Roberto Carlos é Friboi. Mas e quem não é? – O comportamento da marca no ambiente virtual

Roberto Carlos Friboi

Há pouco tempo, a empresa do ramo frigorífico JBS Friboi anunciava o seu novo garoto propaganda, um antigo conhecido do público brasileiro que dispensa apresentações independentemente do público-alvo. Proclamado como rei, Roberto Carlos parece não ter agradado tanto assim a uma fatia dos súditos. Vegetariano há 30 anos, um dos cantores mais populares do Brasil utilizou o refrão de um de seus grandes hits, “eu voltei”, para anunciar seu retorno ao status de carnívoro.

Até aí tudo bem, embora a comunidade vegana tenha se voltado contra o cantor e metralhado as redes sociais da empresa com críticas e questionamentos quanto ao posicionamento de Roberto. Estabeleceu-se, então, um duelo entre tiranossauros e brontossauros, cada qual defendendo seu ponto de vista. Um adendo: dentro do ambiente virtual da Friboi. E o pior: as avaliações negativas superaram as positivas em dez vezes no canal da empresa no YouTube. E aí, como proceder?

Acontece que a estratégia escolhida foi a de simplesmente bloquear momentaneamente os comentário no vídeo, ainda que os ads ainda estejam ativos para o vídeo. Será mesmo que isso resolveria o problema? De fato, existem diversas outras páginas com o mesmo vídeo, onde os usuários discutem o referido tema, invariavelmente. E, claro, em diversos outros canais como o Facebook, Twitter e demais Redes Sociais, os debates prosseguiram. Em nota, o frigorífico diz que classificou alguns comentários como “ofensivos à credibilidade dos envolvidos”. Na minha opinião, essa é mais uma tentativa tola de tentar censurar o incensurável. É como escrever na face do consumidor: “Se você é Friboi, seja bem-vindo”. E quem não é?

 

Bônus: Na postagem sobre o vídeo na fanpage da Friboi, a empresa responde apenas aos comentários positivos. Ainda assim, é bem melhor do que outras famosas fanpages conhecidas, que simplesmente apagam esse tipo de comentário.

Friboi ignora os comentários negativos na fanpage...

Friboi ignora os comentários negativos na fanpage…

...enquanto enfatiza os comentários elogiosos.

…enquanto enfatiza os comentários elogiosos.

Wagner Moura e a retaliação da Dafra: você por cima da m****

Dafra

Durante os estudos do marketing digital, aprendemos que existem três níveis de relacionamento com o consumidor. São elas a lealdade (quando o cliente se torna defensor, advogado da sua marca e por si só faz o buzz marketing, o boca a boca), a rejeição (quando o cliente abandona a sua marca para comprar produtos de outra empresa) e o pior  mais temido pelos profissionais de marketing: a retaliação. Essa última ocorre quando, insatisfeito com o seu produto, o cliente passa a falar mal e  vingar-se da marca trazendo prejuízos e espalhando para os outros clientes uma imagem ruim.

Nas primeiras aulas do curso de Marketing Digital, tivemos um exemplo disso em sala de aula. São dois vídeos sobre a marca de motocicletas Dafra, que utilizou-se de uma estratégia de comercialização cara, contratando um dos atores mais famosos da atualidade, Wagner Moura. Acontece que essa estratégia não foi tão bem sucedida, pois um vídeo parodiando o comercial acabou por fazer mais sucesso do que o próprio vídeo comercial. Abaixo, em sequência, o comercial original e a paródia. Confiram (e riam um pouco) uma das retaliações mais bem sucedidas da internet brasileira:

AVISO: O vídeo abaixo contém palavrões.

Rodrigo Faro é o novo garoto propaganda da Pepsi no Facebook

Rodrigo Faro/Pepsi

Hoje falarei sobre um tema bastante recente, que é a contratação do ator e apresentador Rodrigo Faro pela Pepsi (saiba mais clicando aqui). Mas o que isso tem a ver com Marketing Digital? Tudo. Explico o porquê. Acontece que essa celebridade, um ícone quando se trata de comunicação em televisão no país, foi contratada junto à marca de refrigerantes para dialogar, principalmente, com o público das Redes Sociais, principalmente no Facebook e YouTube.

Não consigo pensar em ninguém melhor do que o Rodrigo para falar com o público alvo da Pepsi. O apresentador possui uma altíssima taxa de aceitação do público e foi reconhecido por isso. Ao longo da carreira, são mais de 400 peças publicitárias de sucesso. Ele venceu por cinco vezes seguidas o Troféu Imprensa como Melhor Apresentador, representando o programa O Melhor do Brasil. Além de ator, Rodrigo é dançarino, cantor e comediante. Soma-se a isso o fato de ele ser uma celebridade extremamente conhecida e carismática, que comunica tanto para o menino de dez anos quanto para aposentada. Consegue entender as razões para a escolha?

Há ai, também, um importante ponto a se frisar. Alguém com esse currículo, não pode ser barato para a empresa, certo? Corretíssimo. Tamanho investimento é apenas mais uma das muitas ações que comprovam que o mercado de Social Media cresce abruptamente  no país e no mundo. Percebam quão importante é o setor, tanto que uma das maiores marcas do mundo resolve abalroar exatamente nessa área.

Aguardemos para a estreia do quadro, que acontece na quarta-feira, dia 16 de Outubro, para vermos qual será o formato de programação utilizada para interagir com o internauta.

A importância do momento: Air New Zealand e O Hobbit

Bilbo

Em Dezembro do ano passado, o famigerado diretor Peter Jackson lançou o filme “O Hobbit – Uma Viagem Inesperada”, contando a história de Bilbo, Gandalf, Thorin, Gollum e outros personagens advindos da literatura fantástica. O filme, independente de sua execução, lotaria as salas de cinema. Isso porque o livro faz parte da série lançada pelo clássico autor J. R. R. Tolkien, e é predecessor à trilogia “O Senhor dos Anéis”, cujas adaptações para as telas construíram uma franquia de enorme sucesso. Criou-se, então, uma atmosfera de expectativa por parte de fãs de todo o mundo.

Pensando nisso, a empresa aérea Air New Zealand elaborou uma estratégia sensacional sobre segurança nos voos da companhia. Vale lembrar que O Senhor dos Anéis teve diversas de suas cenas filmadas nas belíssimas paisagens da Nova Zelândia, o que contribuiu para o sucesso no país. O vídeo teve até participação do próprio Peter Jackson. As demonstrações sobre como prosseguir dentro do avião eram exibidas antes das partidas (como temos em todas as companhias aéreas), e contava com personagens de fantasia, como orcs, elfos, hobbits, entre outros.

Essa iniciativa gerou uma repercussão de caráter global, com comentários e visualizações online de fãs de todo o mundo. Imagine o choque no país em que atua! Ou seja, isso gerou um marketing espontâneo em proporções absurdas, mesmo sem a empresa ter veiculado a propaganda em outros meios. Ela migrou da publicidade interna, apenas para os clientes, e alçou o nome Air New Zealand a um outro patamar de reconhecimento através do YouTube. E isso tudo porque a empresa soube aproveitar o momento do lançamento do filme, uma das mais importantes estratégias do marketing.

Confira, abaixo, o vídeo que girou o mundo:

Operadora Aeiou: o que aconteceu?

aeiou

Bom, hoje eu recorde de uma das campanhas publicitárias mais legais dos últimos anos, a da operadora de telefonia Aeiou, que lançou um vídeo extremamente criativo e que rapidamente se tornou viral em meados de 2008. O vídeo em questão reuniu webcelebridades, personagens de vídeos que se tornaram febre na internet no Brasil, como o do “Sanduíche-iche”, “Cada um no seu Quadrado”, “Confissões de um Emo”, Tapa na Pantera”, “O Traficante Boiola”, “Lasier Martins tomando choque”, “É nóis, sapinho” e outros hits do YouTube. Confira abaixo.

Eu me lembro claramente de cada um desses vídeos e, em minha opinião, essa foi uma iniciativa fantástica, que funcionou perfeitamente bem de acordo com os seus objetivos. Procurando sobre a empresa, sobre a qual nunca mais ouvi falar, descobri que ela faliu. Inclusive, sob circunstâncias suspeitas: ela simplesmente desapareceu e parou de enviar informações à Anatel, com uma dívida superior a 100 milhões de reais. Veja a matéria completa clicando aqui.

Apesar disso, acredito que a estratégia de marketing funcionou perfeitamente bem. Há alguns anos, o vídeo da campanha atingiu grandes índices de acessos e eu imaginei que a empresa engrenaria após um fenômeno de audiência como foi o viral. Por motivos que permanecem ocultos, a Aeiou não conseguiu se manter no mercado, mas fica o registro de uma campanha divulgada somente no ambiente digital e com recursos e celebridades criadas através da internet.

As Redes Sociais

blog

Bom, de uma forma popular, esse termo é utilizado para se referir ao Facebook, ao Twitter, ao Instagram, entre outras ferramentas digitais. Porém, segundo a renomada professora e pesquisadora Raquel Recuero, autora do excelente livro “Redes Sociais na Internet”, as Redes Sociais são metáforas para as praças virtuais. O que isso significa? As Redes Sociais são, então, estruturas sociais, onde os internautas estão conectadas, ou seja, são formadas pelos agentes pessoas/empresas e suas conexões. O Facebook, Twitter, Instagram, etc., são, na verdade, plataformas de Redes Sociais.

Devido a isso, acho que não é um equívoco chamarmos, por exemplo, aplicativos como o Whatsapp, o WeChat e o Line de Redes Sociais. As pessoas estão conectadas em rede, afinal. No post de hoje, listarei uma série de plataformas utilizáveis, resumindo cada uma delas, algumas bem famosas, outras nem tanto. Há de se frisar, no entanto, que elas interagem também entre si, o que é uma tendência nos dias atuais. Vamos a elas:

Facebook: A maior rede global do mundo, tanto que virou filme (A Rede Social, 2010) indicado ao Oscar. A teia de Mark Zuckerberg funciona com um algoritmo que leva em consideração suas preferências e relacionamentos, o que significa que quanto mais você interage com alguém, mais a plataforma incentivará essa relação. Possui ferramentas extremamente interessantes como “curtir”, “compartilhar” e “cutucar” e o sistema de linha do tempo, em que você recebe atualizações em tempo real o tempo todo.

Twitter: Uma plataforma cuja grande força é permitir que o usuário tenha apenas 140 caracteres por postagem, o que traz um dinamismo impressionante à rede. No mundo atual, onde a agilidade é ferramenta chave na vida das pessoas, estabeleceu-se como uma das maiores do mundo. O sistema de “seguidores” é bastante popular, uma espécie de “assinatura” para receber atualizações específicas de determinado usuário.

LinkedIn: A rede de negócios. Utilizada por profissionais de diferentes ramos para troca de experiências, debates, e quaisquer outros canais de negócio. Nela, o perfil exalta dados curriculares do usuário, sendo uma grande ferramenta de relacionamento para cliente/empresa e funcionário/empresa.

MySpace: Uma rede social bastante interativa, contando com serviços de blogs, fotos, e-mails e fóruns. Chegou a ser a plataforma mais popular do mundo, mas no Brasil não pegou.

Orkut: A primeira grande febre no país, perdeu força com o crescimento do Facebook. Possui um bom sistema de busca por interesses  em comunidades (o que o Facebook, por exemplo, não faz com propriedade) e um sistema de fóruns extremamente eficaz.

Instagram: Um aplicativo focado no compartilhamento de imagens. Nela, os usuários interagem através da divulgação de fotos, também com o sistema de “curtir” embutido. Uma das principais características é a permissão para editar as fotos no momento de postá-la, com a aplicação de filtros e outros recursos.

Foursquare: Baseado localização, basicamente incentiva os usuários a fazerem “checkins” a partir dos locais onde estiveram. Em uma interface bastante simples, os usuários ganham pontos e abrem novas opções de atualização ao conquistarem objetivos propostos pela plataforma.

SlideShare: Uma das mais famosas plataformas da atualidade, permite aos usuários compartilharem slides e apresentações. É utilizada principalmente no meio acadêmico.

Tumblr: O Tumblr é uma plataforma de blogs em que as postagens são curtas, incentivando bastante a interação entre os usuários. É uma mistura entre plataforma de blogs e o Twitter.

Flickr: Uma plataforma também baseada na troca de imagens, porém, utiliza as tags para categorização das imagens, facilitando assim o sistema de buscas.

Google +: A Rede Social da maior e mais influente empresa de serviços de internet e softwares do mundo. Ainda não pegou no Brasil, mas certamente já cresceu muito. Baseia-se (como todos os serviços do Google) na interação entre accounts, ou seja,  a sua conta de e-mail. É um sistema excepcional, que leva em consideração suas preferências de acordo com o que você curte (nessa plataforma chamado de “mais um”). Possui um sistema excelente de Hangouts (conversas coletivas através de vídeo), comunidades (revivendo o Orkut), organização por círculos, detalhando níveis de relacionamento, entre outros.

YouTube: Uma das grandes revoluções da rede, permite ao usuário compartilhar vídeos. Torna-se, assim, uma biblioteca infindável de vídeos em que o internauta pode carregar de vídeos amadores e profissionais.

Reddit: Nessa plataforma social, os votos  fazem você aparecer ou não. De acordo com as análises positiva ou negativa, o conteúdo são mostrados ou não para os outros usuários. Quanto mais análises positivas, mais visibilidade ao seu conteúdo.

Filmow: Uma rede social que eu, particularmente, gosto muito. Nela, o usuário classifica os filmes que já assistiu e seleciona aqueles que ainda quer assistir, contando ainda com a classificação e análise de outros  usuários. Essencial para os fãs de cinema.

Skoob: Semelhante ao Filmow, mas para livros. Você pode, ainda, comprar e encontrar downloads e meios para compra de obras que você queira.

Pinterest: Baseado na divulgação de imagens e quadros, com o diferencial de “coleções”. Esse sistema foi eleito pela revista Time como um dos melhores disponíveis na web. De fácil interação e utilização, vem crescendo exponencialmente em diversos países.

Badoo: Uma rede que incentiva os relacionamentos (amorosos ou não). Aqui, incentiva-se a interação entre pessoas desconhecidas, diferente das maioria das Redes Sociais, que se direcionam a pessoas que já se conhecem.StumbleUpon: Aqui, você só recebe conteúdo de seu interesse, ou seja, só vai interagir com pessoas que gostem de coisas que você também goste.

Whatsapp: Um dos aplicativos melhor avaliados no Brasil, é um chat para mobile, onde é possível também a criação de grupos.

WeChat: Similar ao Whatsapp, porém sem a criação de grupos e o diferencial “olhe ao redor”, onde você encontra pessoas próximas a você que também tenham o aplicativo.

Down: Um aplicativo voltado apenas para relacionamentos físicos. Nele, você avalia os seus amigos do Facebook com quem você teria relações e só fica sabendo se os seus amigos teriam relações com você caso eles também te marquem.

Snapchat: Voltado para o compartilhamento de fotos pessoais e vídeo de curto prazo. Depois de um tempo determinado por quem enviou (de 1 a 10 segundos), o arquivo simplesmente desaparece e nunca mais pode ser recuperado.

Vine: É a rede de vídeos do Twitter. Com ela, você pode fazer vídeos de no máximo seis segundos. A ideia é fazer um Instagram em movimento, sem demoras para carregamento.

Blogger/Wordpress: As melhores ferramentas para blogs existentes. Com elas, você pode seguir outros blogs de interesse e divulgá-los. Possuem diversas ferramentas para personalização da sua página.

Ask.fm: A Rede Social de perguntas e respostas. Nela, o usuário é perguntado por pessoas (identificadas ou não) e respondem em seu mural. O nível de interação é enorme, pois as pessoas tendem a fazer perguntas que normalmente não fariam frente à frente.

Bom, isso não é nada quando tratamos de Redes Sociais na internet. Citei algumas das mais importantes e utilizadas em nosso país, mas, claro, existem milhares de outras redes que, inclusive, são criadas diariamente. Assim é o ambiente virtual, mutante. A moda de hoje, pode não ser a moda de amanhã (e provavelmente não será).

Lucas Amaral Nunes

Disciplina “Fundamentos do Marketing Digital” – Pt. 7 (Final)

Sociedade em Rede

Frameworks de Marketing Digital

Frameworks, em uma tradução ao pé da letra, são quadros de trabalho, ou seja, são modelos de organização de negócio já consagrados pelo mercado. São utilizados de maneiras distintas pelos profissionais da Tecnologia da Informação (no caso deles, usa-se no desenvolvimento de softwares) e do Marketing (com base na análise de mercado), o que usaremos aqui.

Digital como Estratégia

O Marketing Digital não está separado de outras formas de mídia, pelo contrário, ele interage e impulsiona a criação de demanda através do poder da internet. Sendo assim, o Digital conversa com as mídias tradicionais (TV, Rádio), com a comunicação externa (off-line), estimula o boca a boca e incentiva as promoções e eventos.

The F-Factor

O framework F-Factor, cuja lema leva a letra F pela tríade de temáticas Friends, Fans & Followers (Amigos, fãs e seguidores), leva em consideração que esses agentes influenciam na decisão de compra dos consumidores. É aquilo citado antes, o que acontece no ZMOT, quando o consumidor procura a opinião de outros clientes antes do Primeiro Momento da Verdade.

Framework de Marketing Digital

Um modelo de framework foi apresentado na aula, e tentarei resumi-lo aqui. O centro do quadro seria o website da empresa e os sites parceiros, ou seja, todos os segmentos aqui apresentados trabalham em prol do desenvolvimento dessas plataformas.

Marketing de Busca (SEO, Links Patrocinados, Pagos por clique/PPC);

Representação Online (Mídias Sociais, blogs, comunidades, manutenção da imagem, proteção da marca);

Parceiros Online (Patrocinadores, comarcas, parcerias);

Comunicação off-line (Panfletagem, exibições, merchandising);

Marketing viral (Criação de mídia espontânea, buzz marketing, fofoca, hit);

Opt-in e-mail/intenção do usuário em receber informações (Newsletter, listas de e-mail, cadastros);

Anúncios interativos (Compras pelo site, serviços de anúncios pagos, segmentação por comportamento, links patrocinados)

Comunicação (Propaganda, vendas, promoções, relações públicas).

Ou seja, nesse contexto, a marca utiliza de recursos de Páginas Digitais (Sites, Portais e Blogs), Buscas (Google, Bing, Yahoo), Mídias Sociais (Facebook, Twitter, Slideshare, RSS Feeds, Pinterest, Instagram, Flickr, Tumblr, YouTube), Games e Entretenimento, E-Commerce, Tecnologias Emergentes (Web TV’s, Podcasts), Mobile (Bluetooth, SMS, MMS, Aplicativos), Realidades Mistas (Second Life) e E-mail (texto, imagem e vídeo).

Em resumo, pode-se concluir que o Marketing Digital é a promoção de marcas utilizando as múltiplas Mídias Digitais citadas acima para:

1-      Alcançar o cliente (através de email, redes sociais, mecanismos de busca, etc.);

2-      Converter o cliente (torná-lo um visitador frequente do site, seguidor, fã, fazer com que ele faça um cadastro, compre o seu produto);

3-      Reter o cliente (fazer com que ele se torne fiel, assine a newsletter e acompanhe constantemente o desenvolvimento da empresa, programas de fidelidade, personalização e conteúdo direcionado).

Modelo SOSTAC

O modelo SOSTAC é um norteador para guiar as ações, baseado nessas seis letras. De uma maneira bem resumida, significa:

S (Situation Analyses/Análise da Situação) – Pesquisas de audiência e ferramentas disponíveis;

O (Objectives/Objetivos) – Definição dos objetivos da campanha;

S (Stategies/Estratégias) – Que estratégias utilizar para alcançar os objetivos;

T (Tactics/Táticas) – Quais os meios serão utilizados;

A (Action/Ação/Implementação) – Colocar em prática o que foi definido;

C (Control/Controle) – Mensurar, analisar, compreender, averiguar, vigiar e concluir sobre as ações que estão sendo executadas.

8 P’s do Marketing Digital

Como vimos, no Marketing Tradicional temos os quatro P’s. Já no Digital, um paradigma aumenta esse número para oito, que serão listados aqui.

Pesquisa (análise do mercado)

Planejamento (preparação para as ações a serem executadas)

Produção (produção através das ferramentas digitais disponíveis)

Publicação (divulgação do conteúdo)

Promoção (promover o conteúdo planejado)

Propagação (usar estratégias para difusão da marca)

Personalização (entender o usuário e suas preferências)

Precisão (atingir diretamente o comprador)

Bom, amigos, é isso. Espero que tenha ajudado e peço, desde já, desculpas por alguma falha ou erro (seja ele de digitação ou interpretativo) que possa ter ocorrido durante a compilação feita por mim.

Agradeço também ao excelente professor Fábio Albuquerque pela paciência e atenção cedida a nós, alunos, e também aos colegas de classe, que vêm me ajudando a entender esse novo mundo. Pra mim foi um prazer realizar essa tarefa (que me traz muito mais benefícios do que trabalho) e divulgá-la, usando o nosso maior objeto de estudo: a rede.

Lucas Amaral Nunes

O ChildFund Brasil e o primeiro contato com o marketing

ChildFund Brasil

Me graduei após alguns estágios, principalmente na área de jornalismo impresso. Mas as minhas melhores experiências foram, sem dúvida, na web, plataforma que sempre surpreende pelo mix de mídia oferecido e pela renovação tecnológica constante. Fiz parte de algumas equipes voluntárias, como a do Fanáticos por Futebol e o Cruzeiro.org. No último período, fiz um estágio em uma empresa chamada Virgulinas, onde vigiava o ambiente digital do ChildFund Brasil – Fundo para Crianças, uma organização filantrópica de primeira qualidade, de nível internacional e com a qual me identifiquei muito.

Atualizava, diariamente, o site oficial, blog, hotsite, Orkut, Fanpage, Twitter, Google +, YouTube, entre outras, com informações coletadas através de uma rede social corporativa chamada Rede do Bem. Os representantes e colaboradores do ChildFund Brasil, que possuíam diversas unidades espalhadas pelo Brasil, eram orientados a divulgarem imagens, textos, vídeos mostrando trabalhos e atividades em prol do desenvolvimento das crianças beneficiadas pelo programa (um dos mais efetivos que já conheci, diga-se de passagem). O sistema de Apadrinhamento é ótimo e funciona: a partir de R$52,00 por mês, realmente modifica-se a vida de crianças que vivem abaixo da linha da miséria no país. E a interação entre padrinho e apadrinhado pode ser feita pessoalmente, mas também através de cartas e da internet. Essa é uma causa nobre e vale a pena citá-la aqui e compartilhar com os amigos, frisando que não tenho mais nenhum vínculo empregatício com a organização.

Antes do fim do estágio, acabei precisando passar por uma cirurgia delicada e não pude terminá-lo da maneira que gostaria. Um ano depois, descobriria que o que eu estava fazendo ali era nada mais do que Marketing Digital, embora sem tanta profundidade. Isso é chamado de Marketing de Conteúdo, onde você utiliza da atualização constante para que as pessoas continuem acessando o seu ambiente digital e serviços de Social Media Manager, gerindo Redes Sociais. Na época, eu nunca havia falado em SEO (Searching Engine Optimization), que de uma maneira extremamente ríspida é a escolha das palavras certas para que o seu site seja facilmente encontrado pelos mecanismos de pesquisa (Google, Bing, Yahoo). Tampouco conhecia o Analytics, que te mostra as taxas de visitação do seu site. Eu aprendi a conviver com algumas ferramentas, mas, na essência, não sabia do quão profundo era o Marketing Digital. Nome, aliás, que eu nem utilizava até então, já que considerava as minhas tarefas como “Jornalismo Online”.

Abaixo, um vídeo promocional da organização, a qual eu faço questão de divulgar:

Lucas Amaral Nunes