Geek, nerd e neogeek

Nerd

Há aproximadamente um mês, eu inaugurava orgulhosamente este blog, fruto de indicação do professor Olímpio Araújo para os meus estudos digitais. A primeira dúvida que eu tive foi com relação ao nome. “Socialpedia” parecia bom, mas já havia um registro. Acrescentei o “The” e os resultados vêm sendo satisfatórios (embora ainda planeje tirar o artigo posteriormente). Logo depois, tive que escolher entre o WordPress e o Blogspot. Acabei optando pela plataforma na qual eu já tinha algum conhecimento. Depois, problemas com design, formatação, testes, análises, etc. Enfim, embora possa parecer um processo simples, as opções oferecidas pela web são tão vastas que é difícil ter certeza de algo.

Mas nenhuma dessas dúvidas me deixou tão desconcertado quanto a pequena descrição exigida pelo perfil. Falar sobre mim sempre foi difícil, ora por acreditar que eu poderia superestimar minhas habilidades, ora pelo contrário, que eu poderia subestimar-me. Eu não sou bom eu auto-descrição, no entanto, o blog precisava refletir um pouco da minha essência.

Eu não queria ser confundido com um nerd, aquele sujeito estranho, anti-social, tímido e estudioso (como o cara da foto), adjetivos que definitivamente não se aplicam a mim (embora sob determinada perspectiva, todos sejamos estranhos). E mais: como uma pessoa anti-social poderia trabalhar com Mídias Sociais? Um termo contemporâneo que vem sendo utilizado para designar uma nova espécie de nerd, um rapaz já não tão esquisito que vai a festas, pratica esportes, interagem com alguma naturalidade, possuem senso de humor e não têm o rosto coberto por espinhas e óculos de fundo de garrafa. Este é o geek, termo que se aplica aos viciados em computadores e tecnologia, fãs de games, aficionados por ficção e fantasia, otakus, entre outros, como você confere neste artigo do Tecmundo. Ser geek não é motivo de vergonha. De um certo modo, eu diria que toda a geração Y é Geek, afinal, somos, em grande maioria, reféns de nossos smartphones, computadores e etc.

Ainda assim, não era suficiente. Essa pequena confusão entre os dois termos me incomodava, e o fato de sermos todos dependentes da tecnologia o tornava muito genérico. Portanto, em um ato de genialidade digno do Dr. Frankenstein (com direito a relâmpagos ao fundo) criei um novo termo: Neogeek. Soava importante, ao passo em que designa um novo profissional, moderno, engajado, dinâmico… bem, olha eu ai, me superestimando. Satisfeito com este simples gesto, criei a minha pequena descrição, que você pode ler bem ao lado, abaixo da minha foto. Mais tarde, em uma pesquisa intensa e estudos meticulosos, o que significa que apenas joguei a palavra no Google, descobri que minha invenção na verdade se tratava de plágio. Mas não pensem que me frustrei. Muito pelo contrário, me senti representado por uma classe, eu havia uma Definição no Google (com D maiúsculo, pra frisar a importância)!

O Urban Dictionary é uma espécie de Dicionário Informal, uma Wikipedia de semântica. Lá, o neogeek, já fazendo a tradução, é definido como:

Neogeeks são geeks que, em todos os sentidos, deveriam ser classificados como macho/fêmea alfa, pois eles têm qualidades (boa aparência, habilidades avançadas de socialização, humor, etc.), mas escolheram abandonar essa vida para dar prioridade ao que eles gostam, sendo ou não coisas de geek. Mas na maioria das vezes geek.

Garota 1: Ó, meu Deus. Aquele cara é tão bonito, mas ele é viciado em Dungeons and Dragons!
Garota 2: É, ele totalmente neogeek.
Bom, eu não abandonei completamente a minha vida social, mas continuo assistindo séries, fascinado por literatura medieval e alguns HQ’s (principalmente Alan Moore), entre outras atividades geekys.
Espero que tenham gostado dessa matéria, um pouco mais leve e que sai um pouco da temática didática do Marketing Digital!
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Um pequeno resumo sobre mim

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Bom, como prometido, vou tentar falar um pouco de mim, tarefa das mais difíceis. Todo mundo já teve que escrever uma redação falando sobre si na escola, mas como adulto é outra história, pois quando se é criança as falhas parecem importunar menos do que deveriam. Mas tentarei, filtrando humildade e supervalorização, explicar o melhor que puder.

Nascido em Belo Horizonte, estudante de uma escola católica, embora tenha me rebelado e me tornado ateu na maioridade. Me considero um neogeek. A concepção de geek ou nerd, para a maioria das pessoas, é direcionada para aquele cara com espinhas, totalmente anti-social e que sabe tudo de informática e outras matérias, o que nem sempre é verdade. Honestamente, eu nunca fui um bom aluno,  apesar de nunca ter tido dificuldades para passar de ano. Sempre fiz apenas o suficiente para conseguir as médias das notas, não cedendo uma gota de suor a mais para um desempenho acima disso. Gostava de RPG, Magic, literatura medieval, Star Wars, Dragon Ball, vídeo games, atividades típicas do nerd anteriormente citado. Mas também jogava bola, embora sem perícia, um verdadeiro pereba, e sempre fui muito sociável, o que difere daquela tradicional concepção. Perceberam a sutil diferença? Tenho muitos amigos que se inserem nessa mesma categoria. Que saem, se divertem, bebem uma cervejinha, têm muitos amigos e, ao mesmo tempo, são estudiosos em seus próprios recantos.

A minha fixação pelo futebol veio através do meu pai, um fanático cruzeirense. Eu sempre fui torcedor do Cruzeiro, mas quanto mais eu me desenvolvia (e me envolvia com os aspectos táticos, técnicos e históricos do esporte), mais eu me desprendia do fanatismo, o que às vezes me é prejudicial. Hoje, eu gosto de futebol, embora, claro, continue vibrando a cada gol do meu time. Esse interesse exacerbado, juntamente ao fato de eu sempre ter gostado muito de ler e escrever, me fizeram optar pelo jornalismo. Isso aconteceu quatro anos após me mudar para Lagoa Santa, uma cidade próxima da capital, com cerca de 50 mil habitantes, onde fica o único Aeroporto Internacional de Minas Gerais.

No próximo post, falarei sobre como me infiltrei, como um espião, no mundo do Marketing Digital, quase que por coincidência, sem saber o que era aquilo.

Lucas Amaral Nunes