-se à lei Maria da Penha, podendo findar em até um ano de cadeia ao infrator. Mas isso traz à tona uma questão importante, pela qual passou também a internet em seus primórdios, que é a impossibilidade de controle em irregularidades como essa. Aos poucos, a web se adaptou e, embora grande parte de seu conteúdo ainda seja pornográfico, existem meios para controlá-la e direcioná-la por opção do próprio usuário. Foi possível até mesmo extinguir ações ilegais (como a pedofilia e a necrofilia). A questão é: o governo deve interferir ou em questões de transferência em tecnologias mobile?

Análise de aplicativo: WhatsApp

Whatsapp

Aplicativo: WhatsApp

Compatibilidade: iOS / Android / Windows Phone / Blackberry

Funcionalidade: Redes Sociais

Nota: 10

Se você tem um smartphone, provavelmente participa de grupos criados através do aplicativo tema de hoje. No Brasil, tornou-se quase unanimidade quando o assunto é telefonia móvel. Em uma plataforma simples que sincroniza automaticamente os seus contatos que possuem o aplicativo, nada mais é do que um lugar para conversar particularmente ou em grupo, uma espécie de chat mobile. Com disparidade, é o mais utilizado no Brasil e se você ainda não sabe do que se trata, está perdendo um dos mais revolucionários sistemas de comunicação do país desde a invenção do telefone. Esqueça o seu sistema de mensagens tradicional e caro. Através do WhatsApp, você troca mensagens de texto, vídeos, fotos e áudio pagando apenas pelo seu serviço de internet móvel.

Este é, portanto, um dos pontos negativos. Se você vai àquela fazenda isolada dos centros urbanos, dificilmente conseguirá utilizá-lo por problemas de sinal, embora essa regra também valha para o sinal da operadora. Outro ponto negativo é que há pouco tempo ele passou a ser pago, embora a anuidade de U$1,99 seja praticamente irrelevante diante da utilidade do aplicativo. Além disso, recentemente um malware se espalhou através da plataforma, uma espécie de vírus que “travava” a utilização do telefones com sistema iOS, através de uma simples mensagem, erro já consertado pelos desenvolvedores.

Outro destaque é o fato de que o WhatsApp não aceita anúncios. Nenhuma propaganda aparecerá na sua tela repentinamente, não se preocupe. Portanto, tornou-se usual no Brasil estar conectado 24 horas por dia com os seus amigos ou colegas de trabalho. Você pode trabalhar e nos intervalos acessar o aplicativo e se atualizar sobre as conversas que nos grupos aconteceram. Pode assistir a um programa e, durante os comerciais, checar o que aconteceu no aplicativo. Pode papear durante a aula chata de álgebra, ou enviar a foto daquela praia que você visitou em tempo real. Ou você pode simplesmente ignorar as muitas mensagens que provavelmente estarão apenas esperando para serem lidas.

Como o ambiente tecnológico está em constante mutação, existem outros aplicativos que ameaçam a existência do WhatsApp. Um deles é o WeChat, que cresceu através de milionárias campanhas publicitárias (o garoto propaganda é Lionel Messi, o melhor jogador de futebol do mundo) e por possuir o diferencial da tecnologia locativa, ou seja, você pode encontrar pessoas que estão próximas a você, enquanto o WhatsApp se limita a pessoas que você tem na sua lista de contatos. Apesar disso, ainda perde feio em número de usuários. O que será dele amanhã, não sabemos. A cada dia, mais usuários migram para apps semelhantes, mas também há diversos clientes fieis. No ambiente tecnológico, é difícil saber como se comportará o consumidor de amanhã. Para nós, do Marketing, acredito que ainda temos que descobrir como utilizar esse tipo de plataforma social sem ser invasivo (como no caso dos anúncios). Quem sabe no futuro os dados se tornem até mesmo mensuráveis.

Disciplina “Fundamentos do Marketing Digital” – Pt. 7 (Final)

Sociedade em Rede

Frameworks de Marketing Digital

Frameworks, em uma tradução ao pé da letra, são quadros de trabalho, ou seja, são modelos de organização de negócio já consagrados pelo mercado. São utilizados de maneiras distintas pelos profissionais da Tecnologia da Informação (no caso deles, usa-se no desenvolvimento de softwares) e do Marketing (com base na análise de mercado), o que usaremos aqui.

Digital como Estratégia

O Marketing Digital não está separado de outras formas de mídia, pelo contrário, ele interage e impulsiona a criação de demanda através do poder da internet. Sendo assim, o Digital conversa com as mídias tradicionais (TV, Rádio), com a comunicação externa (off-line), estimula o boca a boca e incentiva as promoções e eventos.

The F-Factor

O framework F-Factor, cuja lema leva a letra F pela tríade de temáticas Friends, Fans & Followers (Amigos, fãs e seguidores), leva em consideração que esses agentes influenciam na decisão de compra dos consumidores. É aquilo citado antes, o que acontece no ZMOT, quando o consumidor procura a opinião de outros clientes antes do Primeiro Momento da Verdade.

Framework de Marketing Digital

Um modelo de framework foi apresentado na aula, e tentarei resumi-lo aqui. O centro do quadro seria o website da empresa e os sites parceiros, ou seja, todos os segmentos aqui apresentados trabalham em prol do desenvolvimento dessas plataformas.

Marketing de Busca (SEO, Links Patrocinados, Pagos por clique/PPC);

Representação Online (Mídias Sociais, blogs, comunidades, manutenção da imagem, proteção da marca);

Parceiros Online (Patrocinadores, comarcas, parcerias);

Comunicação off-line (Panfletagem, exibições, merchandising);

Marketing viral (Criação de mídia espontânea, buzz marketing, fofoca, hit);

Opt-in e-mail/intenção do usuário em receber informações (Newsletter, listas de e-mail, cadastros);

Anúncios interativos (Compras pelo site, serviços de anúncios pagos, segmentação por comportamento, links patrocinados)

Comunicação (Propaganda, vendas, promoções, relações públicas).

Ou seja, nesse contexto, a marca utiliza de recursos de Páginas Digitais (Sites, Portais e Blogs), Buscas (Google, Bing, Yahoo), Mídias Sociais (Facebook, Twitter, Slideshare, RSS Feeds, Pinterest, Instagram, Flickr, Tumblr, YouTube), Games e Entretenimento, E-Commerce, Tecnologias Emergentes (Web TV’s, Podcasts), Mobile (Bluetooth, SMS, MMS, Aplicativos), Realidades Mistas (Second Life) e E-mail (texto, imagem e vídeo).

Em resumo, pode-se concluir que o Marketing Digital é a promoção de marcas utilizando as múltiplas Mídias Digitais citadas acima para:

1-      Alcançar o cliente (através de email, redes sociais, mecanismos de busca, etc.);

2-      Converter o cliente (torná-lo um visitador frequente do site, seguidor, fã, fazer com que ele faça um cadastro, compre o seu produto);

3-      Reter o cliente (fazer com que ele se torne fiel, assine a newsletter e acompanhe constantemente o desenvolvimento da empresa, programas de fidelidade, personalização e conteúdo direcionado).

Modelo SOSTAC

O modelo SOSTAC é um norteador para guiar as ações, baseado nessas seis letras. De uma maneira bem resumida, significa:

S (Situation Analyses/Análise da Situação) – Pesquisas de audiência e ferramentas disponíveis;

O (Objectives/Objetivos) – Definição dos objetivos da campanha;

S (Stategies/Estratégias) – Que estratégias utilizar para alcançar os objetivos;

T (Tactics/Táticas) – Quais os meios serão utilizados;

A (Action/Ação/Implementação) – Colocar em prática o que foi definido;

C (Control/Controle) – Mensurar, analisar, compreender, averiguar, vigiar e concluir sobre as ações que estão sendo executadas.

8 P’s do Marketing Digital

Como vimos, no Marketing Tradicional temos os quatro P’s. Já no Digital, um paradigma aumenta esse número para oito, que serão listados aqui.

Pesquisa (análise do mercado)

Planejamento (preparação para as ações a serem executadas)

Produção (produção através das ferramentas digitais disponíveis)

Publicação (divulgação do conteúdo)

Promoção (promover o conteúdo planejado)

Propagação (usar estratégias para difusão da marca)

Personalização (entender o usuário e suas preferências)

Precisão (atingir diretamente o comprador)

Bom, amigos, é isso. Espero que tenha ajudado e peço, desde já, desculpas por alguma falha ou erro (seja ele de digitação ou interpretativo) que possa ter ocorrido durante a compilação feita por mim.

Agradeço também ao excelente professor Fábio Albuquerque pela paciência e atenção cedida a nós, alunos, e também aos colegas de classe, que vêm me ajudando a entender esse novo mundo. Pra mim foi um prazer realizar essa tarefa (que me traz muito mais benefícios do que trabalho) e divulgá-la, usando o nosso maior objeto de estudo: a rede.

Lucas Amaral Nunes