O poder da rede: viralização do post

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Quando inaugurei esse blog a partir dos conselhos do professor Olimpio Araújo, fiz um planejamento e levantei algumas expectativas. Eu esperava conseguir 1000 visualizações nos primeiros dois meses de blog, pois não é fácil levantar um site do nada, sem investimento financeiro algum. Eu queria, também, chegar a 200 curtidas na fanpage.

Na sexta feira passada, algo diferente aconteceu. O meu celular estava no bolso durante o primeiro dia de trabalho (sobre o qual falarei mais tarde), e eu fiquei extremamente confuso quando ele começou a vibrar sem intervalos (isso mesmo, sem intervalos, como se estivesse tocando em alguma ligação). Era o meu Twitter, que uso exclusivamente para divulgar o blog, uma espécie de testes para as minhas Mídias Sociais. O visor estampava mensagens de “Follow” e “Retweet” que não paravam de chegar.

O que aconteceu foi o seguinte: uma das minhas postagens cujo título era “Netflix: Atendimento ao consumidor no Estilo Star Trekviralizou. E um dia após o blog completar apenas um mês, eu tive (até o momento) 180.250 visualizações. Até o dia anterior, eram menos de 200. Foram mais de 10.000 compartilhamentos no Facebook, centenas de retweets e citações, além de aparições em portais famosos como o www.administradores.com.br. A fanpage ganhou mais de 400 seguidores, elevando o número de curtidores a mais de 1200. Até esse dia, eu tinha apenas 2 comentários, ao passo em que hoje possuo 80. As visualizações em todas as minhas outras postagens quadruplicaram e quase 30 pessoas começaram a seguir o meu blog (um recurso do WordPress).

Esse é o poder da rede e, pela primeira vez, eu presenciei isso de uma maneira direta. Obrigado a todos os que contribuíram para esse sucesso. Espero continuar fazendo postagens interessantes e dinâmicas.

Um abraço a todos os amigos do blog,

Lucas Amaral Nunes

Geek, nerd e neogeek

Nerd

Há aproximadamente um mês, eu inaugurava orgulhosamente este blog, fruto de indicação do professor Olímpio Araújo para os meus estudos digitais. A primeira dúvida que eu tive foi com relação ao nome. “Socialpedia” parecia bom, mas já havia um registro. Acrescentei o “The” e os resultados vêm sendo satisfatórios (embora ainda planeje tirar o artigo posteriormente). Logo depois, tive que escolher entre o WordPress e o Blogspot. Acabei optando pela plataforma na qual eu já tinha algum conhecimento. Depois, problemas com design, formatação, testes, análises, etc. Enfim, embora possa parecer um processo simples, as opções oferecidas pela web são tão vastas que é difícil ter certeza de algo.

Mas nenhuma dessas dúvidas me deixou tão desconcertado quanto a pequena descrição exigida pelo perfil. Falar sobre mim sempre foi difícil, ora por acreditar que eu poderia superestimar minhas habilidades, ora pelo contrário, que eu poderia subestimar-me. Eu não sou bom eu auto-descrição, no entanto, o blog precisava refletir um pouco da minha essência.

Eu não queria ser confundido com um nerd, aquele sujeito estranho, anti-social, tímido e estudioso (como o cara da foto), adjetivos que definitivamente não se aplicam a mim (embora sob determinada perspectiva, todos sejamos estranhos). E mais: como uma pessoa anti-social poderia trabalhar com Mídias Sociais? Um termo contemporâneo que vem sendo utilizado para designar uma nova espécie de nerd, um rapaz já não tão esquisito que vai a festas, pratica esportes, interagem com alguma naturalidade, possuem senso de humor e não têm o rosto coberto por espinhas e óculos de fundo de garrafa. Este é o geek, termo que se aplica aos viciados em computadores e tecnologia, fãs de games, aficionados por ficção e fantasia, otakus, entre outros, como você confere neste artigo do Tecmundo. Ser geek não é motivo de vergonha. De um certo modo, eu diria que toda a geração Y é Geek, afinal, somos, em grande maioria, reféns de nossos smartphones, computadores e etc.

Ainda assim, não era suficiente. Essa pequena confusão entre os dois termos me incomodava, e o fato de sermos todos dependentes da tecnologia o tornava muito genérico. Portanto, em um ato de genialidade digno do Dr. Frankenstein (com direito a relâmpagos ao fundo) criei um novo termo: Neogeek. Soava importante, ao passo em que designa um novo profissional, moderno, engajado, dinâmico… bem, olha eu ai, me superestimando. Satisfeito com este simples gesto, criei a minha pequena descrição, que você pode ler bem ao lado, abaixo da minha foto. Mais tarde, em uma pesquisa intensa e estudos meticulosos, o que significa que apenas joguei a palavra no Google, descobri que minha invenção na verdade se tratava de plágio. Mas não pensem que me frustrei. Muito pelo contrário, me senti representado por uma classe, eu havia uma Definição no Google (com D maiúsculo, pra frisar a importância)!

O Urban Dictionary é uma espécie de Dicionário Informal, uma Wikipedia de semântica. Lá, o neogeek, já fazendo a tradução, é definido como:

Neogeeks são geeks que, em todos os sentidos, deveriam ser classificados como macho/fêmea alfa, pois eles têm qualidades (boa aparência, habilidades avançadas de socialização, humor, etc.), mas escolheram abandonar essa vida para dar prioridade ao que eles gostam, sendo ou não coisas de geek. Mas na maioria das vezes geek.

Garota 1: Ó, meu Deus. Aquele cara é tão bonito, mas ele é viciado em Dungeons and Dragons!
Garota 2: É, ele totalmente neogeek.
Bom, eu não abandonei completamente a minha vida social, mas continuo assistindo séries, fascinado por literatura medieval e alguns HQ’s (principalmente Alan Moore), entre outras atividades geekys.
Espero que tenham gostado dessa matéria, um pouco mais leve e que sai um pouco da temática didática do Marketing Digital!

As Redes Sociais

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Bom, de uma forma popular, esse termo é utilizado para se referir ao Facebook, ao Twitter, ao Instagram, entre outras ferramentas digitais. Porém, segundo a renomada professora e pesquisadora Raquel Recuero, autora do excelente livro “Redes Sociais na Internet”, as Redes Sociais são metáforas para as praças virtuais. O que isso significa? As Redes Sociais são, então, estruturas sociais, onde os internautas estão conectadas, ou seja, são formadas pelos agentes pessoas/empresas e suas conexões. O Facebook, Twitter, Instagram, etc., são, na verdade, plataformas de Redes Sociais.

Devido a isso, acho que não é um equívoco chamarmos, por exemplo, aplicativos como o Whatsapp, o WeChat e o Line de Redes Sociais. As pessoas estão conectadas em rede, afinal. No post de hoje, listarei uma série de plataformas utilizáveis, resumindo cada uma delas, algumas bem famosas, outras nem tanto. Há de se frisar, no entanto, que elas interagem também entre si, o que é uma tendência nos dias atuais. Vamos a elas:

Facebook: A maior rede global do mundo, tanto que virou filme (A Rede Social, 2010) indicado ao Oscar. A teia de Mark Zuckerberg funciona com um algoritmo que leva em consideração suas preferências e relacionamentos, o que significa que quanto mais você interage com alguém, mais a plataforma incentivará essa relação. Possui ferramentas extremamente interessantes como “curtir”, “compartilhar” e “cutucar” e o sistema de linha do tempo, em que você recebe atualizações em tempo real o tempo todo.

Twitter: Uma plataforma cuja grande força é permitir que o usuário tenha apenas 140 caracteres por postagem, o que traz um dinamismo impressionante à rede. No mundo atual, onde a agilidade é ferramenta chave na vida das pessoas, estabeleceu-se como uma das maiores do mundo. O sistema de “seguidores” é bastante popular, uma espécie de “assinatura” para receber atualizações específicas de determinado usuário.

LinkedIn: A rede de negócios. Utilizada por profissionais de diferentes ramos para troca de experiências, debates, e quaisquer outros canais de negócio. Nela, o perfil exalta dados curriculares do usuário, sendo uma grande ferramenta de relacionamento para cliente/empresa e funcionário/empresa.

MySpace: Uma rede social bastante interativa, contando com serviços de blogs, fotos, e-mails e fóruns. Chegou a ser a plataforma mais popular do mundo, mas no Brasil não pegou.

Orkut: A primeira grande febre no país, perdeu força com o crescimento do Facebook. Possui um bom sistema de busca por interesses  em comunidades (o que o Facebook, por exemplo, não faz com propriedade) e um sistema de fóruns extremamente eficaz.

Instagram: Um aplicativo focado no compartilhamento de imagens. Nela, os usuários interagem através da divulgação de fotos, também com o sistema de “curtir” embutido. Uma das principais características é a permissão para editar as fotos no momento de postá-la, com a aplicação de filtros e outros recursos.

Foursquare: Baseado localização, basicamente incentiva os usuários a fazerem “checkins” a partir dos locais onde estiveram. Em uma interface bastante simples, os usuários ganham pontos e abrem novas opções de atualização ao conquistarem objetivos propostos pela plataforma.

SlideShare: Uma das mais famosas plataformas da atualidade, permite aos usuários compartilharem slides e apresentações. É utilizada principalmente no meio acadêmico.

Tumblr: O Tumblr é uma plataforma de blogs em que as postagens são curtas, incentivando bastante a interação entre os usuários. É uma mistura entre plataforma de blogs e o Twitter.

Flickr: Uma plataforma também baseada na troca de imagens, porém, utiliza as tags para categorização das imagens, facilitando assim o sistema de buscas.

Google +: A Rede Social da maior e mais influente empresa de serviços de internet e softwares do mundo. Ainda não pegou no Brasil, mas certamente já cresceu muito. Baseia-se (como todos os serviços do Google) na interação entre accounts, ou seja,  a sua conta de e-mail. É um sistema excepcional, que leva em consideração suas preferências de acordo com o que você curte (nessa plataforma chamado de “mais um”). Possui um sistema excelente de Hangouts (conversas coletivas através de vídeo), comunidades (revivendo o Orkut), organização por círculos, detalhando níveis de relacionamento, entre outros.

YouTube: Uma das grandes revoluções da rede, permite ao usuário compartilhar vídeos. Torna-se, assim, uma biblioteca infindável de vídeos em que o internauta pode carregar de vídeos amadores e profissionais.

Reddit: Nessa plataforma social, os votos  fazem você aparecer ou não. De acordo com as análises positiva ou negativa, o conteúdo são mostrados ou não para os outros usuários. Quanto mais análises positivas, mais visibilidade ao seu conteúdo.

Filmow: Uma rede social que eu, particularmente, gosto muito. Nela, o usuário classifica os filmes que já assistiu e seleciona aqueles que ainda quer assistir, contando ainda com a classificação e análise de outros  usuários. Essencial para os fãs de cinema.

Skoob: Semelhante ao Filmow, mas para livros. Você pode, ainda, comprar e encontrar downloads e meios para compra de obras que você queira.

Pinterest: Baseado na divulgação de imagens e quadros, com o diferencial de “coleções”. Esse sistema foi eleito pela revista Time como um dos melhores disponíveis na web. De fácil interação e utilização, vem crescendo exponencialmente em diversos países.

Badoo: Uma rede que incentiva os relacionamentos (amorosos ou não). Aqui, incentiva-se a interação entre pessoas desconhecidas, diferente das maioria das Redes Sociais, que se direcionam a pessoas que já se conhecem.StumbleUpon: Aqui, você só recebe conteúdo de seu interesse, ou seja, só vai interagir com pessoas que gostem de coisas que você também goste.

Whatsapp: Um dos aplicativos melhor avaliados no Brasil, é um chat para mobile, onde é possível também a criação de grupos.

WeChat: Similar ao Whatsapp, porém sem a criação de grupos e o diferencial “olhe ao redor”, onde você encontra pessoas próximas a você que também tenham o aplicativo.

Down: Um aplicativo voltado apenas para relacionamentos físicos. Nele, você avalia os seus amigos do Facebook com quem você teria relações e só fica sabendo se os seus amigos teriam relações com você caso eles também te marquem.

Snapchat: Voltado para o compartilhamento de fotos pessoais e vídeo de curto prazo. Depois de um tempo determinado por quem enviou (de 1 a 10 segundos), o arquivo simplesmente desaparece e nunca mais pode ser recuperado.

Vine: É a rede de vídeos do Twitter. Com ela, você pode fazer vídeos de no máximo seis segundos. A ideia é fazer um Instagram em movimento, sem demoras para carregamento.

Blogger/Wordpress: As melhores ferramentas para blogs existentes. Com elas, você pode seguir outros blogs de interesse e divulgá-los. Possuem diversas ferramentas para personalização da sua página.

Ask.fm: A Rede Social de perguntas e respostas. Nela, o usuário é perguntado por pessoas (identificadas ou não) e respondem em seu mural. O nível de interação é enorme, pois as pessoas tendem a fazer perguntas que normalmente não fariam frente à frente.

Bom, isso não é nada quando tratamos de Redes Sociais na internet. Citei algumas das mais importantes e utilizadas em nosso país, mas, claro, existem milhares de outras redes que, inclusive, são criadas diariamente. Assim é o ambiente virtual, mutante. A moda de hoje, pode não ser a moda de amanhã (e provavelmente não será).

Lucas Amaral Nunes