5 motivos para acreditar que as Redes Sociais são um jogo de RPG

Gnomo ProfileNa semana passada, recebi por indicação de um amigo um texto deveras brilhante, não apenas por se tratar de um tema bastante interessante que é a geração Y (a qual pertenço e também a maioria dos leitores desse blog), mas também por trazer uma metodologia de postagem bastante interessante e dinâmica (clique aqui). De maneira bem sintética, ela explica o porquê de os profissionais dessa geração não estarem satisfeitos com seus desempenhos, que é o fato de criarem expectativas demais acerca de si mesmos e, ao falharem em alcançá-las, acabam frustrados.

De fato, é característica dos internautas que viram nascer e se adaptaram à era da internet acharem que são especiais, o que, como é frisado no texto, é resultante, também, da imagem nas Redes Sociais. Você sempre tem a impressão de que a vida das pessoas é melhor do que a sua quando visita um perfil alheio não é mesmo? Pois é, amigos, isso não reflete exatamente a realidade. O que acontece é que as Redes Sociais possibilitam a camuflagem, o disfarce dos problemas rotineiros típicos de qualquer ser humano. Ali, claro, as pessoas compartilham seus momentos mais felizes, o que passa a falsa impressão de que os outros não passam por adversidades. Mas a realidade é bem diferente, e foi exatamente esse ideal de simulacro que me trouxe a ideia da comparação com o RPG.

Eu sei que o público do The Socialpedia é, no geral, bastante segmentado, por isso explicarei aqui do que se trata um RPG para aqueles que não estão aclimatados com a expressão. Há alguns (muitos) anos, fui apresentado a um jogo fantástico chamado Dungeons & Dragons (aquele mesmo que inspirou o desenho Caverna do Dragão), no qual o jogador interpreta personagens fantasiosos em um mundo imaginativo e a criatividade é o limite. É, na verdade, uma paródia da vida real em um ambiente medieval, contando com um mestre (onipotente e que cria as histórias) e os jogadores (cada um com uma história, características e habilidades únicas). Esse jogo ficou  muito popular ao redor do mundo e até hoje é uma referência em RPG’s (Role Playing Game ou Jogo de Interpretação de Personagens). Existem outras plataformas e cenários, mas acredito que o D&D seja o que tenha alcançado maior número de adeptos. Hoje, ainda existem fãs, mas a grande maioria migrou para o MMORPG, que é o similar aos jogos de imaginação e interpretação, mas online. Na rede, essas plataformas se tornaram um grande recurso interativo, com milhões de jogadores em games como World of Warcraft, Tibia, Ragnarok, Mu, Rune Scape e Diablo. A grande diferença, aqui, é a não necessidade de presença física e a existência de recursos sensitivos como a visão e a audição, mas limita a jogabilidade aos recursos do jogo. Os chamados Millenials, uma geração após a Y, que são crianças que nasceram nesse século, são totalmente viciadas nesse tipo de jogo. Personagens, evolução, combates… veja agora por que as Redes Sociais são como um jogo de RPG:

1- As pessoas são personagens: De fato, nas Redes Sociais, as pessoas vivem de aparência. Acalme-se, isso não é algo ruim ou que represente falsidade, é algo extremamente natural. Mas o receptor tende, na maioria das vezes, a acreditar que a rotina do emissor se restringe ao que ele demonstra nas redes sociais. Nem sempre aquela postagem de “Feliz demais!” realmente significa isso, ou que a vida profissional daquele cara que só posta fotos em festas é realmente perfeita. O que é isso? Criação de personagens e, muitas vezes, interpretação. Uma das principais características das Redes Sociais é a camuflagem de sentimentos, assim como nos jogos. Vista sua armadura (social ou de ferro fundido) e vamos para a batalha!

Menino PC

2- PvP (Player vs Player): Em quantos embates você já entrou nas Redes Sociais? Sempre tem aquela cutucada, uma disputa intelectual ou uma discussão de dois pontos de vista distintos. Ok, nos RPG’s os combates geralmente envolvem brigas mesmo, com clavas e machados, mas o objetivo das duas geralmente é alcançar o próximo item.

Meninos

3- Reputação: Quanto mais experiente é o jogador de um RPG, mais respeitado ele é. Quando você cria um blog e começa a ter seus seguidores, você pode, inclusive, virar um líder. Esse é o espírito das Redes Sociais, a sua credibilidade conta muito para que você tenha uma boa imagem e, consequentemente, a sua voz seja ouvida. Isso chama-se Valor Social, o que no RPG é comumente conhecido como XP (experiência). Eu diria que o Porta dos Fundos, o Felipe Neto e o Rafinha Bastos são, atualmente, personagens de nível épico.

Orc

4- Negociação: Nos jogos de tabuleiro e online, há um intensa circulação de comerciantes que vendem e compram itens mágicos, poções, espadas e pergaminhos. No ambiente digital isso é chamado de E-Commerce, a plataforma de vendas que mais cresce no mundo. A diferença é que a internet é como uma grande e extensa taberna global e você não corre o risco de ter sua cabeça cortada por um bárbaro.

Ragnarok

5- Final Boss: Infelizmente, nas Mídias Sociais também existem os chefões, mas aqui eles não são como Bowser, Robotnik ou Ganondorf. São compostos por quaisquer fatores que te façam acabar com a sua vida online, seja aquele vírus que não te deixa conectar à internet, aquela fazenda longe onde não tem sinal 3G ou até mesmo a namorada ciumenta que te faz deletar o Facebook. Aqui os vilões são outros, mas também assustam bastante, não é verdade?

Dragão Vermelho

Espero que tenham gostado do post, amigos. Tentarei fazer algumas postagens nesse estilo de hoje em diante com objetivo de descontração, mas seguirei com matérias sérias e didáticas. Um abraço!

Um pequeno resumo sobre mim

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Bom, como prometido, vou tentar falar um pouco de mim, tarefa das mais difíceis. Todo mundo já teve que escrever uma redação falando sobre si na escola, mas como adulto é outra história, pois quando se é criança as falhas parecem importunar menos do que deveriam. Mas tentarei, filtrando humildade e supervalorização, explicar o melhor que puder.

Nascido em Belo Horizonte, estudante de uma escola católica, embora tenha me rebelado e me tornado ateu na maioridade. Me considero um neogeek. A concepção de geek ou nerd, para a maioria das pessoas, é direcionada para aquele cara com espinhas, totalmente anti-social e que sabe tudo de informática e outras matérias, o que nem sempre é verdade. Honestamente, eu nunca fui um bom aluno,  apesar de nunca ter tido dificuldades para passar de ano. Sempre fiz apenas o suficiente para conseguir as médias das notas, não cedendo uma gota de suor a mais para um desempenho acima disso. Gostava de RPG, Magic, literatura medieval, Star Wars, Dragon Ball, vídeo games, atividades típicas do nerd anteriormente citado. Mas também jogava bola, embora sem perícia, um verdadeiro pereba, e sempre fui muito sociável, o que difere daquela tradicional concepção. Perceberam a sutil diferença? Tenho muitos amigos que se inserem nessa mesma categoria. Que saem, se divertem, bebem uma cervejinha, têm muitos amigos e, ao mesmo tempo, são estudiosos em seus próprios recantos.

A minha fixação pelo futebol veio através do meu pai, um fanático cruzeirense. Eu sempre fui torcedor do Cruzeiro, mas quanto mais eu me desenvolvia (e me envolvia com os aspectos táticos, técnicos e históricos do esporte), mais eu me desprendia do fanatismo, o que às vezes me é prejudicial. Hoje, eu gosto de futebol, embora, claro, continue vibrando a cada gol do meu time. Esse interesse exacerbado, juntamente ao fato de eu sempre ter gostado muito de ler e escrever, me fizeram optar pelo jornalismo. Isso aconteceu quatro anos após me mudar para Lagoa Santa, uma cidade próxima da capital, com cerca de 50 mil habitantes, onde fica o único Aeroporto Internacional de Minas Gerais.

No próximo post, falarei sobre como me infiltrei, como um espião, no mundo do Marketing Digital, quase que por coincidência, sem saber o que era aquilo.

Lucas Amaral Nunes