O que é Social Media?

Social Media

Bom, essa é uma questão que me intrigou no início dos estudos de Marketing Digital. Isso porque aqui no Brasil, tem-se a falsa impressão que o Social Media é aquele que gere as Redes Sociais, ou como alguns estupidamente chamam de “atualizador de Facebook”. O que acontece é que essa pequena confusão é tão comum que até mesmo as traduções de cada termo se embaralham. É importante frisar que Social Media, em português, é sinônimo de Mídias Sociais. A tradução para Redes Sociais é Social Network.

Como vimos nos estudos de Fundamentos do Marketing Digital, as Redes Sociais são o meio para veiculação de Mídia Social. O que isso quer dizer? As Redes Sociais são ambientes em que as pessoas e empresas estão conectadas, e as Mídias Sociais são o conjunto de dinâmicas existentes nessa atmosfera.

Portanto, um Social Media Manager (aqui no Brasil convencionou-se chamar apenas de Social Media, o que é um equívoco, porque uma pessoa por si só não é uma Mídia Social) é alguém que gere, administra, analisa, pesquisa, interage e tenta entender fenômenos culturais ocorridos dentro das Redes Sociais. A grosso modo, um analista de conteúdo digital, seja ele texto, áudio, vídeo, imagem, etc. Em suma, tudo aquilo que é fruto de interação social.

O Social Media (Manager) entende os hábitos do consumidor, analisa suas conexões, se relaciona com nichos e grupos sociais. Então, cuidado ao chamar aquele seu amigo que sabe criar uma fanpage para gerir sua marca online. É um trabalho muito mais complexo do que se pensa, fruto de estudos intensos de pesquisadores e profissionais do ramo. O Facebook, o Twitter e o Instagram são plataformas de Mídias Sociais, e são recursos utilizados pelos Social Medias.

Essa é uma discussão ainda existente, mas espero ter esclarecido, a grosso modo e com uma interpretação que abre margem para divergências. Se você discorda, opine, comente e critique! Não seja o peixe fora da rede.

Abaixo, uma ótima apresentação de slides que traduz bem o que é Social Media:

Obs.: o SlideShare ficou esticado. Se alguém souber como me ajudar a colocá-lo num formato que fique visualmente melhor, favor entrar em contato. 😉

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Doentes por Futebol, a resistência do Orkut e o momento crucial

Doentes por Futebol

Ainda em 2012, ajudei a fundar a fanpage Doentes por Futebol, fruto de uma parceria entre amigos que participam de uma comunidade do Orkut há muitos anos. Sim, ela existe até hoje e é bastante ativa e, de lá, surgiram vários contatos, conselhos, amigos e referências. E é, acreditem, um poço de cultura segmentada e geral, em variados assuntos. O sistema de fórum da rede social mais usada no mundo, o Facebook, não se compara ao do Orkut, e essa, pra mim, é a razão de ela ainda se sustentar tão fortemente. Volto a falar sobre a página: os amigos Filipe Frossard Papini (também mineiro, belo-horizontino e jornalista) e Felippe Garcia (publicitário e empreendedor digital) perceberam que as discussões sobre futebol ali eram de alto nível, e decidiram compartilhar isso com o mundo. A princípio, com a fanpage e, pouco tempo depois, com o brilhante site www.doentesporfutebol.com.br.

Recomendo, não por ter feito parte da equipe, mas por trazer material de excelência mesmo, onde a moçada realmente demonstra conhecimento no futebol especializado. Foram definidas equipes de arte, redação, revisão e alguns cargos administrativos, e eu fiquei responsável por coordenar a equipe do futebol mineiro e a minha coluna, “Lendas do Futebol”, na qual falava sobre históricos jogadores. Esse modelo já se dissipou, mas a abrangência da cobertura era algo impressionante. Campeonatos africanos, asiáticos, na Oceania. Futebol alternativo, de salão, feminino. Estaduais, nacionais, continentais. Só pra começar. É coisa de fanático mesmo e, eu garanto, com muita propriedade. Eu não estaria sendo justo caso não citasse o brilhante cronista Wagner Sarmento (autor da biografia do Popó) e o sensacional editor de vídeos Pedro Heil (HeilRJ no Youtube). Esses dois tiveram um destaque maior na mídia nacional, mas, em geral, a equipe é composta por gente de altíssimo nível. Ali, começava a me identificar com o formato de fanpage e, por mera curiosidade, visualizava o sistema de métricas e alcance das publicações, ainda diferentes do atual Facebook Insights.

Voltando à minha carreira, assim que saí do meu último estágio, por uma questão financeira e comodismo, passei a trabalhar com meu pai, que é empresário no ramo de Representação Comercial. Era óbvio que não ia dar certo. Embates normais entre pai e filho aconteceram, principalmente por meu progenitor não querer aquela área de atuação pra mim. Sabia que eu não seria feliz com aquilo (o que eu não concordava) e estava certo, no fim das contas.

O momento crucial veio quando, em Abril de 2013, bati um dos carros do meu pai, em um acidente que envolveu outros três automóveis. Não houveram vítimas, nem mesmo lesões, mas o carro estava sem seguro e, durante duas das piores semanas da minha vida, vivi sob a tensão da possibilidade de precisar arcar com o pagamento de todos os carros envolvidos, o que, com certeza, não seria possível pra mim. Hoje, acredito que isso tenha trazido mais benefícios do que o contrário, já que aquele foi o estopim para que eu decidisse que não queria mais aquela pasmaceira. Em meio a tudo isso, uma leitura. Na Veja, salvo engano, uma reportagem enumerava uma série de jobs que seriam os profissionais do futuro. Entre elas, estava o profissional do Marketing Digital, citando Gerentes de E-Commerce, Social Media Managers (Gestor de Comunidades), Gestor de Big Data, entre outros.

Lucas Amaral Nunes

O ChildFund Brasil e o primeiro contato com o marketing

ChildFund Brasil

Me graduei após alguns estágios, principalmente na área de jornalismo impresso. Mas as minhas melhores experiências foram, sem dúvida, na web, plataforma que sempre surpreende pelo mix de mídia oferecido e pela renovação tecnológica constante. Fiz parte de algumas equipes voluntárias, como a do Fanáticos por Futebol e o Cruzeiro.org. No último período, fiz um estágio em uma empresa chamada Virgulinas, onde vigiava o ambiente digital do ChildFund Brasil – Fundo para Crianças, uma organização filantrópica de primeira qualidade, de nível internacional e com a qual me identifiquei muito.

Atualizava, diariamente, o site oficial, blog, hotsite, Orkut, Fanpage, Twitter, Google +, YouTube, entre outras, com informações coletadas através de uma rede social corporativa chamada Rede do Bem. Os representantes e colaboradores do ChildFund Brasil, que possuíam diversas unidades espalhadas pelo Brasil, eram orientados a divulgarem imagens, textos, vídeos mostrando trabalhos e atividades em prol do desenvolvimento das crianças beneficiadas pelo programa (um dos mais efetivos que já conheci, diga-se de passagem). O sistema de Apadrinhamento é ótimo e funciona: a partir de R$52,00 por mês, realmente modifica-se a vida de crianças que vivem abaixo da linha da miséria no país. E a interação entre padrinho e apadrinhado pode ser feita pessoalmente, mas também através de cartas e da internet. Essa é uma causa nobre e vale a pena citá-la aqui e compartilhar com os amigos, frisando que não tenho mais nenhum vínculo empregatício com a organização.

Antes do fim do estágio, acabei precisando passar por uma cirurgia delicada e não pude terminá-lo da maneira que gostaria. Um ano depois, descobriria que o que eu estava fazendo ali era nada mais do que Marketing Digital, embora sem tanta profundidade. Isso é chamado de Marketing de Conteúdo, onde você utiliza da atualização constante para que as pessoas continuem acessando o seu ambiente digital e serviços de Social Media Manager, gerindo Redes Sociais. Na época, eu nunca havia falado em SEO (Searching Engine Optimization), que de uma maneira extremamente ríspida é a escolha das palavras certas para que o seu site seja facilmente encontrado pelos mecanismos de pesquisa (Google, Bing, Yahoo). Tampouco conhecia o Analytics, que te mostra as taxas de visitação do seu site. Eu aprendi a conviver com algumas ferramentas, mas, na essência, não sabia do quão profundo era o Marketing Digital. Nome, aliás, que eu nem utilizava até então, já que considerava as minhas tarefas como “Jornalismo Online”.

Abaixo, um vídeo promocional da organização, a qual eu faço questão de divulgar:

Lucas Amaral Nunes

Bem-vindos ao Socialpedia

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Inicio, hoje, este blog, com o objetivo de tê-lo como ferramenta de experiência, um laboratório digital para aquela que considero como a área na qual pretendo atuar daqui pra frente: a do Marketing Digital. Neste diário virtual, buscarei compartilhar meus ensaios desde o quase amadorismo até um dia chegar (e se chegar) a ser um grande profissional do ramo. Claro, essa oficina online estará sob análise de algumas das ferramentas, por exemplo, de análise de mercado como o Google Analytics, Adwords, mecanismos de busca, SEO, SEM, entre outros. Acalme-se, caso não saiba do que se trata. Há poucos meses atrás eu também não conhecia nenhuma dessas palavras e expressões e, apesar de hoje ouvi-las com bastante frequência, a utilização que faço delas é quase zero.

Tentarei obedecer a algumas leis não-oficiais da internet, como por exemplo a de não ultrapassar três parágrafos, pois a leitura pode ficar cansativa. Portanto, os posts não serão longos e podem ser até mesmo divididos, para que você, leitor, possa escolher quanto e quando ler. Serei aqui um autêntico puxa-saco dos frequentadores, pois a única maneira de você entender o seu público é analisando-o e se adequando. Críticas, sugestões e comentários serão bem-vindos de forma semelhante, portanto, não seja tímido. Comente e eu farei de tudo para melhor me adequar.

No próximo post, falarei um pouco sobre mim e como me envolvi com esse setor de mercado. Espero que gostem.

Lucas Amaral Nunes