Widbook, a Rede Social para autores

Widbook Face

Como todos sabem, este analista e blogueiro trata dos mais diversos temas sobre mídia online, mas, principalmente, sobre as Redes Sociais. Embora tenha conhecimento sobre diversas delas, inclusive as segmentadas (uma tendência contemporânea sobre a qual falarei mais tarde), como o Filmow  e o Skoob, ambas já comentadas no blog, esta, especialmente, não foi reconhecida via trabalho. Portanto, a análise é feita a partir de um heavy user da plataforma, diferente das outras comparações feitas a partir de um usuário relativamente novo. Este blogueiro é, também, um escritor amador (link para o meu projeto aqui), de modo que essa rede, especialmente, foi encontrada com objetivos próprios em mecanismos de busca.

O Widbook é uma plataforma para autores e leitores compartilharem conteúdo. Mas, a partir disso, é possível descobrir novas funcionalidades que podem ser úteis desde professores e escritores de diário a grandes celebridades da dramaturgia e literatura. É uma agradável mixagem, algo entre Google Drive, Evernote e Facebook. Essa ferramenta é revolucionária justamente por agregar os conceitos de Rede Social (compartilhável, interativa) e Ferramenta (útil, facilitadora).

Alguns dos aspectos que a tornam única:

Composição / Design

No Widbook é possível visualizar o livro prontinho, no formato em que ele ficaria caso fosse editorado. Não sei se funcionará como catalisador para outras pessoas, mas pessoalmente, a visualização do livro ajuda muito no processo criativo. Escrever no papel pode ser a melhor saída para alguns, mas eu tentei iniciá-lo por mais diversas vezes, sempre com rascunhos imperfeitos. Na noite em que ingressei no Widbook, meu primeiro capítulo ficou pronto. Embora a ideia já estivesse lá, sofri um estímulo imediato que me fez mudar de um escritor mudo para um tagarela digital.

Além disso, fica muito mais organizado. É só clicar nos capítulos e nas páginas para ir imediatamente aonde você precisa. \o/

Livro1

Vídeo e Imagem

É possível anexar vídeos e imagens aos seus manuscritos. Mais um recurso que você jamais teria naquele seu velho caderno de papel. E um recurso que, imagino eu, deva ser bastante útil para professores, quase como uma apresentação em Powerpoint, mas sem aquela limitação de espaço que fazem pirar quando há muito texto. =)

Interação com outros autores/leitores

Como explicado no conceito de Redes Sociais, esse é o aspecto principal para defini-la como tal. Os leitores podem opinar na criação da sua obra, lhe dando o feedback necessário para que o autor possa compreender seus erros e acertos. É um combustível social, que faz com que muitos dos escritores desestimulados com suas obras retomem as rédeas da narrativa. Não há nada melhor do que saber que existem pessoas lendo aquilo que você escreve!

Compartilhável

Há como vincular a sua conta ao Facebook, ao Twitter e ao Evernote, fazendo com que a divulgação do seu livro seja bastante prática. Sabe aquele resumão que você fez no Word da última prova? Que tal compartilhá-lo com os seus amigos para que todos possam estudar juntos. E eles podem até editar o conteúdo.

Móvel

O WidbMovel2ook possui um aplicativo integrado à versão online. Pare e pense. Se você tem que pagar por grande parte do conteúdo no seu Kindle, aqui as pessoas comuns e grandes autores fornecem, gratuitamente, algo que pode vir a ser igual ou melhor a algo que você pagaria. A ferramenta mobile é perfeita para aquele momento na fila de espera do banco ou no trajeto de ônibus até o trabalho.

Perenidade

Seu PC estragou? Não se preocupe, o que você escreveu no Widbook é perene. 😉

Colaborativo

Como citado, há a possibilidade de convites a outros autores. Existem livros que são escritos no sistema de crowdfunding, ou seja, por dois ou mais escritores, fazendo com que obras coletivas se apresentem aos usuários. Além disso, é possível comentar, marcar determinadas passagens dos livros (um verdadeiro marca texto digital), entre outros recursos de interação.

Conteúdo automaticamente indexável

Uma das principais características do Widbook, e algo que a torna simplesmente magnífica, é o fato de todo o conteúdo nos livros divulgado é automaticamente indexável aos resultados de SEO. Isso significa que se alguém for no Google ou Yahoo! e fizer uma busca, é possível que o seu livro apareça nos resultados. Sensacional, né?

Busca

É possível fazer um filtro entre gêneros para ler o que você gosta ou conhecer sobre novos assuntos. Afora isso, você tem sua própria estante, na qual você coloca seus livros favoritos separados por temáticas.

Utilidade pessoal

Constantemente, eu utilizo o Widbook para textos que eu não pretendo publicar. Explicando: eu, como todos os autores de fantasia, tenho um complexo mundo criado com culturas, religiões, personagens, aspectos sociais, de personalidade, entre outros, que às vezes podem fazer com que até mesmo o mais atento dos criadores se perca. Portanto, desenvolvi minha própria enciclopédia, a qual consulto quando me perco em meu próprio mundo. Claro que isso não é apenas para autores de fantasia! Você pode, por exemplo, criar poesias com quem você não quer compartilhar, ou até mesmo fazer uma colinha pra estudar nos minutos antes da prova final. Ache a sua utilidade! 😮

Prazer da leitura

Tanto para quem lê os livros no desktop quanto no aplicativo móvel, a plataforma proporciona uma leitura bastante agradável. O sistema de leitura noturna (com fundo preto e letras brancas) é sensacional.

Conclusões finais

O Widbook é uma ferramenta extremamente útil nos conceitos contemporâneos de experiência do usuário, pois facilita seja qual for o tema ou o nicho escolhido pelo usuário, incentivando constantemente a alimentação à imensa biblioteca virtual que é a internet. Acredito que recomendações são dispensáveis diante de tantas informações a respeito da plataforma.

Vestígios

Comentários e críticas são sempre bem-vindos.

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Roberto Carlos é Friboi. Mas e quem não é? – O comportamento da marca no ambiente virtual

Roberto Carlos Friboi

Há pouco tempo, a empresa do ramo frigorífico JBS Friboi anunciava o seu novo garoto propaganda, um antigo conhecido do público brasileiro que dispensa apresentações independentemente do público-alvo. Proclamado como rei, Roberto Carlos parece não ter agradado tanto assim a uma fatia dos súditos. Vegetariano há 30 anos, um dos cantores mais populares do Brasil utilizou o refrão de um de seus grandes hits, “eu voltei”, para anunciar seu retorno ao status de carnívoro.

Até aí tudo bem, embora a comunidade vegana tenha se voltado contra o cantor e metralhado as redes sociais da empresa com críticas e questionamentos quanto ao posicionamento de Roberto. Estabeleceu-se, então, um duelo entre tiranossauros e brontossauros, cada qual defendendo seu ponto de vista. Um adendo: dentro do ambiente virtual da Friboi. E o pior: as avaliações negativas superaram as positivas em dez vezes no canal da empresa no YouTube. E aí, como proceder?

Acontece que a estratégia escolhida foi a de simplesmente bloquear momentaneamente os comentário no vídeo, ainda que os ads ainda estejam ativos para o vídeo. Será mesmo que isso resolveria o problema? De fato, existem diversas outras páginas com o mesmo vídeo, onde os usuários discutem o referido tema, invariavelmente. E, claro, em diversos outros canais como o Facebook, Twitter e demais Redes Sociais, os debates prosseguiram. Em nota, o frigorífico diz que classificou alguns comentários como “ofensivos à credibilidade dos envolvidos”. Na minha opinião, essa é mais uma tentativa tola de tentar censurar o incensurável. É como escrever na face do consumidor: “Se você é Friboi, seja bem-vindo”. E quem não é?

 

Bônus: Na postagem sobre o vídeo na fanpage da Friboi, a empresa responde apenas aos comentários positivos. Ainda assim, é bem melhor do que outras famosas fanpages conhecidas, que simplesmente apagam esse tipo de comentário.

Friboi ignora os comentários negativos na fanpage...

Friboi ignora os comentários negativos na fanpage…

...enquanto enfatiza os comentários elogiosos.

…enquanto enfatiza os comentários elogiosos.

Análise de aplicativo: Snapchat

Snapchat

Aplicativo: Snapchat

Funcionalidade: Redes Sociais

Nota: 8

Há alguns dias, noticiou-se que os criadores do aplicativo conhecido como Snapchat recusaram uma proposta feita pelo Facebook de nada menos que 3 bilhões de dólares. Para se ter uma ideia, esse valor é três vezes maior do que o preço pelo qual foi vendido o Instagram há algum tempo.

Mas o que seria esse aplicativo tão polêmico? O Snapchat é um sistema simples e rápido de troca de imagens e vídeos curtos (além de pequenas mensagens e edições no bom e velho estilo “paint” que podem ser inseridas nas fotos). O detalhe e principal diferencial é que é possível determinar o tempo de exibição desses arquivos, entre 1 e 10 segundos. Após o tempo corrido, a foto ou o vídeo enviado é automaticamente destruído e nunca mais poderá ser acessado.

O que o usuário ganha com isso? Bom, acredito que a força da plataforma esteja em você poder enviar arquivos para pessoas específicas, mas não fiquem registrados para a posterioridade. Pode ser aquela foto “queimação de filme” de um amigo dormindo bêbado no chão da praça ou uma imagem de si mesmo fazendo uma careta bem feia. Além disso, fotos íntimas e pessoais (que geraram grande polêmica no país recentemente, devido à “pornografia de vingança” e o “caiu na net“) podem ser transferidas tranquilamente, sem preocupações de algum dia serem visualizadas por outras pessoas.

Mas cuidado, nem tudo são flores. Já existem outras plataformas criadas para gravar arquivos enviados pelo Snapchat. Portanto, cuidado ao divulgar qualquer tipo de conteúdo através do aplicativo.

Filmow – A Rede Social para Filmes

Filmow

Você já conhece o Filmow? Comecei a utilizar essa plataforma de Rede Social por um motivo: eu queria organizar filmes que eu já assisti e os que eu gostaria de ver, portanto, fiz uma rápida busca e acabei me deparando com um site com um simpático layout, onde fiz minhas inscrição.

Me surpreendi positivamente, pois além de me servir como lembrete, percebi que podia avaliar os filmes já vistos. Mais: a possibilidade de interagir com outros usuários, obtendo recomendações, expor minhas opiniões para outros apaixonados por filmes e marcar quem são os meus atores e diretores favoritos. E não apenas de filmes, mas também séries, documentários, desenhos animados e listas.

Se você também adora filmes e fica perdido entre os milhares de películas que já assistiu, deve entrar no Filmow. Essa é a recomendação de hoje do The Socialpedia.

O Rei do Camarote: viral orgânico ou campanha de marketing?

Rei do Camarote

Nos último dias uma reportagem da Veja causou um tumulto repentino, sacudindo as Redes Sociais no Brasil. Trata-se da matéria “Os Sultões dos Camarotes”, que detalha como é a rotina noturna de milionários empresários (a maioria deles herdeiros de grandes fortunas) que gastam milhares de reais nas boates e casas de show.

Certamente a reportagem teria uma repercussão menor caso um dos entrevistados não tivesse participado de um vídeo que enumera os dez passos para você se tornar o “Rei do Camarote”. Alexander de Almeida, um rico empresário, lista que providências devem ser tomadas para tal, o que inclui um carro potente, seguranças particulares, convites a celebridades, entre outros. As dicas de ostentação e a honestidade quase infantil de Alexander rapidamente se espalharam pela rede, fazendo com que se tornasse um meme, com milhares de citações, comentários, paródias e acessos a conteúdo relacionado.

Hoje cedo, ouvi uma entrevista com o empresário a Rádio Bandeirantes em que ele diz se tratar de uma brincadeira e que, daqui a algum tempo, todos saberão a verdade. Bom, o que eu tenho a dizer sobre isso é: caso se confirme como uma campanha de marketing viral, será uma das mais bem sucedidas da história da web no Brasil. A fanpage “Agrega Valor ao Camarote” atingiu rapidamente mais de 100 mil seguidores, ao passo em que o vídeo teve mais de 2 milhões de visualizações e saiu da mídia online para tradicionais meios de comunicação, como a TV e o rádio, passando por campanhas de marcas e produtos.

Lembro que isso é algo comum nesse ambiente. Há alguns meses, o socialite Chiquinho Scarpa enterrou seu caríssimo carro Bentley, gerando intensa repercussão na mídia. No dia seguinte, aquilo se revelou uma campanha para doação de órgãos, cujo slogan estampava: ““Absurdo é enterrar algo muito mais valioso do que um Bentley: seus órgãos”. Esse é apenas um exemplo entre muitos, mas foi uma campanha extremamente eficiente, que não apenas arrecadou uma grande quantia, mas também gerou uma reflexão coletiva em parte da população.

Mas seria “O Rei do Camarote” uma jogada de marketing pessoal, uma pegadinha ou haveria uma empresa com interesses lucrativos por detrás? Eu, particularmente, duvido que um dos maiores órgãos de imprensa no país, a Revista Veja, se prestaria a auxiliar (ou ao menos colaborar) com uma matéria com esse objetivo, por questões de credibilidade. Porém, é algo a se refletir, pois existem, por exemplo, diversas casas noturnas citadas na matéria. Esperemos a tal “revelação” prometida por Alexander na entrevista. A piada “agregar valor” é um termo extremamente comum em marketing. E você, o que acha?

Abaixo, o polêmico vídeo:

5 motivos para acreditar que as Redes Sociais são um jogo de RPG

Gnomo ProfileNa semana passada, recebi por indicação de um amigo um texto deveras brilhante, não apenas por se tratar de um tema bastante interessante que é a geração Y (a qual pertenço e também a maioria dos leitores desse blog), mas também por trazer uma metodologia de postagem bastante interessante e dinâmica (clique aqui). De maneira bem sintética, ela explica o porquê de os profissionais dessa geração não estarem satisfeitos com seus desempenhos, que é o fato de criarem expectativas demais acerca de si mesmos e, ao falharem em alcançá-las, acabam frustrados.

De fato, é característica dos internautas que viram nascer e se adaptaram à era da internet acharem que são especiais, o que, como é frisado no texto, é resultante, também, da imagem nas Redes Sociais. Você sempre tem a impressão de que a vida das pessoas é melhor do que a sua quando visita um perfil alheio não é mesmo? Pois é, amigos, isso não reflete exatamente a realidade. O que acontece é que as Redes Sociais possibilitam a camuflagem, o disfarce dos problemas rotineiros típicos de qualquer ser humano. Ali, claro, as pessoas compartilham seus momentos mais felizes, o que passa a falsa impressão de que os outros não passam por adversidades. Mas a realidade é bem diferente, e foi exatamente esse ideal de simulacro que me trouxe a ideia da comparação com o RPG.

Eu sei que o público do The Socialpedia é, no geral, bastante segmentado, por isso explicarei aqui do que se trata um RPG para aqueles que não estão aclimatados com a expressão. Há alguns (muitos) anos, fui apresentado a um jogo fantástico chamado Dungeons & Dragons (aquele mesmo que inspirou o desenho Caverna do Dragão), no qual o jogador interpreta personagens fantasiosos em um mundo imaginativo e a criatividade é o limite. É, na verdade, uma paródia da vida real em um ambiente medieval, contando com um mestre (onipotente e que cria as histórias) e os jogadores (cada um com uma história, características e habilidades únicas). Esse jogo ficou  muito popular ao redor do mundo e até hoje é uma referência em RPG’s (Role Playing Game ou Jogo de Interpretação de Personagens). Existem outras plataformas e cenários, mas acredito que o D&D seja o que tenha alcançado maior número de adeptos. Hoje, ainda existem fãs, mas a grande maioria migrou para o MMORPG, que é o similar aos jogos de imaginação e interpretação, mas online. Na rede, essas plataformas se tornaram um grande recurso interativo, com milhões de jogadores em games como World of Warcraft, Tibia, Ragnarok, Mu, Rune Scape e Diablo. A grande diferença, aqui, é a não necessidade de presença física e a existência de recursos sensitivos como a visão e a audição, mas limita a jogabilidade aos recursos do jogo. Os chamados Millenials, uma geração após a Y, que são crianças que nasceram nesse século, são totalmente viciadas nesse tipo de jogo. Personagens, evolução, combates… veja agora por que as Redes Sociais são como um jogo de RPG:

1- As pessoas são personagens: De fato, nas Redes Sociais, as pessoas vivem de aparência. Acalme-se, isso não é algo ruim ou que represente falsidade, é algo extremamente natural. Mas o receptor tende, na maioria das vezes, a acreditar que a rotina do emissor se restringe ao que ele demonstra nas redes sociais. Nem sempre aquela postagem de “Feliz demais!” realmente significa isso, ou que a vida profissional daquele cara que só posta fotos em festas é realmente perfeita. O que é isso? Criação de personagens e, muitas vezes, interpretação. Uma das principais características das Redes Sociais é a camuflagem de sentimentos, assim como nos jogos. Vista sua armadura (social ou de ferro fundido) e vamos para a batalha!

Menino PC

2- PvP (Player vs Player): Em quantos embates você já entrou nas Redes Sociais? Sempre tem aquela cutucada, uma disputa intelectual ou uma discussão de dois pontos de vista distintos. Ok, nos RPG’s os combates geralmente envolvem brigas mesmo, com clavas e machados, mas o objetivo das duas geralmente é alcançar o próximo item.

Meninos

3- Reputação: Quanto mais experiente é o jogador de um RPG, mais respeitado ele é. Quando você cria um blog e começa a ter seus seguidores, você pode, inclusive, virar um líder. Esse é o espírito das Redes Sociais, a sua credibilidade conta muito para que você tenha uma boa imagem e, consequentemente, a sua voz seja ouvida. Isso chama-se Valor Social, o que no RPG é comumente conhecido como XP (experiência). Eu diria que o Porta dos Fundos, o Felipe Neto e o Rafinha Bastos são, atualmente, personagens de nível épico.

Orc

4- Negociação: Nos jogos de tabuleiro e online, há um intensa circulação de comerciantes que vendem e compram itens mágicos, poções, espadas e pergaminhos. No ambiente digital isso é chamado de E-Commerce, a plataforma de vendas que mais cresce no mundo. A diferença é que a internet é como uma grande e extensa taberna global e você não corre o risco de ter sua cabeça cortada por um bárbaro.

Ragnarok

5- Final Boss: Infelizmente, nas Mídias Sociais também existem os chefões, mas aqui eles não são como Bowser, Robotnik ou Ganondorf. São compostos por quaisquer fatores que te façam acabar com a sua vida online, seja aquele vírus que não te deixa conectar à internet, aquela fazenda longe onde não tem sinal 3G ou até mesmo a namorada ciumenta que te faz deletar o Facebook. Aqui os vilões são outros, mas também assustam bastante, não é verdade?

Dragão Vermelho

Espero que tenham gostado do post, amigos. Tentarei fazer algumas postagens nesse estilo de hoje em diante com objetivo de descontração, mas seguirei com matérias sérias e didáticas. Um abraço!

Social CRM e a personalização dos clientes

Hoje falarei sobre um tema que vi nessa postagem do Brainstorm9, que, aliás, é um dos sites mais completos e interessantes de que tenho conhecimento. O Daniel Sollero fala sobre um termo que eu até então desconhecia, que é o Social CRM. CRM significa Customers Relationship Management (em português Gerenciamento do Relacionamento com o Cliente), que significa, estrategicamente, antecipar o que determinada empresa necessita ou o potencial que tem para atingir metas. Geralmente esse termo é utilizado em softwares que fazem colhem e organizam dados dos clientes. Antes de mais nada, vejam a imagem abaixo, retirada do SlideShare disponível na própria postagem.

Gary Vaynerchuk

O texto em questão fala sobre a inclusão dos dados dos perfis de usuários das Redes Sociais. Como visto no texto da imagem, a utilização dos recursos cedidos por elas é muito importante para o entendimento do cliente. Entramos, novamente, na questão da personalização. Saber o que o seu cliente quer é muito importante. E a coleta desses dados é algo que poucas empresas fazem atualmente.

De que modo as organizações podem se beneficiar desses recursos e extraírem o máximo de informações acerca de seus consumidores para gerar lucratividade? A mim, parece que a utilização do banco de dados criado via Mídias Sociais é extremamente relevante, apesar de no próprio texto o Daniel dizer que há um limite entre a personalização e a invasão de privacidade, citando um caso muito interessante. Uma garota recebeu um catálogo da Target falando sobre o universo das novas mães. Ela estava grávida. Como a empresa sabia disso? Simples, segundo a base de dados inteligente deles, mulheres que compram loções sem cheiro provavelmente estão em período de gestação. Genial, não é mesmo? Mas o que acontece é que ela não havia contado para a família ainda, o que gerou uma situação de extremo mal-estar entre cliente e organização.

Essa é uma circunstância que exige timing e cuidado para ser executada, mas o que as empresas não podem fazer é deixar de utilizar esse tipo de informação.

Descaso da Saraiva? É tolerância zero!

Saraiva Online1

Bom, como Social Media eu sempre busco aprendizado e, devido a isso, visito constantemente fanpages de sucesso e fracasso (nada como aprender com o erro dos outros) e analiso a postura das empresas nas Redes Sociais, principalmente no Facebook. Algumas surpreendem pela qualidade e compreensão com o cliente, outras pelo número de reclamações respondidas, e algumas (infelizmente) ainda pouco usufruem desse recurso de interação com o consumidor.

Mas uma delas, em especial, me chamou bastante atenção, a da Saraiva Online (uma das empresas que mais investem em marketing digital e um dos e-commerce de maior sucesso no Brasil). Assim como a maioria das fanpages de organizações comerciais, a da empresa em questão utiliza seu espaço virtual para a divulgação de seus produtos, como no exemplo abaixo:

Publicidade/Saraiva Online

Publicidade/Saraiva Online

Até ai tudo bem, esse é um dos objetivos da fanpage, que é a divulgação do produto. O que acontece a seguir é algo inesperado por parte de uma empresa desse quilate, devido também aos altos investimentos no ramo digital. São centenas de reclamações feitas através da Rede Social, relacionadas ao  prazo de entrega, falhas no atendimento, dificuldades no cadastro, entre outras. Veja algumas das postagens recentes, dessa semana mesmo, todas elas sem respostas. Para evitar qualquer tipo de problema, os sobrenomes dos clientes não serão divulgados. Veja:

Saraiva7

Perceba o quão desrespeitosa é essa atitude. A Saraiva Online não se deu o trabalho de sequer responder a esse questionamento. O rapaz em questão publicou essa mesma mensagem em várias das postagens da fanpage, sem obter resposta em nenhuma delas, mas em todas uma série de curtidas, o que demonstra comoção popular. 

Saraiva8

Bom, aqui temos um exemplo de um consumidor querendo saber o resultado de um concurso realizado pela própria fanpage. O resultado? Não foi divulgado pela mesma. E agora?

Saraiva1Bom, aqui vemos um caso explícito de ameaça de retaliação. O consumidor pretende (e provavelmente vai) falar mal de você na rede. E se a Saraiva Online respondesse às postagens e resolvesse os problemas do cliente, a repercussão seria diferente? Eu não sei de onde surgiu essa proposta de ignorar as reclamações através da fanpage, mas não me parece uma boa ideia…

Saraiva2Os produtos Pokemon X e Y (jogos para o portátil Nintendo 3DS) parecem ser o alvo da maioria das reclamações. Nesse comentário, a consumidora ameaça levar a resolução para a justiça e critica o departamento de Social Media da empresa.

Saraiva3Aqui vemos um consumidor que faz propaganda da empresa rival na própria fanpage. Não parece algo bom para a imagem da empresa, certo?

Saraiva4Outro erro crasso. Apagar comentários sobre as críticas, definitivamente, não é o melhor caminho para a manutenção da boa imagem.

Saraiva5O consumidor leva a reclamação para outra Rede Social, o Reclame Aqui, especializada em avaliações de clientes com relação a produtos e serviços prestados pelas empresas. Acredite, a reputação nesse site influi diretamente nos lucros.

Saraiva6
E, por fim, vemos um caso clássico de interação entre os clientes. Eles conversam entre si, criando uma impressão extremamente negativa da empresa na rede. E, acredite, eles vão espalhar essa ideia.

Muito me surpreende que a Saraiva Online, uma das empresas na qual sempre confiei e nunca havia me decepcionado, não esteja escutando a voz do consumidor. É provável que essa postura venha a trazer malefícios incalculáveis para uma organização com uma reputação a zelar.

Rodrigo Faro é o novo garoto propaganda da Pepsi no Facebook

Rodrigo Faro/Pepsi

Hoje falarei sobre um tema bastante recente, que é a contratação do ator e apresentador Rodrigo Faro pela Pepsi (saiba mais clicando aqui). Mas o que isso tem a ver com Marketing Digital? Tudo. Explico o porquê. Acontece que essa celebridade, um ícone quando se trata de comunicação em televisão no país, foi contratada junto à marca de refrigerantes para dialogar, principalmente, com o público das Redes Sociais, principalmente no Facebook e YouTube.

Não consigo pensar em ninguém melhor do que o Rodrigo para falar com o público alvo da Pepsi. O apresentador possui uma altíssima taxa de aceitação do público e foi reconhecido por isso. Ao longo da carreira, são mais de 400 peças publicitárias de sucesso. Ele venceu por cinco vezes seguidas o Troféu Imprensa como Melhor Apresentador, representando o programa O Melhor do Brasil. Além de ator, Rodrigo é dançarino, cantor e comediante. Soma-se a isso o fato de ele ser uma celebridade extremamente conhecida e carismática, que comunica tanto para o menino de dez anos quanto para aposentada. Consegue entender as razões para a escolha?

Há ai, também, um importante ponto a se frisar. Alguém com esse currículo, não pode ser barato para a empresa, certo? Corretíssimo. Tamanho investimento é apenas mais uma das muitas ações que comprovam que o mercado de Social Media cresce abruptamente  no país e no mundo. Percebam quão importante é o setor, tanto que uma das maiores marcas do mundo resolve abalroar exatamente nessa área.

Aguardemos para a estreia do quadro, que acontece na quarta-feira, dia 16 de Outubro, para vermos qual será o formato de programação utilizada para interagir com o internauta.

A viralização em mobiles e a pornografia de vingança: o caso Fran

Revenge Porn

Aproveitando o gancho da nossa última postagem, onde fiz uma análise do aplicativo WhatsApp, falarei hoje sobre um tema um tanto quanto polêmico, que é a pornografia de vingança, ou como o termo ficou conhecido ao redor do mundo, “revenge porn“. O momento é propício para a discussão, devido a um viral repassado através das tecnologias mobile, em que uma jovem identificada como Fran (leia sobre o caso aqui) foi vítima da divulgação de vídeos íntimos dela com o ex-namorado, reconhecido como Sérgio. Em um deles, a garota faz um sinal de “ok” com uma das mãos, o que gerou diversas manifestações nas Redes Sociais de pessoas repetindo o gesto. Essa é apenas mais uma das muitas pessoas que foram vítimas do que se popularizou como “caiu na net”.

Vídeo de Fran circulou por aplicativos mobile de todo o país

Vídeo de Fran circulou via tecnologia mobile

Bom, em primeiro lugar, gostaria de tratar da questão ética, a moralidade, frisando, claro, que trata-se de uma análise, portanto, sem caráter julgador ou opinativo. Afinal, não há como afirmar que Sérgio divulgou os vídeos na intenção de denegrir a imagem da ex-namorada (existem ,sim, casos de furto de imagens pessoais, como no caso da atriz Carolina Dieckmann), mas existem, comprovadamente, casos semelhantes e propositais na internet.

Retornando às raízes dos estudos freudianos, podemos afirmar que nós, seres humanos, temos dois instintos naturais: o sexual e o agressivo. Como animais racionais, os seres humanos tentam inibir esses impulsos para conviver em sociedade. Mas esses estímulos são naturais do nosso organismo e incontroláveis. As reações produzidas por eles é que podem ser reprimidas através do pensamento racional. Este é o requisito para viver em harmonia e de maneira organizada. Para isso, criamos leis (poder jurídico), mas também conceitos de moral e ética que nos regulam as ações e nos permitem viver em um ambiente de cooperação, correlação e reciprocidade.

No caso em questão, tratamos dos instintos sexuais, para os quais a sociedade (baseada em princípios e eventos culturais, religiosos, psicosociais, éticos, econômicos, entre outros) convencionou uma regra: se entregar aos estímulos é algo ruim, imoral e até motivo de piada. Ora, na intimidade de um indivíduo ou de um casal, na peculiaridade de cada ser, todos têm seus estímulos, sejam eles incomuns ou nem tanto. Portanto, esse julgamento coletivo pelo qual passa a jovem Francyelle, é fruto de uma análise coletiva e de processos experimentais pelos quais todos nós passamos, tendo em vista na intimidade do ser possuímos momentos de libertação, quando exprimimos vontades e desejos que jamais expressaríamos publicamente.

Assim, entramos mais uma vez na questão do escrúpulo, do caráter, do padrão e da regra. No momento da soltura do “eu”, existe um ponto em que a confiança no outro ser é tamanha a ponto de ignorar as convenções da sociedade diante de uma presença adicional . E é nessa etapa que acontecem os equívocos, pois o ser humanos tem a natureza rancorosa e, se em um momento consegue passar segurança e conforto para a libertação, no momento seguinte, por circunstâncias distintas, pode alterar radicalmente a própria conduta. E libera-se o instinto agressivo, vingativo, capaz de desmoralizar a imagem alheia perante a família, os círculos de amigos e conhecidos, diante de todo o país, muitas vezes sem refletir ou imaginar as consequências para ambos. Imagino que seja o que aconteça nos casos de pornografia de vingança.

Viralização: usuários imitam o gesto em Redes Sociais

Viralização: usuários imitam o gesto em Redes Sociais

Não houveram relatos de exposição em plataformas de web, como o Facebook e o Instagram (embora as imagens feitas pelos usuários tenham sido divulgadas principalmente por essas redes). Ou seja, trata-se de um fenômeno criado e compartilhado em plataformas móveis, os smartphones. E, invariavelmente, surgem debates sobre até onde vai a liberdade de divulgação. O WhatsApp e outros aplicativos mobile pregam a total liberdade de troca de arquivos entre os usuários, mas isso facilita a superexposição de imagem e a pornografia. Tendo isso em vista, o governo da Califórnia já assinou uma lei que proíbe a transferência de arquivos que violem a privacidade do usuário sem a autorização do mesmo.

Em questões de legalidade, o ato de divulgação das imagens aplica-se à lei Maria da Penha, podendo findar em até um ano de cadeia ao infrator. Mas isso traz à tona uma questão importante, pela qual passou também a internet em seus primórdios, que é a impossibilidade de controle em irregularidades como essa. Aos poucos, a web se adaptou e, embora grande parte de seu conteúdo ainda seja pornográfico, existem meios para controlá-la e direcioná-la por opção do próprio usuário. Foi possível até mesmo extinguir ações ilegais (como a pedofilia e a necrofilia). A questão é: o governo deve interferir ou em questões de transferência em tecnologias mobile?